
   Amor comprado

Penny Jordan



      Para desalent-lo, Genista fez que o arrogante e atrativo Luke Ferguson pensasse que o deles era uma aventura promscua.
      Por experincia sabia que um homem podia destroar um corao inocente e agora descobria que estava indefesa ante o magnetismo do Luke. A proposio matrimonial
dele foi uma surpresa, ao igual  forma em que o fez. Quase parecia uma chantagem e sob as circunstncias, Genista no tinha outra alternativa mais que aceitar.

      Captulo 1
      E
      RA bvio que a festa estava em seu apogeu quando Genista empurro a porta do apartamento do Greg Hardiman. Chamo em repetidas ocasies, mas o rudo gerado pela
reunion no permitio que a escutasse. A sala estava cheia de casais que danavam ao compas da sensual musica emitida no aparelho de alta fidelidade. Foi at despues
de alguns minutos quando a garota encontro ao anfitrion, o qual se aproximo e deslizo um brao ao redor da cintura da moa, atraindo-a para se.
      -iQue bem, olhem o que nos trouxe o vento! -comento Greg-. Pense que no vendrias, um passarinho me informo que planejava trabalhar at tarde. Mantm-te ocupada
seu chefe, no  certo?
      -Algum tem que me aproveitar -respondo Genista com secura.
      Era verdade que a garota pensava permanecer no escritrio vrias horas, pois o habia feito desde para alguns dias em compania do Bob, seu chefe. Mas a este
o chamo sua esposa e o pidio que chegasse a casa mas cedo que de costume e o imediatamente aceito. E asi, sem nada mas que fazer decidio ir  festa, embora j nesse
momento comeava a arrepender-se disso.
      -Vem, vou apresentar aos convidados -disse Greg interrompendo sua cadeia de pensamentos-. No  muito freqente que honre nossos humildes esforos por nos
divertir com sua presena e  uma machuca que este fim de semana deva ir aos Estados Unidos pois me gustaria pass-lo contigo. Sempre me fascinaste Gen, pergunto-me
que idias cruzam por sua mente. Talvez lhe agradaria ficar quando os demas se partiram?
      A jovem habia escutado com freqncia a mesma pergunta asi que j no se sorprendia nem se incomodava ao oirla.
      "Por que os homens suponian que qualquer garota que no estivesse comprometida despues dos veintitres anos aceptaria compartilhar a cama com qualquer?" meditava
Genista em silncio.
      Teve que rechaar com brutalidade a indivduos como Greg durante quase quatro anos, e at asi eles tenian a arrogncia de deduzir que o unico que tenian que
fazer para deitar-se com uma garota era sonreirle e lhe dedicar um ou dois cumpridos.
      Ela se nego s apresentaes com os demas convidados, pois conocia quase a todos os pressente, em seu mayoria colegas de trabalho que trabalhavam para a mesma
compania de computadores e implementos electronicos. Esta obtenia seus principais ganhos da venda de pequenos computadores de emprego facil no comrcio e a indstria.
Genista tnia quatro anos de trabalhar alii, quase desde que chego a Londres, e de fato, desfrutava de seu posto como assistente do gerente.
      Uma pequena careta de preocupacion se desenho em seu rosto ao recordar as ultima notcias que recebesse no sentido de que uma capitalista assina nacional habia
comprado a mayoria das aes da compania e isso motivdba temores e dvidas pois com segurana habria mudanas. Bob Norman, seu chefe, habia estado com um humor terrvel
ao longo da semana, Genista, se mordio o lbio inferior, lhe estava muito agradecida ao Bob e gostava de trabalhar para o. Constituian uma boa equipe e embora se
habia proposto no ser emotiva no trabalho, sbia muito bem que lhe seria muito difcil sentir-se tranqila, colaborando para outra pessoa.
      Tomo um copo da barra, a garota se apio na parede e comeo a observar aos convidados com certa ironia. Se ela era bom juiz, habia alli algumas casais que
no terminanan a festa em casa do Greg, mas sim, motivadas pela atm6sfera festiva, concluirian a velada em algun lugar mas intimo.
      Embora a garota no era conscience disso, Gen era a mulher mas atrativa da reunion, seu cabelo vermelho escuro formava um cacho ao cair sobre seus ombros e
seu perfil parecia uma escultura clasica. Alguns segundos despues, seu instinto lhe indico que algum a observava, no cometio o engano de ver quem a estava olhando,
em  troca comeo a percorrer com a vista todo o salon at que por fora seus olhos chegaram a seu destino.
      O homem estava apoiado na parede oposta e levanto seu copo para ela em uma saudao que era apreciativo e arrogante de uma vez.
      Com um amargo sabor na boca e uma sensacion de ira, precavo-se de que o esperava que fosse ela quem se aproximasse. Teve que reconhecer que era um homem arrumado
que qualquer garota correria a seu lado. Sem lugar a dvidas era o homem mas lhe impactem da festa. Seu traje distava muito de ser formal, levava umas ajustados
calas de mezclilla negros e uma cano de algodon branca. O cabelo era murcho e castanho escuro, em tanto que os olhos de cor cinza.
      "Deve ter mas ou menos trinta e cinco anos", deduziu Gen.
      Consciente de seu atrativo e do sensual impacto que causava entre as mulheres, o se movio, devagar, balanando seu peso de uma perna  outra e a accion provoco
que se esticassem seus poderosos musculos debaixo da mezclilla.
      Enquanto o observava a Genista com os olhos semicerrados, uma jovem loira da equipe de secretrias passo provocadora.
      "Pobre tola", penso a ruiva. "Acaso no se d conta de que esse homem nunca se fijaria nela"
      Jamais se o ocurrio a Genista investigar quem era aquele homem, pois no sintio nenhuma curiosidade por conhecer sua identidade. Podia com muita facilidade
ler em seus olhos o que o pensava, como se fosse um Iibro aberto. Se o respondia a esse olhar, a habria chamado um par de vezes com a esperana de que  terceira
compartilhassem o leito, e despues, quando se cansasse dela, a abandonaria sem compasion enquanto se dava a busqueda de uma nova conquista. Gen Miro a quo loira
tratava com desesperacion de chamar a atencion do arrogante sujeito.
      O sbia o que a jovem pretendia, e embora lhe premio seus esforos com uma debil e falso sorriso, no fez ningun esforo por ocultar que no lhe interessava
ningun contato com ela.
      O Miro a Genista uma vez mas, imediatamente esta detecto que aquele homem poseia as caracteristicas que mas lhe desgostavam do sexo oposto: uma absoluta segurana
de que ela estava alii para que o tomasse, e de subito a invadio um desejo irrefrevel de lhe demonstrar quo equivocado estava. Sonrio provocadora olhando para
o copo semivacio, sabendo de que o pensaria que o sorriso se a dirigia ao. Ela se props que antes que essa noite terminasse, o humillaria de tal modo que perderia
seu costume de observar s mulheres daquela forma.
       Genista o volvio as costas e caminho com indiferena para as janelas. Uma vez alli contemplo a cidade. Vestia com mas babeira que a mayoria das assistentes,
pois habia ido direto do escritrio. No obstante, sua blusa negra junto com o xale de seda harmonizavam muito bem a saia negro e bianco, e em conjunto ressaltavam
o bronzeado obtido em suas recentes frias no Ionis.
      A jovem amava as ilhas gregas, mas sobre tudo Ionis, devido a que era difcil que algum Ilegara at alli, ademas as praias eram pequenas e solitrias. Sbia
muito bem o que as outras garotas do escritrio pensavam de seu decision de vacacionar no Ionis que carecia de tudo menos de praia, e que a afastava dos modernos
donjuanes.
      Olhava com atencion as estrelas, quando sintio uma mo sobre seu brao.
      -Cheias de perigosos atrativos, no  verdade? e impossveis de alcanar. Estimulam sonhos em nossa mente para que despues se derrubem por nossa impotncia.
      Ela habia visto seu reflexo no cristal do copo e descubrio a figura que lhe aproximava um par de segundos antes que chegasse alli.
      - astronomo? -seus olhos no traram o que pensava. Podia apostar que o imaginava que lhe paquerava. Pobre iludido, que pouco a conocia!
      -me deixe dizer que embora tambien a meu atraem o perigo e o inalcanvel, prefiro as coisas possveis e no to arriscadas.
      Ao falar, o homem Miro a Genista, e o sonrio em tanto que em seu interior pensava com cinismo: "O arrumado!, e arrumado que tampouco voc gosta de te esforar
muito para conseguir o que quer. Nesta ocasion arrogante sedutor, enquanto suas gulosas mos acariciam a ma, seus ps lhe levam a areias movedias".
      -Veio sozinha?
      o de seguro concluo que era melhor ir direto ao ponto, Genista levanto a vista e sonrio enquanto respondia:
      - E se no foi asi?
      O homem sonrio, e pela primeira vez a jovem noto que sua boca dava uma sensacion de crueldade, pois os extremos apontavam para baixo. Essa era com segurana
a boca de um indivduo que no tnia compasion pelos debele, medito ela.
      -Ento seu companheiro  um parvo por deixar sozinha a uma mulher to linda e sua derrota  meu triunfo.
      Genista teve que morder o lbio para no lhe responder que ela no necessitava que ningum a cuidasse.
      "Mas claro!" -refletia Gen- era bvio que o pertenecia a essa classe de homem, e sua atitude lhe resultava familiar. No habia aprendido desde muito jovem
que para todos os homens uma garota bonita significava uma possvel conquista que os halagaria o ego? Sria casado?, de alguma forma teve a certeza de que no o
era. Entretanto, tnia que admitir a periculosidade de seu julgamento, Io melhor sria averigu-lo j que no correria ningun perigo.
      -E voc, estas sozinho? -pergunto com suavidade.
      -S e disponvel -confirmo tomando-a do brao, seus dedos eram fortes e calidos, e se amoldaram ao redor do bronzeado antebrao-. Lhe gustaria danar?
      A garota ia se negar quando noto que Greg a buscava, e alcano a observar a expresion de desgosto deste enquanto se dirigia a danar com o desconhecido. A
moa se desconcerto ao escutar seu comeniario enquanto lhe rodeava a cintura com o Ios braos.
      -Um ex-admirador?
         -Um estorvo, em realidade -a jovem estava segura de que seu companero pensaria que o era o causador de que ela agora ignorasse ao Greg. Uma vez mas confirmo
que os homens resistem a aceitar o fato dC que uma mulher no este interessada neles.
      -te relaxe.
      No se habia precavido de quo tensa estava at que os dedos de seu casal percorreram devagar e com suavidade sua coluna vertebral. A accion a tomo despreparada,
e tremo ligeiramente.
      O penso que se debia a uma onda de prazer e a atraiu com mas fora comprimindo-a contra a magra cano de algodon. A garota trato de separar-se sem consegui-lo,
em tanto que sentia o calido flego do homem em seu pescoo.
      -Que te parece se nos apresentamos?, meu nome  Luke Ferguson, e o teu?
      -Genista -esta respondio a sua vez.
      Odiava falar muito de se mesma pois a gente era muito curiosa e sempre queria saber mas da conta. Era um trauma de sua etapa de colegiala, quando seus companeritos
se empenaban em saber o porque carecia de pai. Nestes ticmpos j no existian prejuzos com respeito  ilegitimidade, mas, os velhos temores at aco-saibam.
      -Genista!, nome belo e singular, como sua proprietria.
      - Encontra-me singular? -agora ela estava outra vez em seus terrenos, o eterno estira e afrouxa da paquera.
      -Parece-me que no use o adjetivo adequado, seu  mas que singular e bela.  maravilhosa -enquanto falava a atraia mas para se- e no me gustaria te compartilhar
muito tempo com os demas.
      -Que tem em mente?
      Muitas das pessoas alli reunidas fixavam seu atencion no casal desde que comeasse a danar. De fato, era o centro de atencion.
      Genista alcano a ver o Greg quem os olhava com desgosto da cozinha, ela, no pessoal, tnia algumas duvida com respeito a que era o que Luke se proponia, talvez
era a mesma idia que seu pai teve quando conocio a sua me e a do Richard quando. . . No! no ia lembrar se do Richard nesse momento, o que tnia que fazer era
deixar que seu companheiro escavasse um fossa para logo enterr-lo no mesmo.
      -Talvez no cria o que te vou dizer, mas sua  a mulher mas bela que vi em minha vida.
      Os olhos semicerrados do homem despedian um brilho de pasion que fizeram a Genista agradecer em silncio que no estivessem sozinhos. Luke Ferguson no era
um jovencito inexperiente, a no ser um homem de fora tremenda e o demonstrava.
      -E foi por isso que te aproximou de meu?
      O encontro verbal era um preldio dos verdadeiros propositos do Luke, e a garota sintio um intenso arrepio quando Miro os olhos de cor cinza. O desejo refletido
naquele olhar era muito real, e por um segundo, antes de desprezar essa idia acreditando-a produto de seu imaginacion, a garota se pergunto se no habria iniciado
um incndio que lhe seria impossvel controlar.
      Quando a musica termino, o a aparto com pesar e Genista o permitio que a rodeasse com um de seus braos ao redor das costas e que a aproximasse mas ao.
      Gen atuava de uma forma que no era habitual nela, mas, o no o sbia. Sem dvida estava acostumado a que as mulheres aceptacen qualquer de suas sugestes.
O unico que a sorprendia era que o no insistisse em que fossem a seu apartamenio.
      Greg se aproximo deles abraando  loira que o habia paquerado ao Luke para solo uns minutos. Seus olhos estavam irritados e Gen deduziu que o anfitrion habia
bebido mas da conta.
      -Que bem, que bem! -exclamo Greg-. Parece que ao fim nosso tempano de gelo se esta derretendo.  um homem com sorte Luke, Genista  uma garota muito exigente.
      -tornaste muito, Greg -o respondio Luke- Por que no o leva a cozinha e lhe prepara uma taa de cafe negro bem carregado? -o sugirio  loira.
      Alguns convidados os observavam com falsa dissimulao, Gen se habia perguntado qual sria o golpe mortal que derribaria o ego do Luke Ferguson. Nesse momento
se o ocurrio algo que o parecio magnifico, enquanto que Luke lhe acariciava o queixo com pretendida ternura e a olhava com lascvia, ela tomo uma decision.
      -Lista para ir ? -questiono o.
      A garota estava maravilhada, do controle do Luke. Apenas um perceptvel tremor de seus lbios delatava a grande dificuldade que tnia em reprimir seu desejo
de estar sozinho com ela.
      -Para ir, seu e eu? -a jovem arqueamento as sobrancelhas e lhe dedico uma fria Meu sorriso querido amigo, foste um acompanante entretido, mas, nem tanto. Eu
espero muito mas de um homem antes de permitirie Ilevarme a alguma parte -ato seguido, deu-lhe, as costas e o sonrio ao Greg-. Se bom, querido, e me consiga algo
de tomar, o haras? -Greg estava muito brio para tratar de arguir algo.
      A jovem se volvio a olhar ao Luke e anadio:
      -Se estas sozinho, por que no convida a Mary a ir contigo? Seu estarias encantada de que Luke elevasse a casa, no  verdade? A loira lhe dedico um olhar
furioso a Gen, Luke, por sua parte, movio a cabea com desprezo.
      -No necessito que me ajudem aconseguir compania.Obrigado!
      Genista deu meia volta fazendo um rudo exagerado com os saltos ao caminhar, feliz de que as coisas resultassem melhor que se tivesse escrito o guion.
      Luke a siguio e quase a fulmino com o olhar.   .
      Genista o ignoro e com voz cheia de doura lhe pergunto:
      -At aqui? No pode aceitar sugestes?
      -Aceitar uma sugesto  o que tenho feito desde que seu chegou. Uma sugesto sem palavras que se refletia em seu comportamento comigo, trouxeste-me toda a
noite atras de ti como um idiota, e agora me deixa sozinho. Quero saber por que.
      A garota no esperava isto, sups que sua negativa de acompanh-lo-o haria desaparecer.
      -De verdade quer saber o motivo? -de alguma forma se mostro acalmada-. OH, querido!, no sabe como me incomoda ferir a suscetibilidade das pessoas. Seu  um
homem muito atrativo Luke -afladid com fingida ternura-, solo que no  meu tipo.
      O recorrio com o olhar de cima abaixo, se sorprendia de comprovar quo bem desempefiaba seu papel. Era bvio que em cada mulher habia um pouco de atriz e entretanto,
j suas pernas ameaavam tremendo, o silncio do Luke lhe indicava que talvez tivesse sido prefervel no iniciar este jueguito que agora o parecia uma tonteria
perigosa. Mas era muito tarde para arrepender-se, j habia ido muito longe.
      -E em que momento te deu conta de que no era seu tipo?, quando no acompanhar minha oferta de te levar a casa com algo mas tangvel, como o dinheiro, se passava
a noite comigo?
      Foi graas a um esforo supremo de autocontrol que ela se absteve de esbofete-lo. A cinica sorriso do Luke causo que as bochechas se tornassem vermelhas ao
amonto-la sangue nelas, e de alguma forma consigo responder com calma:
      -No h dinheiro no mundo capaz de me recompensar por ter que suportar sua repulsiva presena em minha cama.
      -No? -a voz varonil se torno rouca como conseqncia da ira-. Porque m memria tem, seu quase me convidava a te fazer o amor com seus olhares e despues,
enquanto bailabamos. . . . Maldita seja!, se a isso o chama repulsion tem uma forma muito peculiar de exterioriz-la.
      A moa no respondio e isso deu lugar a suspicacia do Luke, a tomo com firmeza das bonecas e aadio:
      -Atuou com premeditacion, no  verdade?, fez-o deliberadamente para despues me humilhar. Maldita rameira! Deus mijo, seu deve estar doente!
      Os observadores habian perdido inteire neles e partiam a suas respectivas casas pouco a pouco. Sem dvida creian que Luke at tratava de convencer a Genista
para que se fosse com o. A garota comeo a esfregar seu adolorida muneca, em tanto que Luke dava meia volta e partia sem dizer nada.
      -Arriscou-te muito -comento Jilly Holmes, a secretria do Greg, dez minutos despues que Luke se habia ido.
      A Genista Ie simpatizava Jilly, e o respondio encolhendo os ombros e enrugando o nariz:
      -Dava-lhe o que merecia, o no pode esperar que todas as mulheres caiam a seus ps s porque se digna a sonreirles.
      -Entretanto, no posso afirmar que tratasse de desalent-lo -aponto Jilly-. De fato lhe paquerou e no me parece que seja um indivduo que fique tranqilo
despues que algum o humilha como seu o fez, eu considero que te ultrapassou.
      -Que pretende? Despertar minha conscincia? Repito-te que nada mas lhe dava o que merecia.
      -Vamos, o era o convidado mas arrumado e me tivesse fascinado que me olhasse da forma que contemplava a ti. Quase me convenci quando os vi danando juntos,
supus que ao fim habias encontrado a algum que de verdade te agradava. Teve muita sorte de que no se comportasse com maior atrevimento, dado que lhe estava dando
luz verde.
      -Deixa de compadec-lo -protesto Gen encolhendo os ombros-, tudo o que fiz foi diminuir um pouco seu ego. No pode ser to ingnua para pensar que o realmente
se interessava em meu, acabava-me de conhecer!, ademas o unico que queria era me levar a cama.
      -No esteja to segura, alguma vez oiste falar do amor a primeira vista?
      -Com freqncia, mas, at agora no conheci a algum que o tenha experiente. Acredito que j  hora de partir a casa. No se por que vim  festa.
      -Umm -murmuro Jilly- pode ser uma ermitana e pretender que  feliz, mas, se que h alguns momentos em que sente. . .
      -Necessidade de um lar e uma famlia? -a interrumpio Genista- Nunca! os lares felizes so um mito e no quero falar mas sobre isso. me despea do Greg, por
favor. Eu me parto.
      -E vais caminhar sua sozinha a estas horas da noite pelas ruas de Londres? Deve estar louca.
      -Meu apartamento esta muito perto, e no  perigoso. No exagere, despues de tudo, estou mas segura sozinha, que se tivesse aceito que Luke me levasse.
      -A meu se me habria gostado de me arriscar -adiciono Jilly brincando.
      Enquanto Genista partia, Jilly reflito no Luke. Habia algo no olhar do quando parto, que a inquietava.
      Genista sem notar a preocupacion de seu amiga, tomo sua jaqueta do armrio onde a pendurassem, esquivando com habilidade aos jovens, que sempre estavam dispostos
a iniciar uma aventura amorosa. Ao sair sintio o ar frio da noite, as ruas estavam desertas, por um momento penso que talvez fosse melhor retornar e chamar um txi.
A segurana de que pasaria muito tempo antes que o carro de aluguel atracasse, fez-a desistir de sua idia. Ademas solo o tomarian quinze minutos caminhar a casa.
Como nunca habia tido nenhuma m experincia anterior, corrigio que era parvo ficar nervosa solo pelo que Jilly comentasse.
      "Pobre Jilly", medito ela, "fico impresionadisima com o Luke, quem merecia a leccion que lhe dava". Caminhava em silncio recordando a cercania excessiva deste
enquanto danavam e se pergunto por que no o habia evitado. Deu volta  direita na solitria cale e se afastava com passos firmes do apartamento do Greg, enquanto
pensava nas recentes mudanas na compaia. No precisava trabalhar, mas lhe agradava seu emprego e no desejava perd-lo.
      Caminho alguns metros antes de escutar o rudo produzido pelo motor de um carro que vnia detras dela. Ao princpio no se preocupo, pois essas velhas casonas
habian sido remodeladas e as habian convertido em apartamentos. devido ao qual vivia mas gente alli e no era motivo de alarme o escutar o rudo de um automvel,
solo que este no se detenia mas sim avanava com lentido detras dela. Intento manter a calma e ajusto sua boina para ver de reojo a seu perseguidor, o que no
consiguio. De forma automatica caminho mas s pressas, a boca lhe seco e sintio um ligeiro mal-estar estomacal. EI corazon o latia depressa e as pernas lhe tremiam
enquanto implorava ao Todo-poderoso que aparecesse um policia que afastasse ao intruso. A garota habia escutado relatos de outras moas que foram perseguidas por
homens em carro, mas nunca o habia ocorrido a ela. Quando ao fim reunio a fora necessria para ver o condutor, abrio desmesuradamente os olhos  r-conhecer o arrumado
perfil do sujeito.
      "Luke Ferguson! De seguro me estava esperando perto do apartamento do Greg".
      Em lugar de sentir-se aliviada, incremento-se seu panico, pois no tnia a menor duvida de que a colera do indivduo no habia diminudo. Embora ela considerava
que sua atitude habia sido justificada, j comeava a perguntar-se at que grau habia subestimado ao Luke. EI a seguia para castig-la por seu comportamento na reunion
e com o terror que experimentava, o mas provvel era que sofresse uma pomposa cada ao tratar de caminhar a toda pressa. Mas adiante aparecio um callejon e com uma
sensacion de alvio Gen recordo que terminava em uma placita de onde era facil Ilegar a seu apartamento. Esse callejon era um caminho para pedestres e ao Luke o
resultaria impossvel segui-la ao longo do. A garota comeo a correr, agradecendo que a escurido dificultasse a visibilidade e se convertesse em seu complique e
salvadora.
      Ao princpio a garota no lhe deu importncia ao tnue som de
      passos que se escutavam detras dela e foi seu sexto sentido o que
      fez-a pressentir perigo. Examino o caminho sem vislumbrar nada,
      a escurido que antes fosse sua aliada agora era sua inimizade. No
      pde detectar ningun movimento e penso que habia sido sua imaginao. Comeava a tranqilizar-se quando uns fortes dedos se
      fecharam ao redor de seu pescoo.
      -Asi que pensou que me habias evitado -se escuto a voz zombadora do Luke-. E em lugar disso caste em uma armadilha. Mas no se preocupe que no te machucar,
embora no sabe como me gustaria aumentar a presion de meus dedos at que comeasse a pedir piedade. Acaso acreditou que te ia deixar tranqila despues de me humilhar
como o fez?
      As mos em seu pescoo evitaram que Gen replicasse. O terror se habia permutado em ira, e tratava de apartar aquele brao que lhe rodeava a cintura.
      -Quando entre no apartamento esta noite e te vi, pense que sonhava. Despues ao encontrar-se nossos olhares sentimos atraccion mtua. Ao menos isso foi o que
supus, mas estava equivocado. Tudo o que seu viu foi um homem mas a quem desprezar, j habia oido falar de garotas como voc.
      -Atraccion mtua? -demando ela com ironia- vamos, no esperasse que cria isso? No naci ontem Luke e se muito bem o que os homens procuram quando olham a uma
mulher com a que querem acontecer a noite, para adicion-la na j larga lista. Seu me olhou cal-culando quanto tempo pasaria antes que conseguisse me colocar em
sua cama. Sua vaidade  to enorme que nunca te cruzo pela cabea que talvez eu no queria estar alli. Desejava-me e isso era suficiente, por isso merecias a leccion
que te dava, asi que no espere que me arrependa. Despues de tudo, eu no fiz nada que desconhea, imagino que seu o tem feito com infinidade de mulheres.


      -Isto  como pagamento pela ofensa publica que me fez acontecer esta noite, e  uma machuca que no haja testemunhas, pois, at que no me desgravies em publico,
no me sentire satisfeito.
      O que siguio foi algo que o parecio um pesadelo. Os lbios do Luke ao comeo foram gentis e aumentaram a presi6n pouco a pouco nos dela. O a obrigo a apoiar
a cabea em seu ombro, colocando  garota a merc do. Situacion da qual Luke tomo vantagem ao deslizar sua mo livre pelo corpo feminino, detendo-se o chegar  curva
dos seios. O corazon da jovem latia acelerado pois habia transcorrido muito tempo desde que permitio que um homem a tocasse dessa forma to intima.
      Richard foi o unico que o habia feito, embora de forma um tanto brusca, que no se comparava no mas minimo com as carcias suaves e habiles deste homem. Luke
parecia saber quando debilitava o controle que ela tratava de manter e lhe prodigalizava carcias mas excitantes. Em cuantola garota tratava de separar seus lbios
dos do, este ponia de manifesto a superioridade de sua fora ao estreit-la com mas firmeza. A contnua presion dos lbios masculinos machucava os da moa e a dor
aumentava quando o os mordia. Entretanto, tambien sentia o sensual contato da mo do Luke sobre seus seios e isto de uma vez que a excitava, a ponia colerica.
      Desde seu idlio com o Richard, ningun homem a monte desse modo, e inclusive ao, que o amava, nunca o permitio ir mas alla dos limite que marcavam seu pudor.
de repente se aparecia este desprezvel estranho e lhe ensinava que ela era capaz de experimentar um prazer que at agora no imaginava que pudesse existir. Embora
a horrorizasse e aborrecesse reconhec-lo, fisicamente ela habia correspondido a suas carcias e os dois o sabian.
      Quando ao fim a solto, a satisfacci6n brilhava em seus olhos que eram de uma cor cinza ao e Genista em uma atitude infantil cubria com uma de suas mos os
lbios como tentando apagar o acontecido. Sentia que seu seio palpitava no lugar onde o a tocasse. Meditava despreparada em qual pde ser o motivo pelo que aflorasse
aquele instinto primitivo que ela no sbia que poseia.
      -Meu apartamento ou o teu? -a crua pergunta a volvio  realidade.
      -Nenhuma das duas -respondo com frieza-. Te reitero o de antes Luke, no vou deitar me contigo.
      -Eu se te desejo -afirmo com suavidade-. Me parece que esqueceste que esta vez no estas com seus amigos. Encontramo-nos sozinhos aqui e ningum me impedira
que te obrigue a subir a meu carro para te levar a meu apartamento e o hare se forar a isso.
      -Srias capaz de faz-lo solo para satisfazer seu orgulho ferido?
      O homem parecio duvidar um momento pois teve uma leve piscada, mas em seguida seu olhar se endurecio.
      -Por que no?, sria uma grande experincia.
      -Com isso quer dizer que normalmente no tem necessidade de usar a fora -no fundo a garota estava aterrada, entretanto, no se o demostraria jamais.
      -Em efeito -aceito tranqilo-. Mas te repito que sria uma grande experincia. No obstante tenho dvidas com respeito a se seu o disfrutarias, pois pelo normal
nem s mas experimentadas mulheres lhes causa prazer ser violadas.
      -Violada? -pergunto angustiada-.-te levantaria uma ata na delegacion policiaca, a violacion  um delito, e lhe meteria em prision.
      -De ningun modo -respondo com crueldade, negando com a cabea-. Pensa acaso que despues de seu comportamento na festa, algun magistrado creeria que no desejava
te deitar comigo? De qualquer forma eu me aseguraria de que se inteirassem de tudo, seu me estava provocando. Quantos anos tem, vinte e cinco?, idade suficiente
para que tenha tido vrios amantes; essas acusaes nunca as acreditam na corte.
      Era um pesadelo para a Genista, quem at se resistia a acreditar que aquilo estivesse lhe acontecendo. Entretanto, no era um sonho e se se negava a ir com
o Luke, estava segura de que o a violaria. Violada! aquela terrvel palavra a atemorizava sozinho de pens-la. Vrios amantes habia dito Luke, a garota giro seu
rosto enquanto sonreia histerica, ela nunca habia tido algum. Pausa profunda em tanto sua mente trabalhava veloz tratando de encontrar uma via de escapamento. Apesar
de que podria correr, o logo o daria alcance.   Essa  no era a solucion,   mas no conseguia achar  outra, embora. . .
      -E bem?
      -Ire contigo -respondo com falsa tranqilidade-. Ou melhor dizendo, vendras comigo, pois prefiro meu apartamento.
      Ela pde perceber que o a examinava com ateno, e conteve a respiracion, com a esperana de que o no pudesse suspeitar o que habia planejado.
      -Muito bem. me d a chave de sua casa como sinal de suas boas intenes. No quero que esta vez me feche a porta no nariz, nem em metafora, nem em realidade.
      Com mos trementes abrio a bolsa, e o extendio a chave. O a tomo em silncio e a guio do brao at seu carro. Era um luxuoso Masserati, o que comprovava que
Luke tnia dinheiro, meditava Genista enquanto se acomodava no vehiculo e Luke fechava a porta.
      -No perca o tempo tratando de abri-la, feche-a com chave -adiciono com soma enquanto dava a volta.
      O confinamento no automvel, aumento seu sensacion de alarme.
      por dentro era de uma cor nata subido e um fragrante aroma da loo do Luke alagava o ambiente. "Um auto idoneo para um homem to varonil", penso Genista enquanto
o trocava de velocidades com lentido.
       -Aonde vive? A garota lhe deu a direccion imediatamente, se duvidava, a llevaria ao apartamento do, e no quis imaginar as conseqncias. Ao chegar, ela espero
tranqila a que abrisse a porta. -Vive aqui?
      -Se -habia adquirido esse apartamento recien chegada a Londres, e em certa forma habia sido um engano pois todos seus vizinhos eram matrimnios de idade avanada.
      Desceram do carro e nesse momento aparecio o porteiro e disse: -boa noite senorita Genista -a garota imediatamente experimento alvio. Luke reconocio que habia
perdido e sonrio observando-a enquanto entrava.
      -Obrigado por esta noite maravilhosa -disse ela com falsa alegria-. Agora me demisso, boa noite.
      -boa noite Genista, no me gustaria que pensasse que isto  um final. Pelo contrrio,  sozinho um princpio -Genista podia jurar que o porteiro imaginava
ser testemunha de uma tenra histria de amor, quando em realidade Luke o preveniade que buscaria a r-vancha.
      Uma vez que o luxuoso vehiculo se afasto ela comento: -George, parece-me que perdi as chaves. Seria to amvel de me abrir?, manana tendre que trocar a chapa,
nestes dias j no se pode um confiar.
      -Se voc gostar do hare eu pela manana; solo me deixe fechar a porta principal e o acompanare para que entre em seu apartamento -o homem sempre foi muito especial
com a garota e isso a para sentir-se protegida.
      Sem imaginar que era o principal tema de conversacion no apartamemo do zelador pois a habian visto chegar naquele luxuoso carro, Gen se preparo para ir  cama.
      Ao examinar-se no espelho, descubrio que tnia algumas machucados no pescoo e as apalpo com muito cuidado, entretanto, no pde evitar um estremecimento.
Jilly a habia prevenido de que Luke podia ser perigoso e ela se habia reido. Agora agradecia o fato de que resultava pouco provvel que se encontrasse com o Luke
Ferguson de novo.
      Como algo prioritrio antes de sair ao escritrio o recordaria ao George que trocasse a chapa. Quando sua ira se desvanecio, penso que era impossvel que Ferguson
levasse as coisas mas longe, mas lhe seria difcil dormir essa noite sabendo que Luke tnia as chaves de seu apartamento.
      Seu antebrao todavia lhe causava um pouco de molstias devido  fora com que o habia agarrado. Se estremecio ao recordar as carcias no seio e a emocion
que habia sentido. Em sua mente aparecio o rosto do Richard, Luke, seu pai; os trs eram identicos: Todos os homens eram iguais, volvio seu rosto para o travesseiro
e permitio que lhe escapassem algumas lagrimas ao recordar como a beijasse Luke.

      CAPITULO 2

      GENISTA passado uma noite terrvel, a metade desta no pde conciliar o sonho e tivesse ou no a razon, culpava ao Luke Ferguson, quem a habia atormentado
com estranhas emoes. "Esquece ao Luke!", se repitio em diversas ocasies, e at asi no conseguia apagar da mente a forma em que o a beso.Camino ao trabalho recordo
angustiada que habia esquecido lhe reiterar ao Jorge, o porteiro de seu edifcio, que trocasse a chapa da porta. Decidio que o llamaria assim que chegasse ao escritrio.
Em realidade no creia que o homem se atrevesse a usar a chave, pois parecia muito orgulhoso para.que tratasse de v-la de novo despues do ocorrido. No obstante
recordava com claridade que seu desejo de vingana at permanecia iniacta. Ao fim pde convencer-se de que seus temores eram produto de seu imaginacion. Todo habia
terminado. Bob estava em seu escritrio quando ela chego, examinava com ateno uns papis. A compania para a qual trabalhava era uma pequena empresa, todos os empregados
se encontravam em um largo escritrio, com excepcion do diretor general Brian Hargreaves, que ademas era proprietrio. Esta normalmente estava de viagem concluindo
contratos de vendas e oferecendo os servios da compania.
      Da notcia da mudana de proprietrio, ningum pde ver o Brian, embora corrian alguns rumores deque os novos donos o habian devotado trabalho ao mesmo nvel.
Se este era o caso, eles necesitarian dois novos membros para que fungiesen corno diretores, um que substitusse ao Brian e outro que suprisse ao Greg Hardiman quem
habia renunciado para integrar-se a uma empresa nos Estados Unidos. A auseneia do Greg no o preoeupaba a Genista, pois sbia muito bem que debaixo dessa mascasse
de simpatia se escondia um rancor porque ela sempre rcchazo seus convites a sair.
      -Ol! Lega tarde! -sado Jilly aproximando-se da Genista e com um pouco de inveja adiciono-: Sempre usa uma, roupa preciosa -se queixo pois ela e seu prometido
economizavam tudo o que podian para casar-se, e como conseqncia tnia muito pouco dinheiro para adquirir roupa nova.
      Genista levava um traje do Jaeger. Este era um dos benefcios de viver sozinha, e gastar nela o que ganhava. Ningum se assombro tanto como a prpria Gen,
quando, seis meses despues da morte de seus pais, acontecida em uma pequena vila dos Alpes aonde desfrutavam de sua segunda lua de mel, recibio uma carta em que
lhe comunicavam ser   a herdeira de um tio materno. Genista tnia uma vaga lembrana das vezes que sua me lhe conto que ela tnia um irmo que partio a Austrlia
devido a uma desgraa, mas nunca imagino que este tivesse criado um grande rancho pastor em uma region remota da Austrlia.  morte deste, o scio a compro e o produto
da venda se deposito em uma conta bancria em nome de Gen. Com essa soma podria viver rodeada de certos luxos pelo resto de sua vida, se o invertia com sabiduria.
No obstante, ela nunca se adaptaria a uma existncia ociosa, asi que, se mudo a Londres, compro seu apartamento e se concreto a procurar um trabalho que enchesse
o grande oco que em sua vida habia provocado a morte de seus pais.
      -Hey, acordada! Aonde estas? Recordava a noite passada? -brinco Jilly-. Me gustaria estar em seu lugar, era um exemplar magnifico, quando entro no apartamento
e te viu, parecio transformar-se, foi como de pelicula -Jilly comeava a faz-la sentir mau.
      -No foi como diz -protesto Gen-. Observa as coisas a traves de um cristal rosa. O unico que queria era me levar a cama, isso  tudo o que os homens procuram
em ns.
      -Se de verdade crie isso, ento, a que v as coisas a traves de um cristal cinza,  voc. s vezes me parece que no  real, os homens mas atrativos da festa,
voc veian, e parecian como se tivessem sido afetados de repente pelo amor a primeira vista e seu deduz que o unico que desejam  te fazer o amor. Se isso for o
que todos procuram, por que Luke no se levo a Mary? Era bvio que ela o provocava.
      -Talvez goste mas as ruivas -respondo Gen, petulante.
      Jilly cometia um engano de apreciacion. s pessoas apaixonada lhe notava e a absurda de seu amiga pensava que Luke se habia apaixonado por ela, essa se que
era uma sandice.
      -De qualquer modo, quem era o? Nunca o vi por aqui e quase todos os demas eram os de sempre.
      -No tenho a menor ideia -admitio Genista-. No fomos to longe para nos contar a histria de nossas vidas -no tnia a menor intencion de lhe contar o acontecido
despues da festa; mas as perguntas do Jilly despertaram sua curiosidade.
      Luke chego sozinho a reunion e estava segura de que conocia a mayoria dos convidados. Se no fora por esse ar de comando e pelo custoso Masserati vermelho,
podria acreditar que se tratava de um ex-companero universitrio do Greg ou talvez, algum que habitava no mesmo edifcio. Mas agora que o pensava habia algo diferente
no Luke, um ar de solido que no concordava com a forma de ser dos amigos do Greg.
      - Intercambiaram seus numeros de telefono? -Jilly a pressionava, convencida de que Gen habia incitado ao homem.
      -No -respondo esta a sua vez, com um tom com o qual queria dar a entender que no desejava falar mas do assunto, embora se perguntava que pensaria Jilly se
lhe confessava que Luke tnia as chaves de seu apartamenlo.
      -Vendras comigo a comer?
      -Tratar, talvez tenhamos excesso de trabalho pois Bob queria ficar tempo extra ontem  noite, mas teve que ir a casa.
      Uma pequena ruga se desenho na frente da Genista ao observar que Bob at revisava uns papis. Parecia mas nervoso que de costume, despues de falar com sua
esposa a noite prvia e a garota esperava que no fosse algun problema srio. Eleine era uma pessoa encantadora, embora um pouco desconfiada. Ela e Bob tenian um
filho que dirigia uma pequena escola publica e Gen pensava que no estava bem que Eleine se entremetesse tanto na vida deles, quando no era seu problema.
      Bob o sonrio a Gen ao levantar a cabea e observ-la em seu lugar.
      - Lamento ter chegado tarde, mas fique dormida e despues estive um momento conversando com o Jilly sobre a festa de ontem  noite -se desculpo Gen.
      -Isso foi o que vi -aponto Bob com um sorriso-. No se preocupe por certo, hei oido que nosso novo chefe nos vai visitar hoje. Me Ilamo a casa ontem de noite,
esperava apresentar-se aqui desde ontem mas teve um contratempo com o relativo ao negcio Vo Der Walle.
      -Sabe muito a respeito de nosso novo chefe? -inquirio ela enquanto deixava os documentos que tnia na mo.
      Bob nego com a cabea. O era alto e muito atrativo, seu cabelo negro estava matizado com algumas cs. Seus olhos despedian um brilho enquanto observava  garota
que revisava os documentos de novo. Seu comportamento com ela era mas bem paternal e Gen desfrutava de seu compaia sem preocupar-se com que pudesse imaginar o.
Bob era um homem feliz com seu matrimnio e ela estava convencida de que se tratava de uma das excees que confirmava a regra.
      A demora do novo chefe provoco expeculaciones de diversa indo, asi que Bob lhe comento:
      -O novo diretor da corporacion L.F.N,  um homem misterioso e parece que no gosta da publicidade. Acredito, embora no estou seguro, que se chegar a Londres
ontem de noite, pois algo me comento Greg a respeito. Entretanto, no me deu mas detalhe.
      -Pois consiguio um novo emprego com rapidez -aponto Gen com secura.
      -Seu conhece o Greg, ou pelo menos, deberias conhec-lo despues de todo este tempo. Uma vida facil e extravagante com os gastos pagos, convertem-no em um homem
feliz. Suspeito que assim que escuto a mudana de diretiva, viu escrita sua renncia na parede. Em seu campo  um excelente colaborador, mas como administrador 
um tanto preguioso.
      Genista sbia que isto era verdade, a compania tnia muito boa reputacion pois funcionava com eficincia, mas podria ser melhor com um estrito controle de
gastos e ganhos. Certos membros do grupo tenian salrios muito altos em proporcion a suas responsabilidades.
      -No tem de que lhe preocupar-se asseguro Bob como se lesse sua Sua mente  uma empregada muito capaz, e me seria impossvel ser chefe sem uma ajudante como
voc.
      i
      O telefono so e a garota se afasto enquanto o decia: -  Eleine! No era usual que sua esposa o chamasse o trabalho, algo sucedia em sua casa. Embora no terreno
profissional no habia secretos entre o Bob e Gen, este mantenia sua vida privada  margem de todos. Ela se ocupo com os papis que tnia diante. O trabalho se o
acumu1o durante suas frias e quando certa agitacion na porta principal chamo seu atencion, surpreendida, deu-se conta de que a manh se habia ido. Com a extremidade
do olho viu que Bob abandonava o escritrio e em lugar de indagar contnuo com seu trabalho, at-que imagino que aquela agitacion se debia  chegada do novo diretor.
Genista escuto a familiar voz do Bob, enquanto explicava que aquele escritrio pertenecia  equipe de vendas. Seu lugar era o seguinte, mas ela no se atrevia a
levantar a vista e contenia o flego nervosa. Bob termino de apresentar aos tecnicos e despues de uma breve mudana de impresses se aproximaram dela.
      -Agora me deixe lhe apresentar a Gen, meu ajudante.  uma garota muito ativa e muito eficiente.
      -J hei oido cataloga muito boas sobre o Jennifer -Genista sintio como se lhe deixassem cair um copo de gua geada nas costas.
      -Jennifer? -inquirio Bob, desconcertado-. Agora entendo!, Gen  diminutivo da Genista e no do Jennifer. Suponho que isso  um crime sendo um nome to formoso.
      -Genista! -no habia nenhuma reflexion na voz fria do chefe enquanto pronunciava o nome.
      A garota habia cuidadoso a magra delineia cinza da gravata do senhor enquanto sentia um mal-estar no estomago ao dar-se conta de que habia reconhecido  voz
que exclamava:
      - Genista!
      Embelezado com um imaculado traje de l cinza palido e com uma camisa de seda, se veia muito distinto que com calas de mezclilla, entretanto, este Luke Ferguson
que Bob o habia apresentado como o diretor da corporation L.F.N., e o da noite prvia, era sem lugar a dvidas a mesma pessoa. A jovem levanto o olhar com todo o
valor que pde reunir e se precavo que o estava to assombrado como ela. Greg sbia quem era da vispera, comprendio com amargura o regozijo que habria o experiente
ao pr ela em perigo seu empieo. Se queria Luke a podia despedir. De fato talvez fosse melhor que o fizesse, porque de qualquer maneira no existia a possibilidade
de que ela colaborasse para a compaia se isto significava que soportaria ao novo chefe.
      -Asi que seu  a ajudante do Bob? -habia certa inflexion em sua voz que Ie pressagiava um futuro tenebroso e que provoco uma sensacion de alarme na Genista.
Levanto o olhar para tratar de inferir que era o que o pensava.
      -Tenho a impresion de que vocs dois j se conocian -comento Bob com um embarao notrio-. Gen esta manana seu me assegurou que no. . .
      -Ignorava que o senor Ferguson ia ser nosso novo chefe -interrumpio a jovem.
      O rubor lhe tinjo suas bochechas ao recordar que com deliberacion o humilho a noite anterior. A mayoria dos empregados habian estado na festa, e no pasaria
muito tempo antes que a notcia se soubesse por todos lados. Sem dvida seus colegas j estarian fazendo apostas com respeito a quanto tempo tardaria em despedi-la.
Em um momento decidio que o relataria todo ao Bob assim que se fosse Luke, o telefono interrumpio seus pensamienlos, quis responder e se encontro com a mo do Luke
que se habia adiantado. Levanto o auricular com expresion de brincadeira enquanto a ignorava.
      -Para ti, hei aqui um dos inconvenientes de contratar a uma mulher bela, suponho que o telefono nunca deixa de timbrar.
      Genista quis lhe dizer que ela nunca recibia telefonemas no trabalho, mas em lugar disso tomo o aparelho. A chamada era para lhe avisar que podia recolher
o carro que adquirisse na semana anterior e que se desculpavam pela inesperada demora. Mordendo o lbio inferior penduro. Luke conversava com o Jilly, quem desentendendo-se
de seu compromisso matrimonial, paquerava-lhe com descaramento, atraindo tambien a atencion do Bob.
      Com um gesto bem conhecido por ambos, Gen lucro que o se aproximasse, ao lhe faz-lo sussurro o mas baixo que pde:
      -Tem algun compromisso para esta tarde? -no contava com que Luke tnia oidos to bons como os de um murcielago. Ferguson deixo ao Jilly e volvio a cabea
para comunicar:
      -Sinto-o Bob, me habia esquecido lhe dizer que fiz acertos para que v a uma comida com meu assistente pessoal. O quer discutir contigo algumas ideia que serviran
para melhorar seus sistemas, e  impossvel deix-lo para manana j que abordasse cedo o avion para o Aberdeen. Tratasse com as compaias de petroleo com quem podriamos
conseguir um bom contrato, asi que no desejo cancelar a entrevista. Lamento se tnias que fazer algo lhe importem -o se desculpava de tudo, concluo Gen, estava
segura de que habia consertado essa entrevista s para impedir que comessem juntos.
       - De ningun modo -respondo Bob com naturalidade-. O que me querias dizer pode esperar, no  asi Gen? De seguro no era meu opinion sobre um novo vestido?
-brinco com ela seu chefe.
      -Voc o dire despues -respondo esta, negando com a cabea, desgostada ante a cercania do Ferguson. Ela queria que Bob a acompanase a recolher seu automvel
novo, mas de qualquer modo podia esperar at a manh seguinte.
      -Suponho que no te incomodasse que eu supra ao Bob, j que te prev de seu compaia te ofereo a minha que me parece uma inmejorable recompensa,  no pensa
asi?
      -Pensa-o voc? -Genista sbia que Bob estava desconcertado ante este inesperado comportamento, mas naquele momento no lhe importo-.-me tendra que desculpar
senor Ferguson, mas me parece que no existe a menor possibilidade de que voc equipar ao Bob -a garota desfrutava dos mis da vingana. E como esse momento era
inmejorable para partir, tomo sua bolsa e salio antes que algum adicionasse algo. De qualquer modo era hora de sair a comer.
      Ela precisava estar sozinha para relaxar-se e refletir, pois no
      era facil tomar uma decision. Quem podia imaginar que aquele
      homem a quem habia humilhado na festa sria o dono e seu
      novo chefe no trabalho. Maldito Greg!, debio acautel-la, sem lu-
      gar a duvida o se habia divertido muito. Ela sbia muito bem que a
      Greg lhe fascinava gastar brincadeiras como aquela. Por outra parte,  se
      tivesse mantido a calma se deu conta de que habia
      algo distinto entre o Luke e os usuais amigos do Greg. Este era
      muito vingativo com todas as mulheres que no aceitavam seus convida-
      ciones e ela habia sido uma irresponsvel por atuar daquele mo-
      dou.
      No  foi capaz de comer nada, compro um sanduche e se tomo meia taa de cafe antes de retornar ao escritrio. Esperava encontr-la deserta, mas algum a esperava
junto a seu escritrio e seu corazon perdio um batimento do corao enquanto reconocia a atrativa figura do Luke.
      Quando o se deu conta da chegada da jovem, ficou de p, com as Palmas das mos abertas. habia algo nelas que causavam um ligeiro brilho.
      -Pense que sria melhor te dar isto quando ningum estivesse presente -disse o com suavidade-. Embora talvez o este fazendo um favor ao Bob, pois duvido que
continue ajudando seus gastos despues que se inteire de que eu tambien tenho cpia das chaves de seu apartamento. me diga Gen, como faz o para que lhe alcance o
dinheiro? Seu no parece uma garota de gostos modestos, usa roupa boa, tem um apartamento em um edifcio de luxo e suas jias distam muito de ser de fantasia. Suponho
que o caiu em todas as armadilhas que pode tender uma jovem como voc. Ademas tem um lar que sustentar, embora  logico que quando algum encontra a uma garota to
maravilhosa como voc, se as engenha para mante- nerla.
      Genista estava to estupefata que no podia falar, por um momento penso que habia escutado mau. Luke no podia sugerir que ela era a amante do Bob.
      -Se planejava neg-lo no te incomode, Greg me disse tudo com respeito a ti, mas, como o sempre se referia a ti te chamando Gen eu pense que seu nome era Jennifer,
debi investig-lo melhor. Eu sempre destaquei por minha astcia, asi  como chego aonde agora estou. Soube do primeiro momento que te vi, que sua no foi uma garota
como todas. Agora compreendo por que no me permitiu que lhe acompanara a sua casa,  uma ambiciosa rameira, muito ardilosa, no  verdade? Por que me respirou na
festa? Dou-te meu opinion? Talvez porque sou um homem muito rico e sua  ambiciosa, se um homem como Bob Meyers te pode agradar, imagina o que te posso dar eu? Mas
 muito desconfiada, e por isso decidiu que era melhor conservar o que tem que te arriscar comigo, despues de tudo nunca te garanta te dar algo e talvez perderias
ao Bob. Deve ter mas animo querida -adiciono com suavidade-. Do modo que te desejava a noite passada-te habria dado algo. Agora  luz do dia, talvez tenha repensado
e quiza tenha tomado a decision mas acertada. Sabe algo Bob a respeito dos sucessos de ontem?
      -Que ocurrio? -embora sua voz era acalmada, um terrvel sentimento de repdio se apoderava dela ante a acusacion.
      -Nada -admitio submisso-, mas  de todos sabido que os amantes so muito ciumentos, e eu todavia tenho isto -movio as chaves com seus dedos-. Sria muito facil
para meu simular que as saco por descuido diante do Bob e vai ser muito difcil convencer o de que no sucedio nada.
      Nestas ultima palavras a garota apenas se pde conter de esbofete-lo. Com as bochechas avermelhadas por causa da ira, ela declaro:
      -Preferiria morrer antes que deixar que me toque, imagina que penso com respeito a fazer ao amor contigo.
      Era tipico de um homem como o chegar a semelhante conclusion, reflito a jovem com desgosto, no cabia a menor duvida de que o habia sido protagonista da classe
de relaes das que agora a acusava. O debio faz-lo em incontveis ocasione, mas com ela se equivocava, a ela nunca a comprarian, se se casava sria por amor e
jamais tendria intimidade sexual com ningum a quem no amasse. Esta posicion o habia flanco que permanecesse solteira e no ignorava que podria ficar s toda sua
vida -ao pensar nisto uma careta se desenho em seu rosto.
      -Asi que preferirias morrer?-questiono Ferguson-. E que tem que a esposa do Bob? Ela no aparece em seus frios calculos? -adiciono Luke com notrio desgosto-.
No te importa romper seu matrimnio?
      Genista esteve a ponto de lhe confessar que ela se habia prometido afastar-se de qualquer homem casado, j uma vez habia sido ferida pela infidelidade de um
homem, para fazer o que mas detestava nos demas.
      -No te d conta de que o no esta sob seu controle?, de outro modo compartiria seu apartamento.
      -Talvez eu tampouco o ame, talvez...
      -Talvez valora em muito sua liberdade para perd-la por um homem -interrumpio Luke, cortante-. Que classe de mulher  Genista? Usa sua beleza como anzol, sempre
toma e nunca d. Que ocurrira quando te cansar do Bob? Ou  que isso j sucedio e comeou a procurar um substituto?
      Esta vez Genista no se controlo e esbofeteio ao Luke com toda sua fora. Os dedos da garota ficaram marcados no rosto masculino em uma mescla de vermelho
e branco. Durante esses segundos que lhe pareceram interminveis, nenhum nem outro falo ou se movio, entretanto, olhada-las delatavam o que acontecia sua mente.
      Se habia comportado como uma arpia, refletia envergonhada. Que o habia ocorrido? Ela sempre esteve orgulhosa de seu poder de autocontrol. Nem sequer Richard,
cujas atitudes e palavras habian sido mas hirientes que as do Luke Ferguson a  violentaram dessa forma. Comeo a sentir uma terrvel nauseia enquanto observava a
marca de seus dedos na cara do homem, sintio que suas pernas fraquejavam e procuro provas uma cadeira.
      -Estas equivocado Luke eu. . . -seu intento de desculpar-se foi inoportuno.
      - No!, seu  o erro, no pode me tratar desse modo! e agora fora daqui.
      Enquanto o parecia que algum se levou as escadas em uns minutos, pela primeira vez visualizo ao Luke como o que era: um homem que acredito um multimilionrio
consrcio, comeando quase de um nada; um personagem sobressalente no mundo das finanas. Ela o habia humilhado e insultado e o agora a tnia em suas mos. A pobre
garota caminho para atras uns passos, embora desejava correr, se sentia como hipnotizada por aqueles olhos cinzas.
      -Acaso perdeste sua guelra? -murmuro Lucke com suavidade e movendo-se
      como gato Montes.
      O terror paraliso os membros da jovem quem sintio afundar-se em um negro vortice.
      -No Gen - contnuo o no mesmo tom ameaador       -, no vou tocar te agora,
      mas um dia o hare, pois quero te fazer pagar pelo Io que me tem feito.     Volta-me louco to solo de verte   -ao dizer isto sonreia com cinismo-. No pretenda
arguir que te sou indiferente, pois se que no  verdade. Aquela noite suas tnias o controle, mas agora quem controla o trem sou eu e no vou deter me at que eu
Io dita -ecstaba jogando gato e ao raton devido a que ela era sua empregada.
      -Seu no parece um homem que dispute a posicion de uma mulher e seu sabe que sou a amante de outro homem -por um memento creyo que o a golpearia pois todo
seu corpo se tenso.
      -Eu sou um homem de negcios e eu no gosto que me enganen sem obter minha recompensa. Desejo-te do momento em que te vi,  uma mulher atrativa e te confesso
que anseio te possuir -Io ultimo Io disse muito acalmado, despues deu meia volta e se afasto, deixando  moa imersa em muito caoticos pensamentos.
      Este homem era increible, parecia um desenquadrado que atuava como um suserano que exigia seu direito de pernada. Nesse instante Genista comprendio que tnia
toda a razon para estar furioso. Entretanto, quando esteve frente ao se acovardo e fico paralisada enquanto Luke partia.
        Quando Bob retorno do almoo lhe pergunto se podria acompanh-la a recolher seu automvel novo e tambien adiciono: -E necessito com urgncia um suporte moral.
       -Tivesse-lhe pedido isso a nosso novo chefe esta muito aflito -interveio Jilly interrompendo o dialogo-.E seu que pensa?
      -No seja ridicula! -exclamo Gen, incomoda-. J te disse que esse esta romance em seu imaginacion.
      -Muito bem -condescendio a secretria-, falemos de seu cochre novo. Que marca ?
      -Mercedes,  algo que habia desejado por muito tempo e a fim me decidi.  um modelo conversvel e quero que Bob me acompane a recolh-lo. D-me pavor conduzi-lo
pela primeira vez.
      -Um Mercedes? Tem sorte amiguita, se sincera e me diga. que sucedera no inverno?
      Nenhum deles se precavo da chegada do Luke e Gen, contente de que seu amiga no se mostrasse invejosa, adiciono divertida: No inverno iremos pelo Ferrari.
Que opina Bob? Despues  de trazer o Mercedes, que lhe pareceria comprar um Ferrari?
      Todos reian e quando Gen se volvio, deu-se conta de que Luke os observava com expresion de assombro. Nesse momento o telefono do Bob so e Jilly retorno a
seu escritrio.
      -Talvez deberia revisar os livros de finanas -comento Ferguson-.  impossvel que Bob possa ajudar seus gastos cor o que ganha aqui, a menos que tenha negcios
adicionais. Em realidade te cota muito alto, no  asi?
      -O que significa que no srias capaz de me manter?
      -Ao contrrio, voc podria comprar o Mercedes e o Ferrari. Pensa-o, no tenho ningiin inconveniente em pagar por saciar meus prazeres.
      -Que presunoso ! -afirmo iracunda-. Quando quer algo imediatamente pensa em compr-lo. No aprendeste todavia que h algumas costure que no se podem comprar?
      Ante aquela frase, o homem levanto as sobrancelhas com assombro, um momento despues declarava cinico:


      -Mas seu no  asi, os dois sabemos.

      CAPITULO  3
      B

      BOB e Genista deixaram o escritrio para ir recolher o automvel novo. O carro estava preparado quando chegaram pelo e enquanto ela o contemplava encantada,
o vendedor e Bob h-blaban de coisas pratica.

      De retorno a casa, Bob se mostro paciente com Gen, quem conducia nervosa e lhe props passear um pouco pois tenian uma hora livre e asi se podria acostumar
a seu maquina nova. Quando retornaram, Gen habia adquirido confiana e estava feliz.
      -Podria me aproveitar de sua pacincia te convidando a tomar uma taa em meu apartamento para celebrar a adquisicion do carro? -demando Genista.
      O Miro seu relgio e em seu rosto aparecio o mesmo gesto de preocupacion que Genista notasse no escritrio.
      -Me encantaria Gen, o que me inquieta  Eleine. Ela comea a considerar-se velha e teme que me apaixone por uma jovencita, anque lhe assegurei em diversas
ocasies que seu preocupacion carece de sentido -sua voz se para cada vez mas e mas tnue-. O problema  que ela tem descoberto que tem um pequeno tumor no seio
e mesmo que o doutor assegura que  benigno, a tendran que operar.
      -Pobre Eleine! -Gen estava impressionada.
      Que terrvel debia ser para uma mulher enfrentar um problema similar. Embora seu cimes eram ridiculos, pois Bob amava a sua esposa, Genista comprendia por
que Bob no queria lhe dar motivo de preocupacion. Nesse momento se pergunto: Que pasaria se por alguma razon Eleine se inteirava das suspeitas do Ferguson? Isto
era impossvel posto que tudo no escritrio sabian que entre ela e seu chefe no habia mas relacion que a profissional e se Luke perguntava, sabria a verdade com
facilidade.
      Quando Bob partio, Genista comio na elegante sala de seu apartamento e em ocasies caminhava para a janela para observar o panorama. George, o porteiro, deu-lhe
as novas chaves ao chegar e a felicito pelo carro to formoso que adquirisse, oferecendo-se a estacion-lo se ela asi o desejava. Uma vez que termino de jantar e
lavo os trastes, decidio ver a television.
      O programa era um documentrio sobre a vida rural na Inglaterra e para sua surpresa o pequeno povo protagonista era o mesmo no qual ela crecio. Enquanto falavam
dos contrastes entre o campo e a cidade, os olhos da jovem se fixaram na figura do homem que aparecia detras do comentarista, na pequefta praa. Seu corazon comeo
a pulsar mas depressa ao precaver-se de que se tratava do Richard. Um Richard mas velho  obvio, mas sem dvida era o mesmo. Genista trato de encontrar a Elizabeth,
o qual era impossvel pois se tratava da filha do proprietrio do rancho mas grande da zona.  obvio no ia freqentar a praa do povo, que era o lugar de onde o
reprter dava seu explicacion.
      "Minha primeira entrevista com o foi nesse lugar e o recordo como se tivesse acontecido ontem". ...
      Gen vivio sempre nesse povo mas por razes que ela no comprendio at muito despues, seus pais eram muito reservados. O era advogado de um pequeno despacho
perto do centro. Ela era uma Nina e sua me no tnia amigas. Seus progenitores vivian o um para o outro, seu amor era fora do comun e Gen o comprendio despues de
sua morte.
      A moa conocio ao Richard quando o chego em alguma ocasion a tratar um assunto com seu pai. A batata do Richard murio de um ataque ao corazon e o vivia com
sua me e duas irms. Gen apenas habia concludo seus estudos e comeo a trabalhar no escritrio de seu pai como secretria. Um dia se encontro com o Richard, este
a convido a sair. A jovem tomo vrios minutos compreender a pergunta, pois o era o melhor partido do povo. Para ela o fato de que Richard a convidasse a sair era
como um sonho realizado. A entrevista se lembro para o sabado e a garota tiro o dinheiro que economizasse com seu trabalho e compro um conjunto ligeiro o qual, segun
a vendedora, era o ultimo grito da moda. Seus pais souberam da entrevista e se alegraram da felicidade de sua filha
      EI dia famoso Richard chego em um flamejante automvel esportivo vermelho e despues de lhe prometer a seus pais que a cuidaria, partiram no vehiculo, comeando
asi seu idlio.
      Despues de um incio cheio de dvidas, Genista se sintio segura de que ambos estavam apaixonados, pois de outro modo o no continuaria convidando-a a sair.
Era verdade que nunca a apresento com sua famlia, nem tampouco a levava s festas onde se reunia a gente importante do povo, mas ela sempre penso que era porque
o preferia que estivessem sozinhos.
      Seus beijos habian deixado atras a vergiienza e a pasion comeava a abrir-se caminho entre ambos, at que uma vez Richard lhe acaricio os seios e a garota
creyo ter chegado a seu grau maximo de excitation. Habian passado seis meses de seu relation quando chego o inverno e com isto o Natal. Richard lhe disse que a amava,
que a desejava e que no habia nada que temer. Seu pai teve que sair a Londres a uma importante reunion de negcios e sua me o acompano. Genista se sintio um pouco
nervosa ante a idia de ficar s em casa, mas seus progenitores no lhe perguntaram se queria ir com eles e ademas tnia a entrevista de iniciacion com o Richard.
      Aquele sabado quando o foi por ela, chego atrasado. desculpo-se argindo que habia estado ocupado no rancho. Levo-a a ver uma pelicula sanguinria, no caminho
de volta conduziu devagar, at que se estaciono em frente de sua casa. Se volvio e a beijo com tal pasion que a assusto. Pouco despues o convido a tomar uma taa
de cafe em sua casa e quando este se deu conta de que estavam sozinhos, suas maneiras trocaram. A tomo em seus braos e ela respondio com todo o amor que sentia,
protestando sem energia o metio as mos debaixo de sua blusa tratando de chegar aos tenros e suaves seios. Seu corazon latia com tanta fora que penso que se asfixiava
enquanto o a insistia a que subissem ao dormitrio. A sugesto a paraliso e respondo que no era correto. O respondo que no tnia sentido, que se amavam. Genista
esteve de acordo mas lhe disse que ela sempre desejo casar-se vestida de bianco e que isso podrian faz-lo logo pois o tnia casa onde lev-la e em sua ingenuidade
no pde adivinhar o motivo da brusca mudana do Richard que no cessava de caminhar.
      -Que te acontece?  -inquirio a moa.
      -No posso me casar contigo. Desde onde tirou essa idia?, nunca mencione nada sobre matrimnio.
      -Mas assegurou que me amava! -grito a pobre garota como animal em uma armadilha e Richard no deu importncia a suas palavras.
      -Vamos, menina no finja inocncia. Eu no me casaria contigo solo pela pasion que me inspira, entretanto, podriamos nos divertir juntos -sua voz se tomo de
novo carinhosa. sento-se junto  jovem e trato de beij-la e abra-la, mas Genista o evito pensando:
      "Nunca se casasse comigo e o mas provvel  que nem sequer me ame". Embora por dentro sufria uma agonia terrvel, por fora mostro uma frieza inaudita.
      -Crei que me amava, e querias te casar comigo.
      -me casar contigo? Nem pensar, a minha me o daria um ataque. Eu me vou casar com a filha do senor Peter Lawny, ao menos isso  o que ela espera, mas nunca
com a filha ilegitima de um abogadillo de povo.
      disseram-se muitas coisas que Genista no recordava e despues que o se deu conta de que no lograria convencer a de continuar as carcias, parto molesto.
      O pior de tudo foi que o lhe asseguro que a batata dela se caso com uma amiga de sua me, antes de conhec-la a ela. A primeira esposa fico confinada a uma
cadeira de rodas devido a um acidente e embora a me da Genista j o habia dado uma filha que era ela mesma, o no pde casar-se at despues da morte de sua primeira
esposa.
      Genista interrogo a seus progenitores quando retornaram a casa e estes no negaram nada. Os olhos da senora refletiam uma dolorosa comprension enquanto observava
o palido rosto da joyen. -De fato tudo o que te disse Richard  verdade -aceito sua me em tanto a acompanaba  cama-. Mas trata de compreender, o e eu estabamos
de verdade muito apaixonados, trato de me convencer de que me fora iejos, mas eu no o fiz porque sbia que me necessitava. O acidente da Anne, a primeira esposa
de seu pai, no s o impidio mobilidade fisica, mas sim tambien o afeto a mente e o nunca a habria abandonado naquele estado. A pobre Anne era como uma Nina. Respeite
seu decision, mas nunca pde me persuadir de que fosse e fizesse uma nova vida Iejos do. Sabiamos que Anne moriria logo e ento podriamos nos casar, mas no enquanto
ela vivesse.
      -;E eu que! -grito Genista com angustia-. jSoy ilegitima! A me do Richard preferiria ver quo morto casado comigo. O me disse que s queria viver uma aventura
pois o pensava que a filha sria como a me.
      -Meu pobre Nina. Richard lhe hirio muito, se que no me creeras, mas se em realidade te tivesse amado, nada habria impedido que se casasse contigo, nem mesmo
sua me. Um dia encontrasse um homem que te ame de verdade e ao no importasse quem tenha sido seus pais, ou se estavam casados ou no, e se casasse contigo.
      A musica que senalaba o fim do programa retorno a Genista  presente. Sua me teve razon, Richard nunca a amo e desde que foi se viver a Londres, descubrio
que a ilegitimidade no tnia grande importncia. A gente com a qual trabalhava a aceitava pelo que era ela, entretanto, a lembrana desse primeiro noivado a habia
frustrado e aps no habia tido outro noivo.
      Por um tempo ela creyo odiar a seus pais, sobre tudo quando soube que Richard se habia comprometido. Quatro meses despues eles tiveram o fatal acidente. Genista
nunca deixo de lhe agradecer a Deus o fato de que antes que se fossem de frias lhes confesso que j habia compreendido que Richard nunca a habia amado. Do contrrio,
nunca se habria perdoado que morreram com a idia de que ela os culpava. incorporo-se e apago o televisor. Apesar de que o passado estava muito longnquo, no era
to facil de esquecer. O que ela mas desejava nesse momento era que o tumor do Eleine fosse benigno e que pudesse renunciar ao trabalho sem sentir-se culpado por
abandonar ao Bob em tempo de crise.
      Suas esperanas foram ves, e disto se inteiro a mafiana seguinte. Quando chego encontro ao Bob j em seu escritrio, com uma expresion de angstia. Ao v-la,
o dirigio um sorriso.
      -E Eleine? -pergunto a jovem.
      -Ms notcias, o doutor foi a casa ontem  noite para nos informar da gravidade do assunto. Na mafiana leve ao Eleine ao hospital e esta tarde a operam. Ela
estava muito acalmada, como se se negasse a acreditar que ela era a protagonista. Trate de lhe falar mas no quis me escutar. Temo seu reaccion quando compreender
a verdade.
      -Seu no a pode proteger, lhe tranqilize -lhe disse Gen tratando de ajudar. Estava a ponto de lhe propor que lhe deixasse todo o trabalho para que fora ao
hospital, quando se precavo de que Luke entrava no escritrio atentisimo ao que eles falavam.
      -Me podrias emprestar a Genista por no dia de hoje? -pergunto aspero-. Desejo me fazer carrego da conta Mellington, acredito que tiveram alguns problemas e
se que seu e Gen se entrevistaram com eles quando requereram nossos servios. -Mellington?
      "Pobre Bob", penso Gen, era bvio que o nesse momento estava muito preocupado pelo Eleine para se localizar essa conta. Mas ela se recordava essa pequena compania
na Cumbria que se especializava em bellisimas reprodues de mveis. A compania habia sido fundada duas geraes atras e agora o pai e o filho no se comprendian
muito bem. Habia sido este ultimo quem solicito seus servios, enquanto que o pai at queria trabalhar  antiga, como o fizesse durante toda sua vida.
      -Deve record-la, Bob, trata-se daquela compania na region do lago, ns fomos ver os alla e ficamos um fim de semana.
      Ela fez este comentrio sem malcia esquecendo o que imaginava Luke. Eleine os acompano aquela vez e Genista esteve sozinha a maior parte do tempo para permitir
que Bob e Eleine desfrutassem de do passeio.
      -Claro que se, agora o recordo, ficamos em um albergue uso rustico e na habitation habia um enorme retrato.
      -No h tempo de ir e vir em um s dia -advirtio Gen a
      Luke, com a esperana de que trocasse de idia. Em lugar disso
      um doce brilho aparecio em seus olhos e suavizando a expresion
      declaro:
      -Ento teremos que ficar, necessitar a um de vocs para que me acompane e como esta Brian no Amsterdan acredito que o melhor  que Bob fique no escritrio.
      Genista estava a ponto de negar-se e lhe dizer que no iria com o a nenhuma parte, e recordo ao Eleine. Se ela se negava tendria que ir Bob.
      -Quando planeja a viagem? -pergunto a garota, desafiante.
      -Hoje, der-te uma hora para que recolha todo o necessrio, despues passar por ti e nos poremos em caminho. lhe d ao Jilly o nome do albergue para que reserve
as habitaes.
      -Posso chegar ahi por minha conta -sugirio Gen-. No h necessidade. . .
      -E usar dois carros? Caro que esta a gasolina, seu quer aumentar os gastos da viagem e logo carreg-los a compaia. De ningun modo, vamos juntos -Miro seu
relgio e aidio-. J transcorreram dez minutos da hora que te dava e qutero estar alla antes que oscurezca.
      A idia de ficar uma noite sob o mesmo teto com o Luke, provocava nervosismo em Gen. Entretanto, no habia forma de evit-lo se o queria economizar problemas
ao Bob. Consciente de que Luke os observava se aproximo do Bob e lhe disse com tom to baixo que ao Luke foi impossvel escutar:
      -Espero que todo saiga bem.
      -O que me preocupa  o que ocorra despues -lhe confesso Bob-. Eleine sempre foi insegura e com isto sera impossvel lhe tirar a idia de que j no  atrativa.
Me gustaria encontrar a forma de reconfort-la. De qualquer modo este no  seu problema, estas segura de que no te incomoda ir com o Luke? Se que no  de minha
incumbncia mas te aprecio e Luke tem m fama.
      -Se o que fao Bob, no se preocupe -asseguro Gen.
      Confiava em manter ao Luke a distncia. Uma vez em seu apartamento comeo a preparar suas coisas, no necesitaria muito despues de tudo: roupa interior poda,
um conjunto que lhe servisse para uma reunion de negcios, suas calas de mezclilla no caso de tnia um pouco de tempo livre e um pouco apropriado para viajar. No
momento que fechava a mala, o telefono interno so, respondo e disse ao George:
      -Neste momento vou para abaixo.
      Para sua surpresa, escuto o som do timbre e adivinho que era Luke que j habia subido. Tomo sua jaqueta de ante que pensava levar para a viagem e o Quito o
seguro  porta. Suponia que Ferguson esperaria no corredor enquanto ela recogia sua mala, mas o entro at a sala e observo tudo com atencion.
      -Muito bonito, Bob te deve querer muito -Genista escuto o cinico comentrio e asseio a mala com fora como se queria desforrar-se com ela.
      -EI me quer da mesma forma que eu ao.
      -De verdade? -murmuro incredulo-. Ento por que vais destruir seu matrimnio?
      -Eu no quero destruir seu matrimnio -as palavras se Ie escaparam sem que as pudesse deter, quando se precavo era muito tarde.
      -Demonstra-o e te case comigo.
      -me casar contigo? -demando desconcertada-. Seu no quer dizer que. . .
      -Se no o queria dizer, no o habria dito. te case comigo, de outro modo me assegurar de que a esposa do Bob saiba o de sua aventura amorosa com o.
      -isso Harias? Por que?
      -Porque desde que lhe conoci me obcecou a idia de te fazer minha. Necessito-te,  como uma enfermidade cronica.
      -Mas por que casar-se?
      -No quero te compartilhar com ningum e no desejo que me exiba como um mas que recife em suas redes. Algun dia me aliviar deste pernicioso mal e ento me
divorcio. Enquanto isso quero que me pertena para fazer contigo o que me agrade.
      -.E se me nego?
      -Assegurar-me de que Eleine saiba que  amante de seu marido. Que o te compro o apartamento, do fim de semana que passaram juntos, e do carro que acaba de
te obsequiar.
      -No  verdade, nada disso  certo! Adquiri este lugar com meu dinheiro e Bob s  um magnifico amigo.
      -se preocupa tanto pelo que o quer proteger, nunca imagine que conoceria essa parte de sua personalidade. De qualquer modo solo h duas opes: ou te casa
comigo ou o dire todo ao Eleine.
      Em outras circunstncias Genista no tivesse duvidado e habria ido direto a advertir ao Bob. Mas a operacion do Eleine e seu estado emocional hacian isto pouco
menos que impossvel.
      -cPor que casar-se? -repitio Gen-. Por que no sustentar um breve encontro de uma noite e j? Despues de tudo, de acordo com seu opinion sou uma rameira.
      -J te hei dito por que. No posso explicar o que me acontece, desafia todas as leis da logica. Se muito bem que  uma mulher que vende seus favores ao melhor
postor e que no te importa ferir nem machucar s pessoas. Pois at asi te desejo,  como uma dor que se muito bem no se aliviasse com uma posesion momentanea.
lhe oferea a este homem que morre de fome, uns miolos de seu ardor.
      A veemncia com que decia estas palavras sobressaltavam  garota, Richard o habia mentido sozinho para lhe fazer o amor, mas Luke queria chegar muito mas longe.
      -Necessito seu decision agora. Asi, quando retornarmos da viagem seremos marido e mulher, do contrrio, o dire ao Eleine a verdade. Este homem era capaz de
faz-lo, Genista estava segura.
      -Se aceitar perdere ao Bob de qualquer modo.
      - obvio, no penso te compartilhar com ningum. Mas desta forma podras conservar seu orgulho. O nunca deixasse ao Eleine por ti, deberias sab-lo e se de
verdade o quiser, no tratasse de destruir seu matrimnio. Que estranho, nunca tivesse acreditado que foi das que compartilham a seu homem.
      Genista o queria dizer que estava equivocado e que queria ao Bob solo como amigo, mas sbia de antemo que no o creeria.
      -Este apartamento no parece o de um casal de amantes -comento Luke observando o lugar. Antes que pudesse det-lo abrio o armrio e Miro a roupa que alli estava-.
Como  possvel que no haja nada do Bob aqui?  to discreto que no deixa evi-dencias? -sentindo-se muito ferida para replicar, Genista foi  cozinha. Talvez um
copo com gua pudesse aliviar a da nauseia. - E bem, qual  sua resposta?
      -Se se tratasse sozinho de meu no habria forma de que me obrigasse a aceitar. O que estas fazendo se chama chantagem, no h outra forma de descrev-lo. O
fato de imaginar que fao o amor contigo me adoece, mas se isso  o que quer, faz o de uma vez e me deixe em paz.
      -No agora, quando o fizer quero saborear a experincia. Eu hare que me responda, no importa quanto prazer te tenha dado Bob, eu o duplicar.
      -No podrias -as palavras da jovem se habian voltado um sussurro.
      Ela odiava a esse homem mas a advertncia o habia feito recordar aquele momento no qual se sentisse arder com pasion.
      -No me tente e responde, digo- tudo ao Eleine ou te casasse comigo?
      Gen penso que no tnia outra opcion, se se negava pondria em perigo a vida do Eleine e se aceitava o descubriria quo equivocado esteve. O rubor a alago quando
imagino em que forma se daria conta da verdade. Talvez podria dizer que se e despues encontrar a forma de escapar. Se obtivesse que sasse do apartamento e persuadir
o de esperar at que Eleine se recuperasse da operation.
      -No vou esperar Genista -adiciono Luke como se lesse seus pensamentos-. E mas vale que no trate de fugir pois no ato ire a casa do Bob. Quero sua resposta
agora.
      Genista respiro profundo, o tendria que fazer pelo bem do Bob. Sbia que um matrimnio podia anular-se embora para isso tendria que manter afastado ao Luke
at que Eleine estivesse bem.
      -Muito bem, casar-me contigo.
      -Muito sbio de sua parte, mas no comece a pensar em uma larga espera, faremo-lo hoje mesmo.
      -Hoje? -o corazon quase se o salia-. Mas. . . mas isso no  possvel.
      - possvel com uma licena do arcebispo e com um tio mijo que  sacerdote. Tomasse um pouco mas de uma hora fazer os acertos necessrios. Quando chegarmos
a Cumbria estaremos casados e no tente fugir por mim porque lhe encontraria e ademas o informaria ao Eleine o acontecido entre seu e seu marido. Enquanto vou, sugiro-te
que procure um pouco apropriado para usar em suas bodas-tiro a carteira e lhe assino um cheque em branco-. V por ahi e compra roupa, no quero que minha mulher
use objetos que lhe obsequio outro homem.
      -No me pondre nada comprado com seu dinheiro! -grito furiosa-. Preferiria ficar nua.
      - uma idia excitante -disse o com frieza-. S que d a casualidade de que no vou permitir que outra pessoa que no eu seja veja meu conyuge despida e no
vs atirar esse cheque pois te levar eu mesmo a comprar algo.
      -E que se supe que vou usar, algo branco? Se minhas aventuras forem incontveis, sera melhor que me ponha algo negro.
      -te guarde seus dramas para aqueles que os apreciam, com um bonito vestido da cor que seja sera suficiente. Qualquer que escolha estivesse bem, se que tem
bom gosto. Recorda que nos casaremos em uma igreja de um pequeno povo, e ningum alm de ns dois sabra que no  um matrimnio normal.
      -Em realidade  um vehiculo que lhe servira para satisfazer sua libido e uma vez satisfeito lhe desharas por mim como se fosse um lixo.
      -Eu mesmo no o habria expresso com tal claridade e de modo sucinto. Uma hora Genista e recorda, se escapar ire direto a me entrevistar com o Eleine.
      Assim que o parto Gen se sento na cadeira mas prxima, com pernas trementes. Casar-se com o Luke Ferguson, todavia no o podia acreditar! Tomo o telefono e
chamo o escritrio tratando em um ultimo e desesperado esforo de falar com o Bob.
      -Esta no hospital -lhe informo Jilly-. O chamaram e teve que ir para alla. Ao parecer sua esposa necessitasse de uma cirugia maior e  por isso que requerian
a presena do Bob.
      Despues de lhe assegurar ao Jilly que no tnia objeto lhe deixar uma mensagem pois no era nada de importncia, a garota penduro o telefono. Se sentia como
um animal encurralado. Nesse momento repenso em que solo lhe subtraam escassas quarenta e cinco minutos do tempo que o habia dado Luke. Miro o cheque e recordo
que tnia um traje precioso que incluso no habia estreado. Estava pendurado no guarda-roupa. Era um precioso conjunto verde palido de trs peas, que incluia uma
blusa de seda magra. Tambien tnia um chapu que estava adornado de umas flores de um rosa muito suave. Genista recordo que a vendedora o habia comentado que esse
conjunto sria ideal para uma viagem de bodas no vero e ela esteve de acordo. Nunca imagino que o usaria para suas bodas. Habian passado muitos nus nos que habia
descartado a idia de casar-se.
      Apenas habia terminado de fechar a mala, quando Luke j estava de volta. Se habia mudado de roupa, agora levava panta1n de mezclilla e uma cano ajustada
que marcava sua musculatura.
      -Lista?
      Como podia ser to fria a voz de um homem que minutos o habia confessado que a necessitava.
      -J fiz todos os preparativos. Casaremo-nos na Cumbria, passaremos o fim de semana alli e retornaremos a Londres.
      -cQue espera? -inquirio Luke ao ver que ela ficava inmovil e como algum que sonha o siguio.
      CAPITULO 4
      AS estradas brindavam uma rapida mas monotona forma de viajar e Genista se dedico a admirar a paisagem enquanto o Masserati recorria a distncia. O povo do
Lancaster habia passado com rapidez. Uma sensation de esvazio no estomago os advertia que no habian comido. A moa se manteve em silncio e estava contente de que
o se concentrasse no caminho.
      -Meus pais se casaram no mesmo lugar onde o faremos seu e eu -comento Luke com brevidade e fez que a curiosidade da garota aumentasse. O diminuo a velocidade
e Gen se volvio a olh-lo-. pensei que sria bom comer algo, h um magnifico restaurante no muito longe daqui.
      -Seus pais vivem na Cumbria? -pergunto Gen tratando de saber um pouco do passado do Luke.
      -No, eles morreram em um acidente faz j vrios nus. Agora a unica que vive alii  minha irm Marinha, que  divorciada e eu. Mas normalmente ela reside
na Frana, seu marido a abandono para fugir com sua secretria -musitio Luke, sorridente-. Essa  uma histria com a qual deve estar muito familiarizada, por desgraa
Marinha sempre foi muito insegura e dependente e no soube como enfrentar a situacion.
      -Lamento-o-disse Gen com sinceridade.
      -Seus pais tambien morreram, o lei no expediente do arquivo do departamento de Pessoal.
      -Leu tambien que sou ilegitima, que minha me me trouxe para o mundo quando todavia era solteira? se inteirou de que meu pai estava casado e que entretanto
embarao a minha mama?
      -s vezes acontece.
      -No te importa? No vais dizer me de tal me tal filha?
      -Deberia? Eu nunca pude entender por que a sociedade culpa aos ninos de sua ilegitimidade. Eles so alheios aos enganos de seus pais. Por isso te comporta
asi? -pergunto Luke de subito-. Deseja te vingar dos homens porque seu pai causo sua ilegitimidade?
      -No, minhas batatas se amavam muchisimo e embora por um tempo estive ressentida com eles, evitaram-me muitos anos de sofrimento pois quando me inteirar, era
j uma adolescente.
      -E sofreu muito mas ao saber a verdade. Quem lhe disse isso?, Algun vizinho fofoqueiro?
      -No, o homem que eu pense que me amava. Mas ao fim me dava conta de que tudo o que desejava era deitar-se comigo -no se precavo da amargura com a que decia
estas palavras e teve que controlar-se para no chorar em presena do Luke.
      -E o fez? -Genista noto como o pescoo do Ferguson se ponia tenso enquanto a observava e esperava a resposta.
      -Seu que crie? -o homem sujeito o volante com fria at que os ndulos se voltaram brancos.
      -Deveu recha-lo.
      -Para que fosse seu o primeiro? -a expresion do Luke era de colera e a garota estava contente de que o conduzir necessitasse de seu atencion. O a Miro como
se queria estrangul-la, mas ela no tnia ideia do porque-. No  verdade que os homens no gus-to das virgens hoje em dia? A experincia  o que conta.
      -Tem razon -a voz do homem carecia de inflexion-. A virgindade no  importante, no obstante considero que em seu interior o que mas deseja cada homem  lhe
ensinar a sua mulher a lhe responder nada mas ao. As palavras do Ferguson tocaram uma parte da sensibilidade da Genista, a qual era desconhecida tambien para ela.
No amava ao Luke e o tampouco a ela, mas o sria o primeiro amante de sua vida e o robaria esse direito ao que algun dia sria seu companheiro toda a vida. Trato
de apagar essa idia, ela nunca se habia querido casar, no creia no matrimnio. Ento, que importava? Esta union sria para proteger a felicidade do Bob, estava
segura de que se Luke a encontrava fria, e distante no leito, muito em breve se cansaria dela e o concederia o divrcio.

      f
      -Faminta? -habia estado to ensimismada em seus pensamentos que no se deu conta de que estavam em frente de um grande hotel uso vitoriano.
      Em realidade tnia pouco apetite mas era bvio que Luke se deteve alli para que, comessem e ela comeava a aprender que o gostava de que se acatassem suas
"sugestes". Seu cortesia enquanto descendian do carro foi algo que a sorprendio, mas imagino que era um habito inconsciente.
      -Originalmente era uma casa de campo -lhe informo Luke- e foi cenrio de muitas festas de fim de semana, ou ao menos  o que imagino. Despues da guerra se
convirtio em hotel.
      O capitan de garons estava frente a eles e era bvio que conocia ao Luke. Guio-os a uma das mesas com vista aos preciosos jardins, detalhe que Genista agradecio
em seu interior. Nesse momento se precavo de que ia se casar com um homem milionrio.
      A comida esteve deliciosa e o champana da melhor qualidade. Quando chegaram  sobremesa, Luke pidio fresa com nata enquanto que Genista sentia que no podia
mas, ante a insistncia deste, a garota lhe disse:
      -O unico que quero  que se levem tudo e que...
      -E que as coisas voltem a ser como antes -afladio Luke interrompendo e finalizando a frase.
      -As coisas nunca podran ser como eram antes.
      -No, me alegro que o compreenda. E te acautelo Genista, se imaginar, solo por um momento que estas pensando no Bob quando te fizer o amor, voc arrepentiras
de ter nascido.
      -J me arrependi -declaro ressentida-. No pode lhe dar ordens a meus pensamentos, pois so sozinho mios.
      Ela pde perceber a colera do homem e se pergunto que sucederia se algun dia perdesse o controle.
      Eram as duas da tarde quando saram do restaurante e continuaram pela estrada secundria. O caminho apesar de no estar em optimas condicione como a auto-estrada
era mas pitoresca. Se podian admirar granjas ovejeras, verdes pastizales e antigas construes de pedra cinza. O sol aparecia por momentos, lanando sombras que
se perseguian umas a outras sobre as colinas. Em outras circunstncias, essa paz habria sido relaxante para a muita-cha, mas agora estava muito tensa e nervosa para
apreciar a beleza da paisagem. Chegaram ao Kendall e o atravessaram sem deter-se, Luke se mantenia concentrado no caminho. No Windermere ela admiro os reflexos azuis
e cinzas do lago. O caminho rodeava a gua para despues subir pelas montanhas, maltratadas pelos fortes ventos da region. O caminho era sinuoso e parecia interminvel
entre uns mastreie que a garota estava segura de que Debian ser encantados antes do outono. escutava-se um tnue balido de ovelhas ao longe e Gen pde vislumbar
um pajaro que cruzava pelo cu.
      - um halcon peregrino -explico Luke lhe seguindo o olhar-. H um lugar alla acima aonde os treinam. Existe uma grande demanada dessas aves, sobre tudo no
Meio Oriente.
      O caminho se torno inclinado e no fundo se podia apreciar um pequeno povo. Parecia que as torre da igreja tentavam alcanar as nuvens. Habia uma meia dzia
de meninos que jogavam na praa e se detiveram olhar ao Luke enquanto este detenia o carro. A tarde no era fria, entretanto, Genista tremo quando o a ajudo a descer
do automvel.
      -O vigrio do lugar era muito amigo de meus pais -lhe informo o com voz baixa enquanto abria a porta do jardin.
      -Uma palavra desconjurada ou alguma careta que faa compreender que este matrimnio no o deseja e lhe hare algo esta noite que querras apagar de sua mente
pelo resto de seus dias.
      Genista asintio, parecia que Luke adivinhasse tudo o que se o ocurria. Incapaz de pensar com claridade, o siguio com o passar do corredor bordeado com lavanda
que perfumava o jardin. A porta ao final deste se abrio pouco antes que chegassem e uma mulher rolia de cabelo castano e encantador sorriso se apresso a receb-lo.
primeiro abrao ao Luke e o Miro de ps a cabea. Quando se volvio para saudar a jovem habia lagrimas em seus olhos.
      - adorvel -disse a mulher, emocionada-. Quando John me aviso que lhe querias casar aqui estive em suspense pensando como sria ela. Os pais do Luke se casaram
nesta igreja -informo a Gen-. Eu acredito que isso j soube, o unico lamentvel  que no nos tivessem notificado antes -seu sorriso apago seu critica, se podia
ver o conserto que o tnia ao Luke.
      -Amy  minha madrinha -explico a Genista fungiendo como guia-. Da morte de meus pais ela e John so os seres que tive por famlia.
      A vigria parecia escura despues de ter estado no luminoso jardin e Gen se tropeo em um dos degraus e de no ter sido pelo brao do Luke que a sustentou,
habria cado.
      -Luke me aviso que desejam trocar-se antes da cerimnia. O j sabe aonde ir, mas para ti arrumamos o dormitrio de nossa filha. Que stio escolheram para a
lua de mel?
      Era impossvel no simpatizar com a pequena e maternal mulher. Genista sintio afeto por ela imediatamente e em outras circunstncias o habria contado a verdade
e solicitado ajuda. E pensar que a boa sefiora creia que estavam apaixonados com loucura. Enquanto continuavam, Gen escuto que Luke lhe respondia.
      - um secreto Amy, por desgraa solo temos um fim de semana.
      -Trabalha muito -Je reprovo-. seu Ojala obtenha que troque esse habito--se dirigio a Genista-. Tem sorte de que ela tenha acessado a casar-se contigo. Um fim
de semana de lua de mel! Eu no habria aceito menos de um ms em alguma ilha tropical.
      Amy trato de fingir desgosto mas no o obtenho. Consciente de que se esperava uma reaccion dela, Genista sonrio. O dormitrio que Amy lhe ensino era muito
feminino. Luke foi recolher a bagagem enquanto a madrinha no cessava de falar de sua infncia e de quo maravilhoso foi para ela e seu marido o fato de que escolhessem
essa igreja para desposar-se.
      -Hoje na manh estive no jardin e pode as flores. Junho  um ms maravilhoso para os matrimnios, mas aqui quase no se realiza nenhum. A gente jovem se muda
a viver s cidades em busca de trabalho e quando se casa o faz alla. esta John em seu estudo em caso de que queiram falar com o -disse ao Luke enquanto esta acomodava
a mala de Gen na cama-. preparamos a cerimnia para as quatro, para lhes dar tempo de chegar ao stio que escolheram. -
      -Ire abaixo a conversar com o despues de me trocar e me dar um bano -despues de dizer isto, Luke salio.
      - um passo muito importante -senalo Amy-, mas te asseguro que tem feito uma magnifica eleccion. O matrimnio dos pais do Luke foi excepcionalmente feliz.
Eles tenian estados acostumados a valores e seus dois filhos cresceram com eles. Penso que essa  a razon pela qual Marinha sufrio muito quando seu marido a abandono.
Ns pensabamos que Luke talvez nunca se casaria e de repente. . . O fato de que a moa com a qual se fugisse o marido de Marinha fora a noiva do Luke, complico at
mas as coisas. Ela o culpo por ter apresentado ao Verity com o Phillip. No se dava conta de que o estava to ferido como ela-Amy suspiro-. Perdoa querida, se que
este no  o momento para mencionar todas essas coisas tristes. Estou feliz de que Luke ao fim tenha encontrado a seu casal. Talvez pense que somos chapados  antiga,
mas, se quando esta pessoa apaixonada e o amor se reflete na cara do Luke.
      Amy confundia o amor com o desejo, medito Gen enquanto a boa mulher partia fechando a porta.
      Uma vez s se deu uma ducha e se seco com uma das felpudas toalhas que Amy lhe levo. Despues se vistio depressa a fim de dispor de tempo suficiente para maquiar-se.
Sua pele continuava bronzeada pois habia passado pouco tempo desde seus ultima vaca ciones, aplico aos parpados um tom lils, p- rimel a suas largas pestanas, Pinto
seus lbios de um tom rosa e por ultimo se penteio. Se ponia perfume com o atomizador quando escuto que batiam na porta. Ela abrio com nervosismo, pestaneando um
pouco ao ver um desconhecido.
      -Meu nome  Jeff Stanley, Luke me pidio que fosse eu quem a entregasse no altar. Espero que no lhe incomode, ns soliamos jogar juntos quando eramos meninos,
sou o medico do povo e minha esposa e eu vamos ser as testemunhas. Agora me dou conta de por que Luke esta to apaixonado por voc e no acredito que ao agradasse
que fosse eu quem lhe desse o beijo de felicitacion adiantado.
      Era bvio que tratava de ajud-la a que se relaxasse mas nesses instantes no habia algo que a pudesse acalmar. Enquanto caminhavam pelo atalho bordeado de
flores de lavanda, a moa seguia rigida. Em outras circunstncias aquela igreja branca e antiga, tivesse sido o ideal para suas bodas. O acerto floral feito pela
Amy formava uma fonte de flores que contrastava com a branca parede. O marido da Amy, John Robson, era to agradvel como sua esposa. Sua voz foi a que informo a
Genista sobre suas novas e irrevogveis responsabilidades para seu proximo conyuge em tanto que a este o autorizavam a fazer com ela o que melhor lhe parecesse.
Em um momento ela sintio que essa voz a deixava no mas completo desamparo e s a firme emano do Luke que a rodeava pela cintura a voltaram para a realidade. Ao fim
todo habia terminado. Os sinos da igreja soaram e uma grande quantidade de gente os esperava para felicit-los. Jeff Stanley lhe deu o beijo, mas foi um leve e na
bochecha, despues se volvio para o Luke e lhe disse:
      -Ela  toda tua,  um homem com sorte. Barbara preparo algumas costure para celebrar alla acima, embora, sabemos que no vo ficar por muito tempo. Todavia
ns gostamos de recordar que se sente ser recien casados. Ojala possam esperar um pouco antes de partir. No vais beijar  noiva? -anadio com picardia.
      Genista se volvio para o Luke, mas o foi mas rapido e quase sem dar-se conta, Luke a beijo com uma pasion que a fez tremer.
      Jeff Stanley e sua esposa tenian dois anos de casados e eram pais de um ativo menino de nove meses.
      -Luke  um verdadeiro encanto, no  verdade Genista? -comentava a senhora quando todos habian subido e apresentava a seu filho-. Como o conheceu?
      -Em uma festa -respondo Gen com a verdade. Inclusive agora no podia acreditar que estivessem casados.
      -Venham abaixo vocs dois -grito Jeff-. Eu em seu lugar me apresuraria -brinco-, o nunca foi paciente e suspeito que deseja te ter a ss.
      Ela no se habia trocado e embora parecia um detalhe insignificante, no tnia a menor ideia de onde a pensava levar Luke. O j habia cancelado a reunion de
negcios, pois esse no habia sido seu proposito original e ela o sbia.
      Sentada no carro esperava que Luke aparecesse. iniciava-se sua lua de mel! Esta idia lhe produziu ansiedade e estava a ponto de abandonar o automvel, quando
Luke retorno. Subio apressado e o ps em marcha enquanto Amy gritava: -jVuelvan logo! iQue se divirtam!
      -Aonde me leva? -pergunto ela, quo pior podia fazer nesse momento era demonstrar temor. Debia aparentar tranqilidade e que controlava a situacion.
      Ela estava segura de que essa noite o pensava possui-la e ela precisava ter o aprumo suficiente para evit-lo. Se se deixava dominar pelo panico, no o lograria.
      - uma surpresa.
      -Aonde me leva? -repitio mas energica.
      -Assustada? No h necessite de que o esteja, despues de tudo no sere o primeiro homem em sua vida. Entretanto, recordasse-me por muito tempo.
      -Estas seguro de ti mesmo?
      -No mas do que estaria qualquer homem com experincia. O ato sexual  algo que devem desfrutar dos dois participantes. No pode negar que seu corpo o respondio
ao mijo quando te beijar.
      A paisagem se volvio familiar para a garota e com um crescente mal-estar, deu-se conta de que se aproximavam do hotel aonde se habian hospedado Bob, Eleine
e ela.
      -Reconhece-o? O pedi ao Jilly que nos reservasse um s dormitrio e tenho a impresion de que desaprovo meu petition. Sem dvida se sentira muito reconfortada
ao ver sua argola matrimonial quando retornarmos.
      -Tendre que retornar ao escritrio? Confia em meu apesar da cercania do Bob?
      -No, mas confio no. Ademas no iras a trabalhar, solo a saudar e a lhes dar a todos a nova. No desejo que Bob me acuse de nada e uma vez que saiba que estamos
casados. . .
      -O no sera capaz de criticar nossa union.  isso o que opi-nas? Que te faz pensar que no reagisse com violncia? Despues de tudo, no sou a classe de mulher
que necessita por esposa, seu  um homem de negcios e com segurana requer de uma pessoa da qual possa te sentir orgulhoso e que impressione a seus colegas.
      -Estou seguro de que seu o pode fazer -aponto Luke com secura-. Por outra parte, aprendi faz j muito tempo que um homem deve aceitar a uma mulher como  e
no pelo que o gustaria que fosse.
      -Diz-o pelo Verity?
      -Quem te falo dela? -no pde ocultar seu desgosto.
      -Amy a menciono. Quando seu disse que sua irm foi abandonada por seu marido, nunca imagine que se foi com sua noiva.
      -Verity foi a que o conquisto. Phillip era j um triunfador nos negcios, enquanto que eu me esforava por sair adiante. Sem dvida Verity penso que o convenia
mas meu cunhado. Com o tempo lhe demonstre que estava equivocada, entretanto me ensino uma leccion que nunca esquecer.  melhor que o recorde antes de pensar em
enganarme.
      -Nem o soaria -respondo tensa, mas convencida. Quanto mas sbia sobre a vida deste homem, mas lamentava sua estupidez e sua cegueira ao humilh-lo quando
o conocio. Um olhar bastava para sentir a capa de ao que cubria seu sensual corpo, mas por alguma razon ela no teve a menor suspeita disto a primeira vez que o
viu. Sua mente divagava na mudana de dono da compaia. Certamente, isto no a desculpava e agora sufria as conseqncias de sua carncia de perception. O velho
albergue seguia to encantado como o recordasse. Uma sorridente recepcionista lhes deu a bem-vinda e debaixo dessa amabilidade profissional, Genista pde ler como
lhe impressionava a aposta figura do Luke.
      -Senor Ferguson.  obvio, reservo a sute, no  asi? Chamar a algum para que subida sua bagagem, todavia tem tempo de jantar no restaurante principal, se
asi o desejar. Do contrrio, pode pedir que lhe levem o jantar a habitacion.
      -A nossa sute sera o melhor -respondo decidido-. Tivemos uma viagem muita pesada do sul e queremos nos relaxar.
      -O ensenare seu habitacion e lhe mandar um menu para que possa escolher o jantar -prometio a moa, segun Genista com mas amabilidade da que garantia a propaganda.
      A sute incluia uma encantadora sala com grandes janelas que davam para um precioso jardin, os mveis eram reprodues de mveis antigos, o floreiro da parte
central tnia floresa frescas, no grande dormitrio habia um grande retrato e para finalizar estava um luxuoso bano. O botes chego com as malas enquanto que a
recepcionista at falava com o Luke e terminava de lhe demonstrar a habitacion. Genista se fingio distrada sou protexto de examinar os mveis. Tentava encontrar
uma desculpa valida para no entrar na habitacion. O rudo da cama quando Luke se sento em lhe provoco uma sensation de terror. Quando chego o garom com o menu,
Luke lhe indico que o deixasse sobre a mesa de cafe. Ela estava convencida de que no sria capaz de provar um s bocado. A recepcionista se foi. Luke ordeno o jantar
para ambos, enquanto que Genista no se separava da janela, em um esforo por controlar o crescente panico. No momento em que a porta

              fecho-se, se sintio como prisioneira e seu autocontrol desaparecio. Corrio para a porta, chorando desesperada.
      -Detenha! J lhe o habia advertido no pode me fazer parvo desta forma, se tudo sobre ti e umas lagrimas de crocodilo no vo comover. J paguei por seus favores
o mas alto preo que um homem pode pagar. Compre-te com meu nome e no vou deixar te escapar.
      -No pode fazer isto!    Seu soluo se sufoco no peito masculino pois o a separo da porta e a abrao com firmeza contra seu corpo, coisa que a garota tnia
que suportar.
      -Desejo-te Genista e preciso te possuir.
      -Ento tendras que faz-lo pela fora, porque eu no te desejo e nunca o hare.
      -Crie isso? -a confiana em seu sorriso a incomodo.
      Palidecio enquanto se dava conta de que no lograria dissuadi-lo. Por um momento penso em jogar-se pela janela, mas imediatamente o desprezo pois a janela
estava muito longe e era muito pequena. Luke lombo nesse momento o telefono.
      -Que faz?
      -Cancelar o jantar, de repente me dei conta de que tenho outra aula de apetite que preciso satisfazer primeiro, vem aqui Genista -se o pidio com suavidade-.
No h necessidade de dramas, j nos conhecemos e temos experincias anteriores.
      "Talvez seu se", penso Genista ao bordo da histeria, "mas eu no".
      Enquanto a garota caminhava para atras, em um intento inutil por afastar-se, no se precavo de que Luke a dirigia para a porta aberta da habitation. de repente
se volvio e Miro a imensa cama do dormitrio.
      -Por favor, no faa isto Luke -lhe rogo a moa-. Deixe ir.
      - muito tarde -a olhava com dureza e tnia a boca apertada-. Era muito tarde do momento no qual chegue  festa do Greg e te vi. Se tiver sentido comun haras
todo mas facil, mas me parece que no o tem, asi que sera mas complicado. Desejo-te e nada me vai deter, nada impedira que seja minha. Nada!
      CAPITULO 5
      E
      O estava decidido, Genista se deu conta momentos despues, quando Luke a levo em braos at a cama. Sua jaqueta escorrego deixando ao descoberto a bronzeada
pele. Aterrorizada e fascinada ao mesmo tempo, observava-o enquanto se despojava da gravata e da camisa.
      -Seu deberia fazer isto, h um pouco de erotico no fato de ser despidos.
      -Seu tem muita pratica -adiciono Genista tentando mostrar-se distante. Em lugar disso suas palavras soaram faltas de flego e vacilantes. Tnia contrado o
estomago, queria saltar da cama e correr para a porta a qualquer parte com tal de escapar desse homem que se desvestia junto a ela.
      Uma vez que fico so1o com as cueca, Luke se coloco junto a ela, apoio a cabea em uma mo em tanto que com a outra jogava com os seios da Genista. A respiration
da garota se agitava mas a cada momento. Penso em fugir, mas no quis sofrer a humiliation de ser carregada pela segunda vez. Tratava de convencer-se de que esta
dura prova era sozinho uma medicina mas desagradvel do comun. Ela sbia que sria menos molesto se terminava o antes possvel, em lugar de faz-lo tudo mas comprido.
Sonrio em seu interior ao recordar sua iludida crena de que sria capaz de persuadir ao Luke para que esperasse. O sbia agora quando olhava ao homem recostado
junto a ela.
      Enquanto meditava nisso, Luke lhe acariciava o brao. Ela podia sentir a calidez de outra pele junto  sua e ela comeo a cansar-se de ter que aparentar indiferena
e calma.
      - uma excelente atriz -sussurro Luke ao mover os avermelhados cabelos para atras-. Quase podria acreditar que esta  a primeira vez que estas a ss com um
homem, mas os dois sabemos que no  asi.
      Nesse instante a garota se sentia mas alla das palavras e de tudo, menos do temor que se apodero dela quando os lbios do Luke se aproximaram com lentido
aos seus. Este fez presion sobre os ombros femininos forando-a a recostar-se sobre o travesseiro. Ao sentir que comeava a desenredar os suspensrios da blusa,
ficou rigida. O se aparto um pouco e o procuro seu olhar.
      -Isto  necessrio Genista e se persistir em sua tola atitude, me vais forar a te machucar. Seu sabe o que quero -o desejo brilhava em seus olhos-, e hare
que seu tambien o deseje.
      Poso suas mos sobre os seios, acariciando-os com delicadeza sobre a magra seda, Gen tremia de ps a cabea, com a boca seca. Os apaixonados beijos e carcias
do Luke lhe causavam umas emoes que a voltaram uma estranha consigo mesma. Quando Luke a despojo de sua indumentria, deixando  vista seu palida pele, ela tento
escapar, mas aproveitando a superioridade de seu peso, o a obrigo a deitar-se e se coloco acima de Gen.
      -me beije -murmuro ao oido-. T6came! -sua frente estava perlada de suor, os olhos eram quase negros e seu expresion suplicante-. Sabe o que quero, deixa j
de me atormentar.
      As mos da garota at contra seu desejo estavam apoiadas sobre o peito do Luke e Genista podia sentir o suave plo. No habia mas que pele contra pele, ambas
as suarentas e calidas. Luke a desvistio quase completamente. A verguenza a invadio em uma faz ondas

              d de calor, enquanto Luke a mantenia apartada para admirar seu corpo, que agora no cubria outro objeto que as diminutas calcinhas.
      - mas maravilhosa do que imagine -sussurro devagar, e ento, quase com reverencia sob a cabea e monte com seus lbios com toda a delicadeza possvel a tenra
e rosada ponta de um seio e despues o outro.
      Uma sensation ardente que se propagava por todo seu corpo a invadio, seguida de uma excitation to capitalista que a garota foi incapaz de raciocinar. Ela
suspiro ao sentir a boca do Luke pela segunda vez sobre seus endurecidos mamilos. O indescritvel prazer a insisto a abraar ao Luke e reter sua cabea contra seu
busto.
      Asi que isto era o desejo, comprendio Gen sem poder acreditar at as sensaes que estavam florescendo em seu interior. Sua mente parecia incapaz de controlar
a seu desenfreado corpo. Gemia agradada ante o prazer que o homem lhe brindava. Solo quando sintio que o comeava a despojar a das calcinhas, teve um instante de
conscincia, ento aproveito que Luke estava tirando-os cueca, salto da cama e se metio no banheiro.
      - Genista?
      -Quero me dar um banho -foi a primeira desculpa que lhe veio  mente.
      Tnia a necessidade de estar sozinha uns instantes para identificar-se com essa parte de sua personalidade que acabava de descobrir. As carcias do Luke abriram
todas as portas detras das quais tnia escondidas suas necessidades de mulher.
      -Daremo-nos um banho juntos, mas mas tarde, agora vem aqui.
      Os dedos do Luke a rodearam pela cintura uma vez que salio do banho, olhava-a com tal intensidade que a fez trocar de cor.
      -Agora tenho outras idias na mente -de um tiron que sorprendio a jovem, aproximo-a de se.
      Nesta ocasion ela fico acima, seu leve protesto se perdio quando o a silncio com seus lbios, desvanecendo qualquer dvida que pudesse existir com respeito
 intensidade de seu desejo.
      -me toque Genista, me faa o amor da mesma forma como o faz com o Bob.
      Ela tnia as mos apoiadas no peito do Luke, o magro plo de seu peito se enredava em suas mos. Podia sentir os capitalistas pulsados do corazon motivados
pelo desejo, seus poderosos musculos em tension enquanto com os polegares lhe acariciava os p-zones, incrementando sua necessidade de uma completa satisfaction.
Ela nunca imagino que o apetite sexual fora asi, crescendo em espirais de excitacion que, eram to fortes que provocavam uma abundante transpiration. Nesse atalho
de prazer Genista esquecia tudo com excepcion das sensaes. O corpo da jovem estava em tal harmnia com o do Luke que o respondia sem hesitaes. Nesses instantes
ela no tnia medo, seus dedos se habian liberado e hacian atrevidas incurses no corpo masculino. Todo pensamento racional se esfumo, s existia o urgente clamor
de seu pasion. O desejo de entregar-se ao Luke a conduziu at o ponto no qual suas coxas se separaram,
      Seu respiracion se convirtio em soluo, enquanto sentia o primeiro impulso do corpo do Luke contra o dela, suas bocas se fundiram e a garota se esquecimento
de tudo. Curtos suspiros morian sob a presion de seus beijos. Genista o rodeabamn os braos enquanto se arqueava instintivamente para o. Quase impossibilitada para
suportar o crescente desejo, hundia inconsciente as umas nas costas do Luke. Ento, quando pensava que no resistiria essa agonia, a dor desaparecio para dar passo
ao prazer inigualvel que provoca o extasis. Teve que aceitar que no s respondia mas sim agora incitava ao Luke a que lhe possusse em sua totalidade. Apesar da
escurido a jovem intuo que Luke a observava, o unico som que rompia o silncio era sua entrecortada respiracion. A garota experimento um tardio sentimento de verguenza.
Como foi possvel que lhe respondesse desse modo? As mos do Luke se deslizaram ao longo de seu pescoo para finalizar em seu rosto. Parecia que o tentava dizer
algo e a jovem se volvio a olh-lo. O corazon o latia com fora e estava segura de que Luke tambien podia escut-lo.
      -Deus mijo! -murmuro enquanto Luke a abraava de novo. Seus protestos se perderam na boca de seu marido quando derrubo as ultima barreiras de sua inocncia.
      -te relaxe, Deus sabe que no pretendo te machucar.
      Momentos mas tarde se sumergia no mesmo universo de prazer e respondia ao Luke com identica pasion.
      -me ame, Luke, por favor, me ame -o lhe mostrava o verdadeiro sentido da palavra agradar. O mundo da moa se matizo de novas cores, enquanto novas estrelas
nacian em seu universo.
      Foi at mas tarde, quando o prazer os habia deixado exaustos e Luke yacia junto a ela, com um brao ao redor de sua cintura, quando foi consciente de que Luke
era a classe de homem que sempre habia desejado.
      -No nome de Deus Gen, por que no me disse a verdade?
      A garota trato de apartar-se mas o no se o permitio. Tiro-a da cabea com as duas mos e a foro a olh-lo.
      -No se que quer dizer -foi uma sandice dizer aquilo e agora se arrepentia.
      -Sabe muito bem a que me refiro. Por que no me confessou que foi virgem?, eu todo o tempo. . . -calo-se e Gen se sorprendio ao ver sua palidez-. Por que no
me disse que alguma vez habias conhecido a um homem na intimidade?, eu pense que seu soube. . .
      -Tudo o que eu sbia era que me estava ameaando.
      -E seu entregou a mi. Esperava me castigar? Querias que me sentisse como um monstro?
      -S queria proteger ao Bob -respondo Gen com voz baixa-. Seu me ameaou com decide ao Eleine que teniamos relacione intima e no podia permiti-lo.
      -Mas no era certo. Desejava que fosse o enquanto haciamos o amor?
      -Tem importncia? -sua voz era apenas audvel, j que lutava por conter as lagrimas que pugnavam por sair-. H algo que possa todavia importar?
      -Qu-lo muito?
      -O  meu amigo -o respondio sem hesitaes.
      No quis lhe mencionar a operacion do Eleine, ademas, o unico que desejava era dormir e talvez escapar a menor oportunidade para tratar de esquecer como seu
corpo a habia trado. Era inutil dizer que no habia desfrutado, Luke a habia conduzido at as mas altas topos do prazer humano e no podia deixar de reconhec-lo.
Trato de ignorar o desgosto do Luke, o qual parecia aumentar a cada momento. Tudo estava mau, se habia algum que deberia estar molesta era ela.
      -Estas zangado comigo?
      -Zangado? -a Miro incredulo-. Estou enfadadisimo!  uma neofita fazendo o amor, foi virgem! Agora me sinto como um vil violador, crei que jogava comigo e te
asseguro que o saber a verdade, no me reconforta.
      -Podemos anular o matrimnio.
      -No! -a negativa foi terminante-. J me fez sentir como um palhao uma vez e no te der uma segunda oportunidade. Ademas, Bob ama a sua esposa. Estamos casados
e asi nos vamos ficar.
      O a olhava como se tratasse de encontrar algo em seu expresion.
      -Seriamente o sinto,  to inocente como um menino e te nota com facilidade. Por que atuou asi na festa?
      -Eu no gosto da forma em que me observava.
      -E como o fiz?
      -Como se pensasse. . . Como se pensasse. . .
      -Como se pensasse que to grato sria o te levar a cama. E por isso comeou a paquerar?
      Habia algo mas que isso, mas Genista estava muito confusa e cansada para protestar. Habia sido seu ar arrogante, sua confiada segurana de que ela estava alli
s para que o chegasse e tomasse, o que a molesto.
      -Eu no queria me casar contigo.
      -Mas o fez e por um homem que nem sequer era seu amante. Advirto-te que no vou permitir que a lembrana de algum se interponha entre ns.  minha esposa!
      - Machucou-me!
      -Era inevitvel e foi o preo que pagou por sua estupidez. Se me houvesse dito que nunca habias estado com um homem. . .
      -Que habrias feito?
      -H diversas maneiras de iniciar o ato sexual, Genista. Eu supus que sua experincia competia com a minha e te desejava de uma forma to capitalista que no
estava disposto a aceitar suas evasivas e te facilitar as coisas. Vejo que tem sonho, dorme, j falaremos manana.
      Para sua surpresa durmio muito bem, embora se era cedo quando desperto. O corpo da jovem teve que suportar o brao do Luke durante toda a noite. Isso a confundio
um pouco at que recordo os acontecimentos da vispera. Luke dormia at a seu lado, parecia mas jovem, tnia as bochechas rosadas. Genista sintio uma estranha necessidade
de aproximar-se do e toc-lo, queria saber mas a respeito deste homem que a habia feito mulher. Luke se estiro e a savana escorrego de seus ombros, Genista se cubrio
seus olhos ao ver as cicatrizes deixadas por seus umas. Recordo com claridade como as prego quando quebras de onda de extasis a invadian, se volvio arrependida de
ter atuado com tal selvageria. Luke entre sonhos volvio a abra-la debaixo dos seios, o que lhe recordo a intimidade compartilhada horas antes e quanto habia desejado
suas carcias.
      Incapaz de suportar seus pensamentos por mas tempo, se Quito o brao de cima, desentupo-se e se levanto da cama. Foi em busca de roupa interior limpa e se
metio no banheiro para tomar banho. Seu champu estava na mala e volta de pontas para no despertar ao Luke. Uma vaga idia de abandonar o hotel antes que despertasse
cruzo por sua mente. J no temia que falasse com o Eleine. Que o diria? O sbia muito bem que entre ela e Bob nada habia acontecido.
      Entretanto, decidio esperar hasia que tivesse apagado os rastros da noite anterior.
      encontrava-se muito ocupada dentro do banho para escutar o som dos passos atenuados pelo tapete e foi at que oyo o rudo da porta ao fechar-se, quando se
deu conta de que no estava sozinha. Dirigio o olhar para a porta e Miro ao Luke apoiado nela com uma pequena toalha lhe rodeando a cintura.
      -lntentas apagar os rastros de minhas carcias? Sera inutil, hei oido dizer que a lembrana do primeiro amante  algo que a mulher conserva durante toda sua
vida.
      -S quero me dar um banho -a toalha estava fora de seu alcance e desejo com desesperacion ter o valor de cobrir-se com a cortina e sair por ela.
      Luke estudava seu corpo com desfaratez e a foro a recordar como a habia meio doido a noite prvia.
      -Asi que te quer sentir poda antes de me deixar. Era isso o que planejava? Estamos juntos Genista, e j te hei dito que ningum me faz parvo duas vezes, no
quero que a gente diga que minha esposa me abandono despues da primeira noite de vida conjugal. Se me abandonar dire ao Eleine que seu e Bob tenian relacione amorosas.
Eu j se que no  verdade mas  bvio que ela no, de outra forma no habrias acessado a te casar comigo. No se por que estas to ansiosa por proteger seu matrimnio,
mas se o medo de destrui-lo  o que mantm a meu lado, ento essa sera minha arma.
      -No podemos viver juntos! -Genista estava aniquilada.
      -Por que no? Porque te roube a virgindade? Se isso for o que te incomoda e suspeito que asi , talvez agora seja o momento mas apropriado para te demonstrar
que no sempre h dor.
      Se Quito a toalha antes que Gen pudesse reagir. A espuma com a qual se habia ensaboado-se adhirio ao corpo do, enquanto a abraava. Em lugar de carreg-la
e tirar a de alli, comeo acarici-la com suaves movimentos nas costas, massageando os tensos musculos at que estes se relaxaram at contra sua vontade. Seus dedos
se posaram na cintura por um momento, antes de descender e explorar os suaves quadris. Os nervos de seu abdmen tremeram a modo de protesto, como querendo desmentir
o poder dessas incitantes mos. Mas a sensacion que ela recordasse da noite prvia comeava a invadi-la. Os dedos do Luke percorreram suas costas fazendo-a tremer
com uma mescla de temor e prazer.
      -Vejo que  uma dessas garotas s que no gostam de banhar-se nuas, todos os homens lhes agrada ser os primeiros na vida de uma mulher, tanto nas ver como
nas tocar, contigo consegui as duas coisas, no  verdade?
      A garota queria neg-lo mas os beijos que recibia com o passar do pescoo a hacian ver mariposas. Luke se deteve em suas orelhas para roar a parte mas sensitiva
com seus lbios. Sem pod-lo resistir, sob o olhar e se precavo de que quando Luke tomava o sol, o para nu.
      -Se que quer me tocar -suas palavras a aterravam-. No deve te envergonhar,  logico que queira dar prazer quando o recebe. Sua pele tem sabor de pssego.
      Deu-lhe algumas dentadas com delicadeza enquanto suas mos se deslizavam para baixo de seu quadril para atrai-la para o. A moa levanto uma mo para empurr-lo,
mas escorrego no peito ensaboamento do Luke. O impacto de seu musculoso corpo sob a palma, foi devastador.
      -Genista?
      Levanto a vista, ao tempo que Luke aproximava seus lbios aos dela. Solo que esta vez no habia fora neles, mas sim eram uma atormentadora carcia que a para
esquecer que este homem s merecia seu dio. Desejava com ardor prolongar o beijo e aumentar a presion dos lbios para reviver o ocorrido a noite passada.
      Uma pequena careta de frustracion se desenho em seu rosto quando os lbios do Luke se retiraram. Ela o sujeito pela nuca e lhe inclino a cabea at que os
lbios se uniram de novo, Genista se estremecia ao contato da mo masculina sobre seus ombros. Quando a beijo com uma pasion tal que parecia que queria extrair toda
a doura de sua boca, inconscientemente ela inicio um percurso sensual pelo corpo masculino, chegando inclusive a zonas erogenas.
      -Vejo que aprendeste muito, mas eu vim aqui a me dar um banho, no a fazer o amor -deu meia volta para procurar o jabon e ela se sintio frustrada.
      No entendia o que o sucedia, debio agradecer que o no queria continuar. Duvido por um momento, mas seu costume de enfrentar a realidade a obrigo a reconhecer
a verdade: incomodo-lhe que Luke no continuasse o jogo amoroso. Se movio com cuidado e escuto ao Luke que lhe perguntava.
      -Aonde vai? Ontem te disse que nos baariamos juntos e isso  o que vamos fazer.
      -Eu no quero.
      -De qualquer modo te vais ficar.
      O comeo a ensaboar-se e ela o Miro atordoada, sua lngua estava humeda mas seus lbios secos enquanto observava a fabulosa anatomia varonil.
      -Agora trata seu -ps as mos dela sobre seu corpo e observo a expresion de assombro de Gen-. Se te ajudar, fecha os olhos e trfico de recordar que eu tambien
sou humano. Estava-o fazendo muito bem faz um momento.
      Genista se decia que era um chateio ensaboar ao Luke. De subito comeo a experimentar um peculiar prazer; cada carcia a acompanhava com um beijo, cada um
era mas intenso.
      Quando o a levo a cama, sentia uma dolorosa necessidade de prolongar ao maximo o ato sexual. Todas suas inibies se desvaneceram e respondio s carcias do
Luke, com o mesmo ardor. A dor da noite prvia estava esquecido.
      -Diga-o Genista -ordeno Luke enquanto a garota se arqueava sobre o demonstrando asi seu crescente desejo-. me Diga que me necessita.
      -Necessito-te.        '
      beijaram-se com pasi6n e Genista se perdio no universo de prazer que florecio em seu interior. Nesta ocasion no houve dor, a no ser um aumento gradual de
excitacion. A garota no deixava de murmurar o nome de seu marido enquanto se unian seus corpos em um mtuo abandono.
      -Nunca trate de insinuar que no somos sexualmente compatveis -comento Luke j depravado-. Seu talvez ame ao Bob, mas eu sou o unico que pode te levar at
o ponto de que no te importe nada, exceto a completa posesion.
      Genista esteve a ponto de lhe confessar que ela no amava ao Bob, mas um sexto sentido a acautelou. O que sentia pelo Luke era sozinho desejo, no podia ser
nada mas. Entretanto, resultava-lhe inconcebvel que fora capaz de lhe responder asi a um homem que no amava. Amor?, pelo Luke? Isso era ridiculo, ou no?
      Uma voz em seu interior a interrogava. Era possvel que seu medo e agressividade do incio se devessem a um primitivo instinto de autoconservacion? Habia pressentido
que de alguma forma esse homem sria um perigo para sua tranqilidade sentimental? Se trataria de um ato defensivo produto de sua experincia com o Richard?
      No era possvel que ela amasse ao Luke, nesse momento escuto a mesma voz que lhe perguntava. E por que no? No podia ser verdade, negava-se a aceit-lo,
era desejo e nada mas. Colina os olhos e se durmio quase imediatamente. Soho com o Luke e quando desperto, encontro-o sentado junto  janela lendo o periodico.
      -Revista chora enquanto dorme?
      -No o se.
      O a Miro de uma forma to furiosa que a garota sintio medo. O fato de que ela estivesse nua e s coberta pelas savanas a ponian em desvantagem pois o j estava
vestido.
      -Pelo amor de Deus, no me veja asi. Sonha com o Bob se asi Io desejar, mas te acautelo que se chegar a imaginar que pensa no enquanto estas entre meus braos,
me divertire contigo como um homem que compra uma mulher por uma noite. vou caminhar um pouco, mas estiver de retorno na hora de comer e recorda, este matrimnio
durasse enquanto eu queira.
      Assim que o parto, Genista choro como no o habia feito da morte de seus pais. No pelo Bob, mas sim por ela pois habia sonhado com o Luke. No sonho era ela
quem queria fazer o amor e o lhe dava as costas, lhe dizendo com brincadeira que amor era a ultima coisa que o sentiria por ela.
      A ss encarava a verdade: se habia apaixonado pelo Luke Ferguson. Um arrepio a recorrio, o melhor que podia ocorrer era que se cansasse dela antes que se desse
conta de que o amava. O desprezo com o que a trataria era algo que Genista no podria suportar.    '
      "Compatibilidade sexual", asi era corno o habia chamado, mas ela sbia que a forma na qual respondesse ao Luke correspondia a de uma mulher apaixonada. Ela
o amava!, se o houvesse dito antes que se casassem, mas agora era muito tarde. O a habia tido que desposar pois a desejava, embora estava convencido de que o pertenecia
a outro homem. Pela primeira vez lamento sua falta de experincia. De outro modo ela podria reter seu inteire e inclusive obter que o nunca se abuririese dela. Isto
era falso, disse-se afligida. O desejo no era uma base estado acostumada para um matrimnio, algun dia este menguaria e a dejaria esvazia e com o corazon destroado.


      CAPITULO  6
      A manana passo com lentido, em outras circunstncias Genista tivesse sado a caminhar pelo povo que estava ao lado do lago. Observo pela janela mas no habia
sinal do Luke. Aonde habria ido? A lembrana de seu reaccion quando fizeram o amor lhe trouxe um afresco e vivo sentimento de dor. Como foi possvel que no se desse
conta do que o sucedia? Agora ela podia descrever seus sentimentos como amor a primeira vista, embora parecesse uma cursileria.
      A volta um pouco antes da hora da comida, mesma que transcurrio em completo silncio.
      -decidi que talvez sria prefervel retornar a Londres -anuncio enquanto bebian o cafe.
      Algo habia acontecido durante a caminhada que o habia transformado. O olhar que o dirigia agora era impessoal e sua atitude cortes e fria como a que d a um
estranho.
      -No era essa meu intencion original, mas dadas as circunstncias me parece que  1o melhor para os dois.
      Genista foi fazer a bagagem em tanto que Luke liquidava a conta. Termino de guardar suas coisas na mala e Miro a do, perguntando-se se suas bodas recente lhe
brindavam os direitos e obrigaes que os de um matrimnio normal. Quando o entro na habitacion e comeo a desprender a roupa, Genista obteve a resposta. O emprego
todo com uma precision que falava de sua larga pratica. Sem dvida alguma habia viajado bastante e o mas provvel era que no o tivesse feito sozinho. Quantas mulheres
habian gozado em seus braos como o fez ela? A quantas habria amado? Verity sria a unica? Verity, a mulher que prefirio ser a amante de um homem rico que a esposa
de um pobre.
      -Lista? -ela asintio e salio do dormitrio, antes do qual Miro o leito onde se convirtio em mulher. Experimento extasis e dor, aprendio a diferenciar entre
a luxria e o verdadeiro amor. Luxria era o que sentia Richard.
      Quase ao terminar a tarde, chegaram  periferia de Londres. Luke no habia pronunciado nenhuma palavra com respeito ao futuro e Genista sentia como se uma
imensa garra lhe apertasse a frente com mas e mas presion at que esta se volvia insuportvel.
      -Quero ir ao escritrio -disse Luke desviando do caminho-. H uns papis que quero recolher.
      Tudo era o mesmo e o parecia diferente. Era difcil de acreditar que a ultima vez que habia entrado nesses escritrios, o habia feito como uma jovem solteira,
sem saber o que lhe esperava.
      Bob os Miro enquanto se aproximavam, a maior parte dos empregados se habia ido a casa, e este parecio surpreso.
      -No os esperabamos hoje, como foi? -Jilly salio para saudar e Luke o pidio que lhe buscasse certos papis do arquivo.
      Genista pergunto ao Bob pelo estado de sade do Eleine. Seu expresion era grave.
      -Teve uma intervention maior da que se esperava. O cirurgio queria estar seguro de que extirparia todo o tumor -ao terminar estava a ponto de chorar e Genista
o abrao com uma atitude quase maternal.
      -Os medicos fazem coisas maravilhosas nestes dias -disse para reconfort-lo.
      -O se. No  a operacion o que me preocupa,  a reaccion que tendra Eleine. Tive que autorizar por escrito a cirugia e ela antes de entrar no quirofano me
fez lhe prometer que no dejaria que lhe tirassem o. . . O cirurgio me advirtio que se no o hacian ela podria morrer. jDios mijo! -ao dizer isto se cubrio o rosto
com as mos. O estava inclinado e a garota por instinto o rodeio com um de seus braos, situando a bochecha junto a sua cabea.
      -Fez o melhor, estou segura. A operacion sera um trauma em um princpio, mas uma vez que se de conta de que a amas, trocasse de atitude.
      -Claro que se, o amor no  algo que se possa acender e apagar como grifo.Comunicaste ao Bob a boa nova? -nenhum dos dois escuto ao Luke quando se aproximava
do escritrio.
      Genista o Miro e se aterro ao ver a fria oculta solo em parte. Quanto debia odi-la, o a considerava uma sofisticada dama de mundo, bem instruda no que lhe
causava prazer aos homens e em lugar disso descubrio que era uma inexperiente virgem. Se as olhadas matassem, j a habria fulminado.
      -Que notcias? -pergunto Jilly-. No me diga que ao fim Gen assino o armistcio nesta guerra que o tnia declarada ao sexo oposto?
      -Espero que se -respondio Luke, seco-, de outro modo pressinto que nosso matrimnio no sera um exito.
      - Matrimnio! -Jilly e Bob exclamaram com incredulidade ao mesmo tempo.
      -casaram-se? Como pde faz-lo sem nos avisar? -reclamo-lhe a secretria-. Quero que me conte tudo. Que vestido usou? Quando o decidiram? Sempre assegurou
que Luke voc no gostava e que. . . ela inclusive me chego a convencer de que no sbia o que Luke sentia por ela. Mas eu pude ver com claridade que voc se habia
apaixonado por meu amiga desde a primeira vez que a viu.
      -Que perceptiva.
      Era ela a unica em notar o sarcasmo escondido naquelas palavras?, perguntava-se Genista. O bate-papo do Jilly ressaltava mas ante o silncio dos outros pressente.
Bob os felicito com simulada alegria, Genista sbia que seus pensamentos estavam com o Eleine. Pobre Bob! Genista desejava que houvesse alguma forma de ajud-lo.
      - obvio deixasse de trabalhar - murmuro Jilly-. Luke tem algun apartamento em Londres, bonito mas com mveis resistentes aos ninos? -aadio sem dissimular
a direccion que tomavam seus pensamentos.
      -Lhe estas adiantando inclusive a ns -respondio Luke, divertido-. Enquanto isso chega, informo-te que no vivo em Londres, mas sim tenho uma casa a cinqenta
kilometros daqui. Esta no campo e o prazer de retornar alla despues de um tedioso e comprido dia de trabalho compensa com acrscimo o percurso.
      -E agora aumentasse esse prazer pois Genista te aguardasse alli. Seu sempre amaste o campo, no  asi Gen? No fundo  uma jovem camponesa, embora acredite
que isso voc j sabe.
      -No tivemos muito tempo para nos conhecer -disse Luke, suscinto-. Estivemos ocupados com assuntos que requerian atencion mas imediata.
      Jilly sonrio, enquanto Genista se ruborizava.
      -Pois bem, acredito que teve uma idia genial ao casar-se. Meu unica queixa  que no me convidaram  bodas.
      -Foi uma cerimnia muito singela. Caso-nos o padrinho do Luke em uma region prxima ao lago.
      -Que te ps? Quero saber todos os detalhes.
      -Um vestido de seda verde palido -Luke adiciono antes que Gen pudesse responder.-E estava maravilhosa.
      Tudo era para manter as aparncias, e at asi o corazon da garota se cheio de felicidade.
      -Seda verde? No sera aquele horrvel conjunto que comprou a semana antepassada Gen? -questiono a secretria-. Aquele que foste usar para o batismo de no
recordo quem?
      Genista percibio o olhar do Luke em tanto que ao pinar em sua bolsa, encontrava o enrugado cheque em branco. O que queria era que no estivesse vestida com
algo que lhe tivesse comprado outro homem e como essa roupa a pago ela, no tnia por que incomodar-se se se inteirava que no habia usado o cheque.
      -No foi esse, que elegi era de um verde mas palido.
      -Por que estas to calado, Bob? -Genista fez uma careta de desgosto ao escutar ao Luke, pois o de seguro Io habia feito com m intention.
      -Talvez sejam os anos -respondo este em voz apenas audvel-. Genista sabe que os desejo toda a felicidade do mundo e reconheo que sou egoista ao me preocupar
com perder a to valiosa ajudante.
      -Muito egoista  verdade -disse Luke com frieza-. Tendras que faz-lo, Genista estivesse muito ocupada em nossa casa e no h ningun recien casado que goste
de encontrar a sua esposa exausta todas as noites.
      -Que boa sorte -cichicheo Jilly com ar de cumplicidade-. Que daria eu por esperar ao Luke todos os dias.
      Gen e Luke partiram ao momento. O coloco os papis na parte posterior do carro e despues abrio a porta para que Gen pudesse subir.
      O silncio entre eles parecia ter agora um novo ingrediente de hostilidade. A cabea da garota comeo a palpitar com dor.
      dirigiram-se para o oriente pela estrada M-4. A region lhe resultava pouco familiar a jovem. Quarenta kilometros despues de sair de Londres Luke tomo por um
caminho secundrio, ao faz-lo levanto uma nuvem de p e o unico que a moa pde distin-guir foram altos sebes.
      Luke prendio o rdio e as notas de uma popular cancion comearam a escutar-se. A jovem trato de relaxar-se, mas era impossvel. Lhe roubo um olhar a seu remoto
perfil. Estava concentrado no caminho, mas o desgosto mostrado no escritrio habia desaparecido. Sua camisa se encontrava aberta dos primeiros botes e lembranas
de como o habia acariciado apareceram na mente da moa.
      -Que acontece? Me salio de repente outra cabea? Gen desvio a vista, odiando-se por haver-se deixado surpreender enquanto o observava. Se sentia como um avaro
que observa seu ouro e armazena lembranas do, para levar-lhe ao morrer. Habian percorrido alguns kilometros quando aparecio uma granja com uma casa uso Tudor. A
fachada bianco e negra da planta alta estava iluminada pela luz da lua. A casa tnia um ar de tranqilidade que cmulo o machucado corazon da Genista. pergunto-se
a quem habria pertencido. A algun rico latifundirio sem dvida. A distribucion da construccion era similar a uma "E" sem a parte central. As duas asas exteriores
protegian a estrutura central. Luke estaciono o carro e aciono um interruptor que abrio as duas portas em forma automatica. Esta vez Gen no desvio a vista quando
o se volvio a v-la.
      - esta sua casa?
      -Se de algo pode estar segura  de que no te vou levar a de outra pessoa.
      -Mas. . . mas  maravilhosa -murmuro confusa.
      -Que esperava? Alguma monstruosidade vitoriana, com o interior remodelado por algun disenador de moda? Vi esta casa pela primeira vez faz vinte nus, quando
todavia estava na escola e ento jure que algun dia sria minha. Pode cham-lo um caso de amor a primeira vista.
      -Surpreende-me que cria nessas coisas -as palavras tiveram um sotaque de dor. At recentemente ela no creia nisso e agora no tnia nenhuma dvida.
      -Seu no me conhece o suficiente, ou se? o amor no  conseqncia de algun plano. No obedece mas leis que as prprias. Estou seguro de que lhe habras dado
conta da forma inoportuna e s vezes cruel com que aparece. Despues de tudo, isso  algo que aprendeu desde sua primeira experincia, ou no?
      Por um momento Genista penso que o habia adivinhado seus sentimentos. Seu rosto se volvio branco como o papel, seus lbios tremiam e estava a ponto de neg-lo
quando se deu conta de que se referia ao Richard. Luke no podia saber que o amava, debia mant-lo sempre em segredo. Pouco despues caminhavam rumo  casa, que estava
s escuras.
      -H algum que deve limpar todas as manhs e deixa a comida preparada no caso de como em casa. Prefiro no ter servido de planta.
      Aciono o interruptor e o portico se ilumino, Genista Miro a seu redor, seus olhos se abriram com prazer. O portico era de madeira. Uma vez para dentro da casa
viu os preciosos toalhas de mesa persas e em uma grande mesa central habia um jarron cheio de flores.
      -A sala esta alla -murmuro Luke, lhe tocando um brao- antes era a biblioteca. Dava instrues de que deixassem o jantar preparado para dois, e vou pelas malas.
      Genista estava na biblioteca quando a volta. A habitacion mas que luxuosa era comoda.
      -Imagino que deve concluir muito bons negcios quando tem reunies aqui -comento ao Luke quando entrava.
      -Esta  minha casa, no um centro de conferncias. No a adquiri como um deducible de impostos, se isso for o que quer dizer. Se desejo trabalhar, vou a meu
escritrio. Esta casa me serve para me relaxar. Talvez te chame ocasionalmente de Londres solo para me distrair. Ademas, no tendras que trabalhar para te manter,
no h por que preocupar-se. E falando desse ponto -sirvio dois copos de um liquido e adiciono-:  usque maltes, bebe-o, voc hara bem pois estas muito palida.
Enquanto dure nosso matrimnio te der uma pension, embora e no espero nem quero que atue como minha secretria, tendras certas. . . responsabilidades. Necessitasse
roupa nova. . .
      -No quero seu dinheiro! -Genista deixo o copo, seu contedo estava intacto e sua voz refletia sua ira-. Tenho o dinheiro suficiente para satisfazer meus desejos
e no quero o teu.
      -De qualquer modo o vais ter. Destruiu o cheque que te dava para que comprasse o vestido para as bodas, seu orgulho no lhe permitia usar algo que tivesse
pago eu. Pois bem, eu tambien tenho meu orgulho e por todo o tempo que seja minha esposa, eu te vou manter. Entendido?
      Por um instante a garota o desafio com o olhar, mas a do Luke, fez-lhe intuir que o melhor era atuar com cautela.
      -Suponho que podre ficar com meu carro.
      - Que dirias se me opuser? Confinar a esta casa como a um prisioneiro antes que te permitir tocar algo que no te tenha dado eu. No tenho nenhuma praga e
no te vou poluir.
      -J o fez -o disse to baixo que penso que no a habia escutado, at que o rudo do copo ao rompera fez reagir. O copo yacia feito pedaos, enquanto Luke estava
palido da fria.
      -Sempre me vais recordar isso verdade? Que se supe que devo fazer? Purgar uma pena pelo resto de minha vida porque roube sua virgindade? Que  o que mas te
incomoda, Genista, o fato de que no tenha sido Bob ou o fato de que o tenha desfrutado?
      - desprezvel.
      -Desprezvel ou no, sou seu marido.
      Quando Luke salio dando uma portada, Genista se sento na cadeira mas prxima. Escuto o rudo do Masserati enquanto se afastava, apesar de que passaram alguns
minutos antes que se desse conta de que Luke a habia deixado sozinha naquela casa. Espero mas de meia hora e como no retornava se paro sobre suas trementes pernas
e comeo a explorar os arredores.
      Terminando o corredor que salia da biblioteca se chegava ao salon de jogos o qual era bvio que habia sido remodelado durante a epoca georgiana. Estava decorado
em um verde palido e nesse momento comprendio por que ao Luke gostava mas a biblioteca para relaxar-se, era muito mas familiar. Familiar! Aonde a levavam seus errantes
pensamentos? Qualquer famlia que ocupasse esta maravilhosa casa no sria do Luke e ela, mas a idia dos filhos que o podria ter com outra mulher, causo-lhe uma
dor que laador seu tenro corazon.
      Detras da biblioteca estava o comilo, com mveis elegantes e antigos que brilhavam sob a luz dos candelabros, Genista fecho as portas dobre com cuidado, imaginando
aquela mesa com uma grande famlia. A cozinha habia sido modernizada por completo, mas em certa forma mantenia seu aspecto tradicional.Habia uma nota que decia que
a salada e o frango cozido estavam no refrigerador. Genista no tnia apetite e se mantendria alerta para detectar o primeiro som que lhe indicasse que o Masserati
habia chegado.
      Como passava o tempo e Luke no volvia, retorno  biblioteca, sem ter o valor de explorar o piso superior pois se sentia como um visitante que necessitava
a permisso do dono. Dormia em uma cadeira da biblioteca, quando algo desperto. Escuto uns lentos passos que cruzavam o portico e o rudo da porta principal ao abrir-se;
a garota conteve a respiracion. Eram mas das duas da manana, aonde habia estado Luke?
      O abrio a porta da biblioteca e fico parado olhando com olhos brilhantes a jovem.
      -Esperando como uma esposa fiel? -sua voz no era normal e Genista se precavo de que estava brio-. Por que? Voc sentias s sem meu? Seu me desejou Genista,
no importa que seus olhos o neguem. Agora estas a salvo -murmuro-. Deberias agradecer que no te ensinei o que  a luxria. Odeia-me, no  verdade? - demando furioso-.
Tome sua virgindade e seu nem sequer tiveste o valor de admitir que gozou a experincia. Pelo contrrio, culpa-me e me detesta.
      -Se me indicasse qual  meu dormitrio.
      -Escolhe o que goste, inclusive se quer pode compartilhar o mijo, mas seu no querras fazer isso, verdade Gen? Talvez um dia v a meu habitation e atue como
uma mulher. Podria acontecer isso? Ningum deberia tocar o que o habias devotado em silencio a seu amado Bob. Pequena tola, vais desperdiar toda a vida amando a
um homem que no te quer? Genista o Miro aos olhos e lhe respondo:
      -Se -despues de tudo era verdade, embora o homem que ela amava no era Bob, a no ser o prprio Luke.
      EI a sotaque ir acrescentar nada mas. Sua mala era muito pesada para que a subisse sem ajuda, asi que s saco seu camison de seda, pois o unico que desejava
era dormir, e esquecer.
      A primeira porta que abrio pertenecia a uma habitacion com mveis masculinos e a garota deduziu que era do Luke e colina a porta. O corazon o latia com fora
enquanto se dirigia ao outro extremo. Este era o dormitrio para os convidados, estava decorado em suaves tons rosa e tnia um banho. Genista se deu uma rapida ducha
e se metio imediatamente entre as frias savanas de algodon. EI insistente repico do telefono desperto, algum respondo pois o rudo cesso de repente. Abrio os olhos
e Miro a seu redor. EI sol entrava pela janela, levanto-se da cama e caminho para alla. Corrio as cortinas e pde ver os formosos jardins na parte inferior.
      -Genista! -a voz e uns leves golpes na porta lhe avisaram que Luke estava fora.
      Imediatamente abrio. Vestia umas calas de mezclilla e uma magra camisa de algodon. Tudo os sinais da bebedeira da noite prvia habian desaparecido.
      -Minha irm falo por telefono, Amy a informo de nosso matrimnio e vem para aca a te conhecer, chegasse antes que anochezca -seu olhar se poso no camison de
seda e Gen teve a impresion de que esquecia o que lhe ia dizer-. Marinha deseja nossa ajuda, quando a conhecer comprenderas que no lhe importam nem um cominho os
planos alheios, embora te faz participe dos seus. . . Nesta ocasion considero que a devo ajudar. Phillip lhe falo, quer voltar com ela.
      Deu meia volta e Genista no teve ningun problema para imaginar em que pensava. Escassas quarenta e oito horas despues de casarse inteirava de que a mulher
que amava estava livre. Talvez Verity se habia dado conta de que a riqueza no se comparava ao amor ou quiza soube que podria os ter aos dois.
      -Marinha no sabe como vai tomar o Lucy, meu pequena sobrinha. Quando Phillip as abandono, lhe disse horrores sobre seu pai, em que pese a que eu o adverti
que no o fizesse, nunca me fez conta. Agora tem medo de que a menina rechace a seu pai, ademas, a situation entre eles dois todavia  muito delicada e minha irm
pensa que sria melhor se tivessem oportunidade de estar algun tempo sozinhos.
           -Espero que este no correto.
      -Marinha vai trazer para o Lucy aqui despues de classes.  uma Nina obediente e sensvel, e esta em uma idade na qual os meninos sentem as coisas com intensidade.
No quero que cresa com a idia de que no existem matrimnios felizes.
      -Que insinua?
      -Que durante a estadia de minha sobrinha, compartiras meu habitacion. J pus sua mala alli, pode acomodar suas coisas e eu preparar o caf da manh. No pense
que me aproveito da situacion para te obrigar a dormir comigo e no peo seu cooperacion para benefcio mijo, fao-o por ela. A Nina amava a seu pai e sufrio muito
quando este as abandono.
      -Muito bem, mas com uma condicion.
      -Qual ?
      -Enquanto este Lucy nesta casa eu vou atuar como se fora a mas feliz das recien casadas, mas uma vez que se partiu quero que comece a tramitar o divrcio.
Seu me chantageou para que me casasse contigo e eu hare o mesmo para que me d-jes ir.
      -J vejo -era impossvel julgar seu reaccion a traves de suas palavras-. Agora os dois sabemos que terreno pisamos. Eu devo a Marinha este favor, pois despues
de todo eu presente ao Verity com o Phillip.
      "Verity", penso Genista, "quem agora esta livre. De seguro por isso Luke no ps nenhuma objecion esta vez".
      -Muito bem, mas se me engana nosso acordo no tendra vaIidez.
      -Ire a tirar minhas coisas -o estava junto  porta e Gen teve que tomar ar antes de passar a seu lado.
      Percibio a fresca fragrncia de sua colnia e em um momento de debilidade desejo aproximar-se e abra-lo.
      -A senhora Meadows estivesse aqui muito em breve. Sera melhor que lhe avise da inesperada chegada do Lucy -em seguida se dirigio  cama onde durmio Gen e comeo
a arrum-la-. No quero que ningum faa comentrios maliciosos pois  muito provvel que Lucy os escute.
      Eram inimigos, Gen o sentia no silncio que os envolvia e teve que ser forte para no deixar escapar as lagrimas.
      Eram mas das quatro, quando um Citroen se estaciono frente  porta principal. Descendio do uma elegante mulher de cabelo escuro a quem Genista tivesse reconhecido
como a irm do Luke aonde a encontrasse, acompanhada de uma menina que at vestia o uniforme da escola. Parecia to jovem e vulnervel que Gen imediatamente se sintio
identificada com ela. O habria j notificado Marinha a volta de seu pai?
      -Luke,  um desgraado. Por que te casa sem me avisar? D-te conta de que roubou ao Lucy seu unica oportunidade de ser dama de honra?
      Enquanto isto decia, Marinha entrava na casa. Seu nervosismo se podia perceber at  distncia. Gen fixo a vista em seu marido, este olhava a sua sobrinha
com afeto. A menina vnia detras de sua me com expresion de desconcerto.
      -Lucy habria odiado ser dama de honra -disse com brutalidade-. Como vai no colgio, pequena?
      - muito tedioso.
      Era bvio que tio e sobrinha sostenian uma relacion que no existia entre menina e me. Fisicamente no eram parecidos, mas quando a menor sonrio, Gen a encontro
identica a seu tio.
      -Ela quer ficar uma temporada contigo -senalo Marinha com rapidez-. Luke  um amor, a minha filha gosta de ficar aqui e  conveniente pois sua escola esta
muito mas perto daqui que da Frana.
      Genista sonrio embora lhe assombrava a atitude de Marinha.
      -No posso ficar muito tempo -falo com muita rapidez-. Lucy corre alla acima e emprega suas coisas, tenho que falar com seu tio pois devo partir despues do
jantar.
      -J  uma adolescente e no uma menina -senalo Luke quando sua sobrinha desaparecio-Lhe h dito o do Phillip?
      -Tentei-o, mas no tive a oportunidade.
      -E como planeja ir despues do jantar, j no a vais ter, verdade? -comento Luke com brincadeira.
      -Eu se que seu podras fazer o melhor que eu -argo Marinha com tom suplicante-. Eu no posso faz-lo, meus nervos. . .
      -No deveu falar mal do Phillip com a menina -declaro molesto-.  uma parva.
      -Que agradvel maneira de lhe falar com sua irm! Eu no te peo favores com freqncia, e despues de todo este  muito pequeno.
      -De verdade asi o crie? Deixa a uma sensitiva adolescente ao comeo de nossa lua de mel, e ademas espera que ns sejamos quem lhe informe, que despues de quatro
anos de separacion seu pai e sua me decidiram voltar a estar juntos. Pergunto-me se Phillip se d em realidade conta do que esto fazendo.
      -No  correto que diga isso! -a voz de Marinha se quebro na ultima palavra e para aumentar o embarao da Genista, as lagrimas apareceram nos olhos da mulher
maior-. Vou a meu quarto.
      -No hayrazon para que me olhe como se fosse um monstro. A Marinha gosta de chorar se com isso consegue o que quer.
      -Ela  sua irm.
      -- J o se e essa  uma das razes pelas quais nunca pude odiar ao Phillip como se merece. Pobre diabo!
      -Se quer retornar com Marinha deve ser porque a ama. Vais dizer ao Lucy?
      -No me parece que haja outra sada. Minha irm  capaz de partir sem lhe mencionar nada e a menina se inteirasse assim que retorne a sua casa. Marinha foi
a menina mimada de nossos pais e como resultado espera que todo mundo se dela compadea. Espero que Phillip saiba o que faz.
      Suspeitando que sua cunhada acostumada a trocar-se de roupa para o jantar, Genista subio e Luke fico na biblioteca. Eles tendrian que compartilhar a habitacion,
mas Genista habia decidido permanecer junto ao, o menor tempo. Estava sentada frente ao espelho de seu dormitrio aplicando-a sombra para os olhos quando escuto
a voz. Como s tnia uma pequena toalha acima de sua roupa interior, sobressalto-se um pouco.
      -Sou Marinha, posso entrar? -por um momento Gen se sintio defraudada. Esperava que fosse Luke? O nunca habria batido na porta de seu dormitrio.
      Sem dvida Marinha no quis conversar com ela estando Luke presente.
      -Sinto-o -se desculpo a mulher-. No sbia que no estava vestida. Aonde deixou a meu irmo?
      -Na biblioteca quer falar com o?
      -No, a menos de que este mas acessvel que faz momento. s vezes esquece que sou cinco anos maior que o. deixou que o triunfo nos negcios o converta em um
insensvel. Argumentar toda essa histria da lua de mel! Ns somos duas mulheres de mundo, querida, conheo meu irmo, o no  um monge. O recordar  perversa do
Verity suporta a alegrar-se de que no se casaram. O habria feito sozinho pelo dinheiro que tem e talvez agora o interne. Como j no tem ao Phillip, tratasse de
reconquistar ao Luke outra vez. Ela pensasse que este apressado matrimnio no pode ser muito estvel. O que ignora  que o nunca retornasse com ela, tornou-se de
corazon duro e nunca a perdoasse. Como lhe decia, esse absurdo pretexto da lua de mel. Espero que no leve a mal o que eu fale asi mas  que nestes dias todo mundo.
 .
      -Todo mundo antecipa sua noite de bodas.  isso o que foste dizer? Equivoca-te querida irm, no conoci a Genista com anticipacion suficiente para chegar a
isso. A noite de bodas minha esposa era to pura e virgem como o  hora Lucy.
      Marinha o dirigio um fulgurante olhar ao Luke. Genista suspeito que a outra mulher no dava credito a revelacion do. Em tanto que a aludida estava avermelhada
por causa da verguenza.
      -Virgem? -os olhos de Marinha se abriram incredulos-. Suponho que debi imagin-lo. Meu irmo sempre deseja o melhor e no se conforma com coisas de segunda
ou terceira mo. Verity no tendria a menor oportunidade agora. Ou se?
      -Envergonha a Genista e a meu insulta. Eu me case com  Gen porque a amo e no por outra razon.
      O era um excelente ator, penso Genista com amargura. Enquanto Marinha o observava em silncio.
      -E agora, se te sair me desse a oportunidade de me trocar para o jantar, despues da qual poderemos discutir o que se o dira ao Lucy.
      Sou pretexto de arrumar a mesa, Genista siguio a sua cunhada. antes disso Luke lhe disse:
      -Fugindo? Por mim ou de ti mesma?
      A jovem encontro ao Lucy no comilo. A adolescente se habia trocado o uniforme da escola por um precioso vestido de algodon. A criatura sonrio de tal modo
que Gen recordo a seu marido.
      -Sinto muito que minha me me deixe aqui quando esto em sua lua de mel -se desculpo a jovencita. Suas maneiras eram os de um adulto, mas seus dedos trementes
demonstravam que no o era e Genista sonrio para lhe dar valor.
      -Isso no tem importncia, ao Luke adora que esteja aqui.
      -Mama s vezes no sabe o que fazer, no pensa -Lucy caminho para a janela-. Me inteirei que ela e batata vo voltar a viver juntos. O me escribio e me conto
isso, embora eu no o hei dito a ela. No foi por deslealdade mas sim porque ela fica muito nervosa. O ia dizer ao tio Luke.
      -Estou segura de que o habria entendido--lhe respondio Gen, molesta ante a atitude dos adultos. Como podian os pais do Lucy lhe deixar esse grande peso a esta
menina que logo que entrava na adolescncia?-. J no se preocupe, deve estar contente de que tudo tenha acontecido asi.
      -Queria est-lo, mas tenho medo de que as coisas no funcionem e se voltem a separar. Minha me  muito. . . instvel e meu pai deve ser muito paciente com
ela. Penso que esse foi o verdadeiro motivo pelo qual se foi com o Verity na primeira oportunidade. Se que no  correto que eu diga isto, mas mama teve grande parte
de culpa. E no o digo sozinho para defend-lo, pois Verity penso que tnia mas dinheiro que meu tio. Soube que ela e isto-ban Luke comprometidos? -pergunto angustiada.
      -Claro que se. E agora te sugiro que espere a que venha Luke para que possa falar com o. Demoraremos o jantar um pouco, acredito que se sentira aliviado quando
lhe confessar, que estas inteirada da reconciliacion de seus pais.
      -Mama me ia deixar aqui para que o tio me dissesse isso? Pobre tio Luke!
      Genista distraiu a atencion de Marinha quando esta baixo. Lucy desaparecio em direccion da biblioteca, retornando dez minutos mas tarde com o Luke, seu rosto
brilhava com um sorriso. Genista reflito com inveja na sorte que tnia a pequena ao confiar em algum desse modo. deu-se tambien conta de que Luke no o decia a
sua irm as confidncias que lhe fizesse Lucy, em castigo por sua falta de vision e comprension. Como a amonestaria a ela se descubria que se habia apaixonado pelo?
      -Cuidado com o Verity -acautelou Marinha a Gen quando caminhavam a ss despues do jantar-. Se que Luke esta apaixonado por ti, mas ela  uma mulher decidida
a tudo e em extremo bela. "!Apaixonado por ela!, se soubesse a verdade", penso Genista enquanto o Citroen se afastava.  Uma rafaga de vento a fez tremer.
      -Tem frio, sera melhor que v dentro -disse Luke-. Tenho trabalho que fazer, asi que te deixo com o Lucy para que se conheam. Prometi-lhe que passasse um
tempo formidvel enquanto este aqui. As duas juntas podran manter-se ocupadas.
      -Que amvel -declaro sarcastica.
       -E o prometi ademas comprar o que ela queira.
      - essa a unica forma que conhece de satisfazer s mulheres?
      O deu meia volta e Gen tremo ante o olhar daqueles olhos, mas se nego a deixar-se intimidar. Lucy os esperava junto  porta e os observava com ateno.
         - cTurista ou loteria? -sugirio o. A pequena os olhava desconcertada e Gen precavendo-se do que pensava adiciono:
      -A meu me encantaria o turista e a ti Lucy? Nesse momento tomo uma decision. A essa menina os adultos j a habian ferido suficiente no transcurso de sua vida,
ela no pcrmitiria que se derrubasse a fachada de um matrimnio feliz.

      CAPITULO 7
      G

      GENISTA abrio os olhos a seu pesar. Estava deitada dando a cara para a janela, o resplendor do sol se veia a traves das cortinas. Olhou seu relgio, as oito
e meia!, volvio a cabea com preocupacion, mas se precavo de que Luke se habia despertado a tempo para o trabalho. Sobre o travesseiro estava o rastro de sua cabea.
      No recordava a que hora se habia deitado Luke, pois o ultimo do que foi consciente era de que subio s enquanto seu marido ficava na biblioteca. Lucy era
uma menina sensitiva e inteligente e no tnia a menor ideia de como dirigir a situaci6n para conservar a aparncia de um casal feliz. desentupo-se e sintio uma
repentina nauseia. O jantar da noite prvia habia sido excelente e no habia ingerido algo que lhe fizesse da,  mas, quase no habia comido nada nos ultimos dias.
      Quando se metio no banheiro, a sensacion de mal-estar habia desaparecido, deixando-a um pouco tremente e muito aliviada. Suportar uma enfermidade era o unico
que lhe faltava nesse momento para encher de infortnio.
      Lucy se srvia um pouco de cafe quando Gen Escolho  cozinha vestida com uma cano e calas de mezclilla.
      -Ol, estava a ponto de te levar o cafe  cama, Luke me pidio que no despertasse muito cedo e que te dissesse que teve que ir ao escritrio e que regresaria
ao redor das cinco.
      Acalmada e agradecida, a garota se sento a desfrutar da aromatica bebida que Lucy lhe oferecesse. Ao fim tendria um dia sem os molestos vituperios do Luke
e sem sua presena temerria.
      -Pense em ir montar a cavalo esta manh -informo Lucy despues que terminaram o caf da manh-. H um estbulo prximo. Voc gustaria vir comigo?
      Fora o sol brilhava esplendoroso sobre o cuidado jardin e o prospecto de sair era tentador.
      -Eu adoraria, mas no sou uma amazona. De fato, no estive em um cavalo desde que era uma adolescente e ademas no tive tempo de explorar os jardins.
      -Que te parece se fizermos um trato? -sugirio a menina com jovialidade-. Montamos toda a manh, retornamos a comer e despues vamos visitar os jardins. Estes
so muito extensos, ademas de que rodeia a casa, h um par de hectareas com mastreie e um precioso lago. Ao Lucy no sinto saudades que Genista conhecesse to pouco
de sua nova casa. E esta em silncio benzeu a simpatia que lhe mostrava a menina. Parecia mas feliz esta manh e enquanto Genista levantava os trastes sujos do caf
da manh e escribia uma nota para a senhora Meadows, Lucy subio correndo a ficar sua equipe para montar. Gen no tnia que tirar-se suas calas de mezclilla lhe
asseguro Lucy quando expressasse suas dvidas e habia chapus suficientes no estbulo.
      Habia passado muito tempo da ultima vez que Gen estivesse na campina e quase esquecia o deleite de caminhar colina abaixo pela manh. O cu tnia o tom azul
que solo se podia ver no ms de junho. Habia orvalho esparso sobre a erva do caminho.
      -Humm, que rico ar,  como respirar a liberdade, eu odeio a escola. Mama era muito inteligente, debio inscrever-se em Cambridge, mas conocio a batata e sotaque
de estudar. Agora insiste em que devo terminar uma carreira, parece que no pode entender que as aptides que ela tnia para a aprendizagem no as eu herde.
      -Que lhe gustaria fazer?
      Pergunto Gen sabendo de que se pode trocar radicalmente de forma de pensar entre os quatorze e os vinte e quatro nus. Em uma decada Lucy podia lamentar o
no ter concludo uma carreira. Gen habia descoberto que embora o dinheiro no o era tudo, algumas moas de seu generacion encontravam suas profisses to estimulantes,
que no as abandonavam embora no tivessem necessidade de trabalhar. Ao recordar seus epocas de adolescente, antes que conhecesse o Richard, apareceram em sua mente
as garotas solteiras com uma mescla de machuca e horror. Suspeitava que as adolescentes de agora no eram muito distintas.
      Os estbulos estavam situados em um terreno baixo a pouco mas de um kilometro da casa. Quando chegaram, encontraram que todos os cavalos estavam ocupados,
mas a jovial muchachita asseguro a Genista que se esperavam quinze minutos, o senhor Lawson os conseguiria duas bons exemplares. Enquanto esperavam Gen estava feliz
observando a um gato que rondava pela cavalaria at que encontro refgio em uma sombreada esquina. Lucy conversava com a moa que ajudava nos quehaceres do estbulo.
      Genista no se habia dado conta da intensa tension que habia suportado desde suas obrigada bodas at que sintio um tremendo cansao. O ar fresco aumentava
essa sensacion de esgotamento. Estava a ponto de ficar dormida quando escuto uma agra-dable voz masculina que despertava.
      -Uma beleza dormida -disse este brincando-.  uma machuca que se despertou.
      Sentada na velha cadeira com a qual sria provida suas arreios, Genista pde ver o que segun ela se tratava do dono do estbulo. O vestia uma camisa a quadros
aberta dos primeiros botes, umas calas de mezclilla e umas velhas botas de montar. Tnia o rosto bronzeado e os olhos azuis. Era mas jovem do que esperava, quando
muito trinta anos foi seu calculo.
      -Sou Trevor Lawson -disse a modo de presentacion-. Belinda me disse que lhe interessava alugar um par de cavalos.
      - verdade -aceito Gen-. A sobrinha de meu marido queria montar e eu o prometi que a acompanaria, embora no sou perita.
      -Marido? Esta voc casada? -em realidade falo com pesar ou habia sido sozinho seu imaginacion?-. Pois bem, o unico que tendra que fazer  registrar-se no escritrio
e vere que posso fazer. Fiz-me cargo deste negcio h pouco, embora vivi na region por muitos anos -o homem coxeava ao caminhar-. Esta perna fico asi devido a um
acidente em uma carreira, tive muita sorte de no perd-la. Claro que foi uma carreira de automveis no de cavalos, meu doutor me recomendo montar como terapia.
Eu gosto tanto a equitacion que compre este lugar. Ningum quer a um corredor de carros que tem medo dos acidentes. Apesar de que me recuperei quase por completo,
j perdi meu sangue fria.
      A Genista o sorprendio a confiana deste homem a quem apenas conocia, mas o sonrio pormenorizada.
      -Vive voc por aqui? -pergunto Trevor enquanto caminhavam para o escritrio.
      -No muito longe -respondio Gen enchendo a forma.
      -Esta voc casada com o Luke?.-inquirio Trevor ao ler a solicitude.
      Parecia to surpreso que Gen ficou  defensiva.
      -Sinto-o -se desculpo o homem quase imediatamente-. Meu intencion no era incomod-la, solo que conheo o Luke muito e o nunca menciono que estivesse.
      -EIlos se apaixonaram e se casaram com rapidez -disse Lucy aparecendo a um lado deles-.!Penso que foi muito romantico! -suspiro.
      "De verdade o pensava?", medito Gen, enquanto ela e Lucy se dirigian pelos animates. Habia algo no que no habia repensado, necesitaria muchisimo valor para
sobreviver despues de abandonar ao Luke.
      Pouco antes da hora de comer, ela e Lucy retornaram  casa. A senora Meadows preparo pires frios para ambas e enquanto comian Lucy comento a Gen que ela habia
fascinado ao Trevor.
      -O  igual com todas as mulheres.
      -E suspeito que Belinda esta apaixonada pelo -adiciono Lucy surpreendendo a Gen com seu percepcion-. Ela o olhe da mesma forma como tio Luke lhe olhe a ti,
como se tivesse fome.
      Genista no se atrevio a desiludi-la. Em lugar disso lhe recordo sua promessa de acompanh-la a explorar os jardins. No tnia idia do que Luke acostumava
fazer quando retornava. Habia um inmeso refrigerador na cozinha que estava bem provido, asi que preparar o jantar no srio um problema. Saco do congelador um pouco
de carne e a complemento com uma salada com pate como pires forte, despues fruta fresca. Foi o menu que o parecio mas apropriado para jantar.
      Quando saram a passear, primeiro percorreram o jardin que rodeava a casa, a metade do trajeto Gen se sintio de repente muito enjoada e teve que sentar-se
junto a um arbol. O enjo foi seguido da mesma nauseia que habia experiente essa manana e se comeo a perguntar se era possvel que algo do que habia comido lhe
tivesse feito mal. Lucy a olhava angustiada, despues lhe pergunto se preferia retornar  casa, e Gen o respondio que no.
      Se ia se encerrar na habitacion, no podria evitar pensar no Luke e imaginar quo maravilhoso tudo sria se o a cuidara.y a amasse em vez de desej-la com
luxria. A lembrana de quando fizeram o amor, causo-te um tremor de pernas. Debia fazer at o impossvel porque no voltassem a encontrar-se em situaes propcias.
O lhe disse que se caso sozinho para saciar seu instinto, mas isso foi antes que soubesse que ela era inexperiente e agora esse desejo parecia haver-se esfumado
por completo e de seguro se arrepentia de haver-se casado.
      Enquanto chegavam ao lago, Genista se convencia de que nada mas habia sido por seu orgulho e pela inesperada visita do Lucy, por isso Luke todavia no comeava
a tramitar o divrcio. Despues de tudo, desde sua volta da Cumbria no a habia voltado a tocar. Lucy lhe assinalo o lugar onde estava uma barco muito velha, assegurada
a um pequeno tablado junto  borda.
      -Me queria subir o ano passado, mas tio Luke penso que era perigoso. EI quer filtrar a gua do lago para que se volte cristalino outra vez, diz que no fundo
h lodo mas que no sera to difcil de remover. Uma vez que a gua este poda planeja criar carpas pois se voltam to dociles que  possvel as alimentar com a mo.
      -O se -disse Genista recordando umas frias na Itlia. Esteve em uma vila aonde tenian carpa em um lago e ela as alimento uma vez.
      -Crie que meus pais permaneam juntos esta vez?
      -No o se Lucy -respondio Gen tratando de ser to amvel como pde-. A vida no tem nenhuma garantia, embora se que  difcil de aceitar. Trata de pensar que
se querem o suficiente para voltar a tent-lo, os dois se esto comportanto de uma forma muito valorosa.
      -Ou muito tola -sugirio Lucy-. Genista, como pode saber quando o amor  verdadeiro? .
      - algo que no te posso explicar -a tarde estava dando acontecer com a noite e Gen sugirio que o melhor sria retornar a casa. Estava segura de que ao Lucy
o habia flanco muito trabalho confiar nela e no podia retornar sem tratar de anim-la-. Primeiro tem que aprender a diferenciar que  o verdadeiro. Quando nos apaixonamos,
pensamos que o amor durasse para sempre e entretanto, s vezes no  asi. Como somos humano estamos propensos a falhar, talvez os dois ou talvez nada mas um. A vida
e a gecnte no pode permanecer estatica todo o tempo, tudo troca. Uma das coisas mas difceis de aceitar  o fato de que a felicidade no  eterna.
      -Mas sabendo isto como  possvel que a gente se uma entre se? -a angstia refletida no olhar do Lucy, monte uma corda muito sensvel no corazon de Gen, e
se pergunto a se mesma: Como  possvel?
      -Com muita facilidade, no posso encontrar as palavras para lhe explicar isso Entendo como se sente, quando era mas jovem, no muito mas grande do que seu
 agora, me sucedio algo que me fez pensar que no sria capaz de confiar em ningum enquanto vivesse e muito menos me apaixonar -tentando reconfort-la, no se
deu conta de que j no estavam sozinhas-. Mas sucedio e quando ama estas desejosa de enfrentar tudas as regas do mundo.  algo inerente  natureza humana, espera
e lhe convenceras. O amor  uma mecla que encerra todos os temores, como em seu caso. O medo de que algo saiga mau e a angstia a ser machucados. Quando eu me apaixone
por. . . -Genista escuto um rudo e se volvio. Luke estava apoiado no tronco de um arbol a poucos metros de distncia. Seu rosto estava livido.
      -Tio Luke -Lucy corrio para eJ e o olhar de amargura que ela viu no se desvanecio imediatamente.
      -fomos montar esta manana -lhe confio a adolescente-. AI senor Lawson lhe fascino Genista, no podia deixar de v-la, verdade Gen? -a jovencita se volvio a
v-la esperando seu corroboracion e Gen sintio que lhe tiravam o cho.
      -J te disse que eu acredito que esse homem paquera com todas seus clientas. No estava segura sobre que coisa preparar para o jantar, asi  que elegi uma
ensadala Y. . .
      -Podem jantar o que gostarem, tenho um compromisso e vou sair -Luke deu meia volta e uma vez que habian chegado  casa subio a seu dormitrio.
      Gen se metio na cozinha para evitar subir a habitation enquanto Luke estivesse alli.
      Lucy queria ver um programa de television e foi a seu quarto a

      v-lo. Gen escuto a porta da cozinha ao abrir-se. Luke estava vestido com elegncia, com um pantalon cor nata e uma camisa de seda azul escuro e a jaqueta
de ante na mo. Definitivamente no era da classe de traje que se est acostumado a levar a uma reunion de negcios. O cimes a invadiram ao imaginar que o saldria
a divertir-se, talvez a um centro noturno ou a um restaurante de moda. Com quem? Sua boca se contraiu em uma careta. Segun as prprias instrues do Luke, Lucy no
debia suspeitar que seu matrimnio distava muito de ser feliz. Centenas de colericas palavras clamaram por sair de sua boca, mas tudo o que pde dizer foi:
      -Asi  como esperas convencer a sua sobrinha de que estamos apaixonados, saindo a te divertir e nos deixando sozinhas?
      -Ela estaria muito mas desiludida se ficasse, porque como me sinto neste momento sou capaz de te enforcar. No me espere acordada. O telefono so quando o
Masserati se aiejaba, Genista tomo a chamada. Uma mulher de voz sedutora pergunto pelo Luke e quando a garota respondio que habia sado, sonrio com suavidade.
      -Bem, pense que talvez llegaria tarde, mas vejo que recorda muito bem que eu no gosto de esperar.
      Genista no foi capaz de provar bocado essa noite, imaginar ao Luke  luz das velas jantando com a proprietria daquela voz to sensual, atormentava-a. De
seguro que ela no era uma ingnua virgem, sabria com segurana todas as formas de proporcionar prazer a um homem.
      Despues do jantar bailarian, quiza to juntos, que podrian sentir as protuberncias de seus corpos.
      -Genista, estas bem? -a voz preocupada do Lucy a volta  realidade.
      -Se -era mentira, no tnia fora nas pernas e estava a ponto de chorar.
      -Desgosta-me que tio Luke fosse trabalhar esta noite.
      -Acredito que foi inevitvel. Se no te importar, Lucy, acredito que me ire a deitar cedo. Por alguma razon me sinto morta de cansao, deve ser conseqncia
do passeio a cavalo.
      -Eu tambien me sinto sonolenta, quero lhe escrever a mama, e despues ire direto a dormir. Ajudo-te a limpar a cozinha?
      Habia uma luxuosa maquina que lavava os trastes, entretanto, preferiram faz-lo  mo. Genista se reanimo um pouco ante a rotineira tarefa. Lucy falava da
escola enquanto trabalhavam e Gen comprendio que o rechao que a pequena sentia pela escola no era real. Tnia muito inteire na literatura e nas artes.
      -pensaste alguma vez em ser bibliotecria? E com isso no quero dizer que esteja sempre em uma biblioteca, na rdio e a television com frecuehcia necessitam
investigadores. Se for eficiente conseguirias um excelente trabalho.
      Era algo que sem dvida Lucy nunca habia  pensado  e quando terminaram com o tema era mas tarde do que Genista habia imaginado. Trato de relaxar-se tomando
um banho de gua quente. Estava convencida de que Luke no dejaria a seu acompanante s dez e meia para correr com seu indeseada algema. Adiciono-lhe abundante azeite
de banho  tina e trato de forar a seus tensos musculos a relaxar-se. Despues se cubrio com uma felpuda toalha e comeo a secar seu cabelo. Era bvio que a quarto
que compartia com o Luke era a principal. Tnia seu banho, equipado com todo luxo e com mosaicos pintados  mo de duas cores, cafe e marron. A tina era imensa,
mas do que tivesse sido suficiente para duas pessoas, refletia Gen antes de dar-se conta da direccion que tomavam seus pensamentos.
      Entre o dormitrio e o banho estava o vestidor, Luke o habia indicado que alli podria pendurar suas coisas e ela o fez na esquina. Necesitaria fazer uma viagem
a Londres para recolher o resto de seus pertences pois no teve tempo de faz-lo antes, tambien queria recolher o automvel. Seu cabelo caia sobre os ombros como
uma cascata de seda. A habitacion era uma mescla de tons pssego e cafe. A Gen fascinavam as savanas de algodon e as colchas feitas  mo. deito-se e enquanto fechava
os olhos escuto o grande relgio da sala anunciar as onze da noite.
      Genista abrio os olhos, a habitacion estava s escuras. Ao princpio no pde reconhecer o rudo que despertasse. de repente escuto a um buho e se sobressalto,
despues se disponia a abraar o travesseiro quando vislumbro uma sombra na parede.
      -Luke!
      -Quem esperava que era? Bob ou Trevor Lawson? -a garota no soube que responder-. No vais perguntar me se desfrute a velada?'
      -No sbia que o inteire e a preocupacion de esposa estava includo no trato. Que quer que faa? te perguntar se foi satisfatrio para ti fazer o amor com
outra mulher? te casar comigo foi pagar um alto preo so1o para satisfazer sua luxria, sobre tudo agora que j no me deseja.
      -Por que supe isso? Alguns apetites so alimentados com abstinncia enquanto que outros florescem ao ser saciados.
      "Sem dvida quer dizer que seu desejo por meu no diminuiu pelo fato de estar entre os braos de outra", deduziu Gen, tratando de conter aquele crescente enjo
e a nauseia.  "!No permitiria que lhe fizesse o amor s para satisfazer sua necessidade!"
      O ia dizer, mas o temor a fez calar enquanto veia essa pasion selvagem em seus olhos. Talvez no habia sido uma velada amorosa como penso, ou quiza sua companheira
nada mas o habia entusiasmado e ela era um vehiculo para desafogar seus desejos frustrados. A garota penso que j habia experiente todos os dores que o ser humano
enfrenta em sua vida, mas agora se dava conta de quo equivocada estava. A idia de que Luke queria lhe fazer o amor s para saciar seu instinto, o parecia abominvel.
      -Estou cansada Luke. . . -no o pde olhar enquanto o mentia, mas esperava que sortisse o efeito desejado.
      -Cansada? No pode inventar uma melhor desculpa que essa?
      -Muito bem, ento, no quero -Genista mintio se desesperada-. dio que me toque, desearia que me deixasse sozinha.
      -O hare, mas at que chore e rogue que fique contigo. Antes que esta fria noite termine, vais suspirar pronunciando meu nome com pasion, com essa pasion que
solo eu se que  capaz de experimentar.
      A voz do nome adquirio um timbre mas profundo encontrando resposta no interior da garota. Ela queria refutar suas palavras, mas sua lngua parecia pega no
paladar.
 sombra provocada pela luz da lua podia ver o perfil do Luke, a pele bronzeada de suas bochechas que se movian quando respirava, a estreiteza de seu quadril
e suas poderosas coxas. O se aproximo de Gen e esta retrocedio at que j no pde faz-lo.
      Seu corpo estava tenso enquanto esperava que o a tocasse. Luke tomo o rosto com as duas mos e com suavidade beijo seus lbios.
      A garota trato de evitar a carcia movendo a cabea, entretanto, topava-se com as suaves mas energicas mos do Luke, enquanto as suas repousavam rigidas a
seus lados. O sotaque sua boca e lhe beijo a bochecha, ela se volvio com desesperacion, dando-se conta de seu engano quando seus lbios entraram em contato com os
do Luke. Este no fez ningiin tento por apressar o beijo, tomo seu tempo at que ao fim se afasto um pouco e no fez ningiin tento por toc-la.
      A jovem respirava agitada apesar de se mesma. Esperava a carcia que no chego, em lugar disso quando tudo desejo crecia ao grau de superar as barreiras de
seu autocontrol, seus lbios foram abandonados e seu pasion no foi satisfeita. Os breves e atormentadores beijos habian terminado e Gen no se sentia conforme.
      Genista suporto o castigo tanto como pde, desejando no humilhar-se ao lhe demonstrar quo excitada estava. De seguro se suportava um pouco mas, Luke se aburriria
com o jogo e a dejaria em paz. Por desgraa, logo teve que reconhecer que o controle do Luke era maior. Enquanto os minutos se alargavam, seu corpo completo lhe
ordenava atrair o homem para continuar com aquele beijo que habia sido interrompido com tanta crueldade.
      Gen reprimio um gemido quando o se aproximo de novo. Teve que fechar os olhos ante o repentino prazer causado pela mo do homem enquanto lhe acariciava os
seios.
      "No o responderia" props-se angustiada. "Mas valia que no o permitisse", mas seu corpo a traa quando recordava o que desejava esquecer. Um suave suspiro
escapo de seus lbios fechados. Ela o conteve imediatamente, mas no antes que Luke o escutasse.
      -No  to facil como acreditou, verdade Genista? -questiono burlon-.  difcil reprimir o desejo quando este nos reclama satisfaccion. Agora seu sabe como
me sinto, crie que o desfruto? -pergunto furioso-. Crie que haja algun homem que goze ao querer a uma mulher na forma em que eu quero a ti?
      -Querer sem amar  degradante -Gen estava a ponto de chorar.
      -Pensa que no o se? Mas isso no evita que acontea, asi que melhor baixa de sua nuvem e date conta de que  um ser humano como qualquer outro.
      A moa se repetia que o solo a queria humilhar, que essa era uma espcie de vingana pois se arrepentia de desej-la a esse extremo. Quando o se inclino para
ela e lhe acaricio as costas ao tempo que seus lbios recorrian o torso feminino, a garota se encontro lhe respondendo quase imediatamente. O contato encendia fogos
que nunca penso que pudessem arder, lhe revelando que era possuidora de uma sensualidade nunca imaginada. Enquanto sua mente sufria a agonia do castigo que Luke
o habia imposto com deliberacion, seu corpo desfrutava com tal intensidade que o unico que desejava era entregar-se por completo a seu marido.
      O nome do Luke foi pronunciado entre suspiros e soluos j que a invadia uma mescla de prazer e dor. Embora podia ver a satisfaccion brilhando nos olhos do
Luke como celebracion de sua vitria, as carcias no diminuam e continuavam com o tortura at que j no pde suportar as restries que ela mesma se impor e seus
dedos se prenderam angustiantes sobre a pele do homem. Sua mtua pasion os arrasto at um lugar onde j

      nada mas importava que exceto eles dois.
      -Por favor Luke! -Genista murmuro sem flego ao no torpor tar mas esse martrio.
      Salgadas lagrimas rodaram por suas bochechas, seu orgulho j no lhe importava, todo o quedeseaba era lhe pertencer ao Luke por completo. A pele do tnia um
sabor a suor e sal, ela o tocava febril com um desejo que j no podia ocultar. Tremendo ante sua intensa necessidade, rogo-lhe que apressasse o ato final, onde
os dois seres se convertirian em um sozinho. Ela podia sentir a grande fora de seu desejo e ao fim o respondio  muda prece de seu corpo.





















      M
      Mas tarde, quando Gen estava a ponto de dormir, o a Miro com fixidez e lhe disse:
      -Nunca repita que no quer fazer o amor comigo.
      -Por favor. . .
      -Talvez debi recordar, solo como nota adicional, que  diferente quando te comporta como mulher e quando quer aparentar outra coisa. Agora se podria ir com
o Bob e lhe gritar do que se perdio.
      "Nada mudana", pensava Gen enquanto silenciosas lagrimas rodavam por suas bochechas. "Habia sido uma parva ao supor que algo cambiria solo porque habian
compartilhado alguns minutos de prazer. Por seu parte o que deu ao Luke foi com amor, mas o a poseyo com vingana e luxria. Isso sria algo que ela nunca olvidaria.

      CAPITULO 8
      QUANDO desperto, encontrava-se sozinha outra vez, to s que  o parecia impossvel que a noite prvia tivesse estado com seu marido. Entretanto, recordava
com claridade como o habia respondido ao Luke com todo seu ser.
      Ela e Lucy foram a Londres despues do caf da manh. A p-
      flauta estava encantada com a roupa juvenil que se mostrava nos
      escaparatcs das lojas. Genista a observava indulgente, a seja-
      biendas de que nesse momento habia esquecido os problemas de
      seus pais. Tomaram o lhe no Fortnum's, despues das doze e mas
      tarde se dirigiram ao apartamento da Genista.
      -Casou-te depressa, verdade? -comento Lucy enquanto Gen abria a porta de seu guarda-roupa-. Que esplendida coleccion! Eu no habria deixado tudo isto.
      -No posso usar muitas destes objetos em junho -argo Genista-. Pois quase  para o inverno.
      Nesse momento recordo quo perto esteve a noite prvia de confessar seu amor ao Luke. Solo ela sbia que se habia delatado cada beso.en cada carcia, por fortuna
Luke o ignorava. Sem dvida estava acostumado s mulheres que vem o sexo da mesma forma que os homens, como um apetite que deve ser satisfeito no momento que se
apresenta sem importar como, quando e com quem. Para ela, em troca, foi a culminacion de tudo o que sentia.
      O bolo de nata que habia comido no Fort twin's ante a insistncia do Lucy o recife mau a seu estomago e nesse momento sintio um terrvel mal-estar que a fez
recorrer  cadeira mas prxima.
      -Sente-se bem, Genista? -pergunto Lucy.
      -No  nada -respondo com rapidez-. Solo um mal-estar estomacal, acredito que devido a esse bolo de nata.
      Embora argumentava isso, nem ela mesma o creia. Parecia impossvel que o que tanto temia, convertesse-se em realidade. Mas no caminho de volta, recordava-o
com inusitada freqncia a despeito de seu determinacion de ignor-lo. comportava-se como uma parva, se repitio mas de uma vez e ademas, era todavia muito em breve.
Entretanto sbia muito pouco a respeito desses misteres.
      Sujeito com fora o volante e se disse que a tension dos iiltimos dias quiza fora a causador desses sintomas. Se repitio uma e outra vez que as crises emocionais
muitas vezes tm efeitos nocivos no organismo. No habia motivo para preocupar-se, nem razon para imaginar tonterias. No obstante, ao chegar  casa estava muito
tensa, Lucy o senalo um elegante BMW estacionado fora.
      -Visitas!, tio Luke deve estar de volta.
      O habia sado na manana sem lhe dizer a Genista a hora de sua volta e ela se pergunto pesarosa se se encontraria com a proprietria daquela voz sedutora. Tremente,
deso do automvel. At temia a possibilidade de que estivesse grvida. No momento em que chego ao portico, teve a sensacion de que habia um estranho em casa. No
era sozinho o aroma do Opium flutuando no ar ou a forma como a porta da biblioteca estava aberta, era uma espcie de pressentimento.
      -Querida, ao fim chega, pense que nunca o harias! -Gen reconocio aquela languida voz feminina, antes de encontrar-se com a mulher.
      Seus lbios no puderam conter um "OH" como tributo  beleza da dama. Era uma mulher de cabelo escuro, alta, com a elegncia de modelo, um maravilhoso vestido
e uma maquiagem perfeita e ademas vrios nus maior que Genista. Um grande diamante brilhava em sua mo direita, suas unhas estavam pintadas de uma cor vermelha
escura.
      -OH! -deixo de falar quando viu gen com desden-. A menina recien casada imagino. Luke realmente cometio um engano esta vez. E por certo, onde esta o?, prometio
me encontrar s seis, se suponia que ibamos para jantar juntos.
      Essa desfaratez sorprendio a Genista. Lucy estava parada detras dela e a mulher pde ver com claridade o olhar de dio nos olhos da jovencita.
      -Que faz aqui? -pergunto Lucy furiosa-. Destroou o matrimnio de meus pais e agora quer destruir o da Genista. Pois bem, tio Luke no te quer de volta, sabe
com exatido que classe de mulher . Talvez pde enganarlo uma vez, mas. . .
      - suficiente Lucy -a interrumpio Gen com gentileza, consciente de que estava a ponto de explorar a pobre Nina. Agora j sbia a identidade da visitante, embora
j o habia intudo. Inclusive a noite passada enquanto respondia essa telefono ideia habia bulido em sua mente. Asi que esta era Verity, a mulher da qual habia estado
apaixonado Luke. Sria ela a razon pela qual o lhe fizesse o amor com essa intensidade a vispera? Nesta ocasion no pde conter a nauseia. Corrio ao banho e devolvio
o estomago acrescentando a isso a humiliacion de sair palida e tremente.
      -Que dramatica -murmuro com crueldade-. No sabe todavia, pequena parva, que Luke aborrece o sentimentalismo?
      Lucy se habia partido, a seu quarto sups Genista. De que podria falar com a ex-amante de seu marido e que talvez fosse sua futura algema? No era algo que
se pudesse encontrar em um livro que guiasse o comportamento social.
      -Sera impossvel que o retenha -conlinuo Verity-. No tenho a menor duvida de que o no quer te machucar. De fato se atuar com sensatez e sabiduria, podrias
obter uma magnifica pension.
      -Mas sem o Luke -disse Genista surpreendida de sua prpria habilidade para aparentar calma enquanto por dentro se sentia destroada em mil pedaos.
      -Sem o,  obvio -confirmo Verity com suavidade-. Seu no pode conservar o de ningun modo,  muito ingnua.-se movio um pouco revelando a perfeitas curvas de
seu corpo, com a expresion quase triunfante-. J v querida, comparada comigo no passa de ser uma torpe principiante. Estou segura de que no precisaremos nos defender
uma da outra. Luke  um homem apaixonado e eu se omo faz-lo feliz como nenhuma outra mulher o haria jamais.  verdade que fui uma insensata pois uma natural carncia
de segurana me cego e no pude ver a verdade. Por fortuna j me dava conta de que Luke  meu homem, asi como eu sou sua mulher. Estou segura de que se habra divertido
contigo, gozando ao fazer o amor com uma novata, mas nunca seras capaz de agrad-lo por muito tempo.
      Suas palavras hacian eco nos pensamentos que ela mesma habia tido. Era bvio que Luke se habia crdulo ao Verity, o habia contado os pormenores de seu matrimnio,
no soube que era mas difcil de suportar, se o saber que falar de sua vida intima com o Verity ou o fato de que o que esta decia era verdade. EI que Luke tivesse
convidado a seu ex-amante a casa, onde Lucy a veria, era mas que elocuente.Necesitaba tanto a essa mulher que inclusive os sentimentos do Lucy eram secundrios.
dentro dela at habia algun remanescente de dignidade, um ancestral instinto que a fez llevam-tar a cabea e dizer orgulhosa:
      -Se Luke quiser que v, o unico que tem que fazer quer dizer me o No tenho a menor intencion de permanecer onde no sou bem-vinda, mas enquanto o no o faa,
esta  todavia minha casa e voc uma intrusa. Vir aqui sabendo de que estava Lucy, foi uma idia de pesimo gosto j que se fujo com seu pai faz no muito tempo.
E como voc decia, no temos necessidade de nos defender a uma da outra, asi que estou segura de que voc entendera se lhe disser que eu vou acima a fazer compania
ao Lucy e que pode eperar a meu marido aqui sentada.
      -Seu marido! -mofo-se Verity-. Lhe d muita importncia a esse termino, muito em breve no seran mas que palavras esvazia.  Luke  mijo!
      Ultima-a frase repercutio em seu crebro enquanto subia depressa pela escada.
      -Ela disse que tio Luke o pidio que viesse -assinalo Lucy assim que Gen abrio a porta-, mas no lhe acredito, meu tio a odeia.
      -Estou segura de que se o fez, foi por uma boa razon -sem dvida para o Luke seu amor pelo Verity era um motivo to capitalista que o anteponia a tudo-. Por
que no chama a seus pais? Estou segura de que se alegrassem muito ao te escutar. No planejavam sair, verdade? -Lucy nego com a cabea e Genista pde ver que sua
sugesto o habia agradado.
      Fizeram a chamada juntas, pois a pequena insistio em que ficasse enquanto falava com seus progenitores.
      -Batata quer que v a casa -disse a Genista enquanto pendurava o telefono-. Os dois se ouvem felizes!, mama parecia muito distinta, como era antes. . . antes.
 .
      -Tendras que falar com seu tio Luke para que vejam a convenincia de ir a Frana. Quando Lucy falava por telefono habia escutado um carro estacionar-se fora
e se angustio ante a confrontacion que se morava. Verity de seguro j se habia encontrado com o Luke, estaria em seus braos? O menino que crecia em seu ventre nunca
conoceria a seu pai. Trato de que essa idia no a deprimisse.
      encontrava-se na habitacion quando Luke entro nela, atiro sua jaqueta a um lado da cama e se Quito a gravata.
      -Verity me disse que esteve muito desagradvel com ela -a reprendio sem preambulos-. Por que?  uma convidada em minha casa e como tal lhe deve tratar.
      -Enquanto que eu, sendo sua esposa, no tenho direito a nada. Pode por um momento imaginar o efeito que causo no Lucy ver aqui a essa mulher? -solo por um
instante, uma expresion que Gen no pde identificar aparecio em seu rosto.
      -No te defenda em minha sobrinha -disse cortante-. Insultou ao Verity e me gustaria saber por que.
      -Insult-la? Justamente o contrrio! -Genista respiro profundo e reteve o ar nos pulmes. Algo que argumentasse sria inutil. Luke lhe dava a razon a suex
amante-. Sou eu quem foi ofendida pois obrigou a uma relacion sexual sem amor e a um matrimnio que  uma brincadeira de todos os matrimnios que existem.
      Escuto que a porta se fechava com violncia, mas necessito alguns minutos antes de poder olhar alla enquanto que as lagrimas pugnavam por sair. Estava sozinha
na habitacion, e alguns minutos mas tarde escuto o rudo do motor de BMW e viu duas pessoas sentadas no vehiculo.
      Lucy esteve silenciosa durante o jantar e Gen confiava em que no os tivesse escutado discutir. Penso que com o tempo a menina se daria conta de que um homem
e uma mulher podem encontrar a felicidade juntos se houver suficiente amor e confiana.
      -vais esperar acordada a tio Luke? -pergunto ansiosa despues do jantar.
      Genista nego com a cabea esforando-se por demonstrar uma tranqilidade que no sentia. No queria destruir a harmoniosa relacion que existia entre tio e
sobrinha, embora suspeitava que Verity logo se aseguraria de que no houvesse tempo mas que para ela na vida do Luke:
      Quando se foi  cama, deito-se sem poder conciliar o sonho. A aurora aparecio e lhe indico que seu marido no regresaria pelo menos nessa noite. A angstia
era quase insuportvel. Procuro fingir alegria ante o Lucy, deixando que a menina pensasse que Luke se habia ido cedo e rogando por que no descobrisse que o Masserati
estivesse na garagem todavia.
      Se sintio mau de novo e j no pde ignorar os sintomas: levava em seu ventre um filho do Luke. Uma parte dela se regozijava, enquanto que a outra, muito mas
sensvel antecipava os problemas que tendria que confrontar ao ser uma me s e o possvel efeito que tendria em seu filho o fato de crescer sem pai. Era muito logo
at para visitar um medico, mas por intuition sbia que habia concebido um filho.
      Lucy decidio ir montar de novo, mas esta vez Genista rechao a proposicion de que a acompanhasse. Habia lido alguma vez que as primeiras semanas de gestation
eram muito importantes para o feto e em realidade desejava a segurana do menino que tnia no ventre.
      Estava sentada no jardin, tratando de concentrar-se na leitura de um livro que saco da biblioteca, quando escuto pisadas sobre o cascalho do caminho. Ao princpio
penso que se tratava de seu marido e o corazon se o sobrecogio, mas ao levantar a vista reconocio ao Bob.
      -No esta Luke? -pergunto e fez um gesto de desgosto quando ela nego com a cabea-. Me chamo ontem de noite e me pidio que trouxesse estes papis aqui. Disse-me
que era muito urgente.
      -No tenho idia de onde possa estar -admitio Genista-. Podras ficar a comer comigo ou tem que retornar?
      -Acredito que posso fazer um esforo e comer com uma mulher to formosa -brinco-. Te noto um pouco palida, esta tudo bem?
      -Pode imaginar alguma razon para o contrrio? Vamos dentro, preparar algo e me podras contar tudo sobre o Eleine.
      -sente-se muito bem, muito melhor do que os doutores pensaram ao princpio. Por fortuna seu reaction foi mas valorosa do que pude imaginar. Nunca sonhe que
tivesse um caracter to forte. Houve um tempo no que supus que se daria por vencida e moriria, mas esta brigando com tudo o que tem.
      -Me alegro muito Bob. Em realidade ela tem muito por que lutar, um marido, um filho. . .
      -Que ocorre? Detecto certa. . . infelicidade? Perdoa que me entremeta Gen, mas para ser sincero me sorprendio muito que te casasse com o Luke dessa forma to
repentina. No me interpreies mau, no me assombra que o se apaixonou por ti, mas seu nunca atuaste que um modo to precipitado. Talvez cria que sou um antiquado,
mas te asseguro que no esqueci o poder da atraccion sexual e a devastation que pode causar se se confunde com o amor.
      -No h ningun engano Bob, o problerna foi que no me dava conta de quanto o amava at que foi muito tarde.!OH Bob! -uma vez sada a primeira lagrima j no
se pde conter. O a abrao paternal para consol-la.
      -Que acontece? Quer falar disso?
      -Luke no me ama -o alvio que experimento foi momentaneo-. Nunca me amo, o solo me desejava -ela trato de lhe explicar tudo entre soluos, em tanto que Bob
escutava com pacincia-. E agora que recupero ao Verity j no necessita para nada.
      -Seriamente o lamento, Gen -disse Bob quando ela termino a histria-, e me gustaria fazer algo para ajud-los.
      -J o tem feito me escutando.
      -Tenha presente que o amor para outra pessoa, enriquece nosso espiritu. Talvez o resintamos, quiza lutemos contra o, mas nossas vidas seriam miserveis se
no o conocieramos. O amor  algo muito especial Genista.
      -O se.
      -Minhas desculpas por interromper to tenra cena. Se tivesse imaginado que tenian um encontro secreto em minha cozinha, habria batido na porta. Todavia no
estive casado o tempo suficiente para conhecer as sutilezas inherentes.a minha nova situacion, asi que tendran que desculpar meu descuido. Trouxe os papis?
      Luke ignoro a Genista, se habia barbeado e vestia diferente de noite prvia. Seu amor pelo a insistia a correr a seu lado para que a estreitasse entre seus
braos. Mas o a olhava com fria o que lhe indicava que seus sentimentos no eram reciprocos. Esteve a ponto de lhe dizer que seu acusacion era ridicula despues
de que habia passado a noite com o Verity, mas foi incapaz disso.
      -Vou a meu habitacion -disse Gen. Se volvjo a ver o Bob e adiciono-: recordar suas palavras, lhe diga ao Eleine que siga lutando!
      E
      staba sentada junto  janela observando os jardins, quando Luke irrumpio na habitacion, tiro-a dos ombros e a foro a v-lo.
      -Descarada! Como ousou divertir a seu amante em minha casa? Usaram esta cama?
      A garota no foi capaz de protestar.
      -Que ocorre? Que fiz?
      -Sua  minha esposa! -grito iracundo-. Isso  o que acontece Bob  um de meus empregados. me diga, Fez-o para que me enceIara ou para me castigar pelo da outra
noite?
      "Se pudesse escapar desse poderoso corpo para evitar que a machucasse", mas isso era impossvel. As mos do Luke a queimavam e ela sintio uma febril necessidade
de toc-lo, de senti-lo tremer contra ela como quando o para o amor.
      -Dois podem jogar o mesmo jogo -declaro Luke, cortante.
      Ento, acaricio-lhe as costas enquanto lhe baixava o fechamento e a figura feminina fico coberta to solo por umas minusculas calcinhas e um sosten de encaixe.
Tremo enquanto o lhe desabotoava o seguro com mos cada vez mas impaciente. O sosten recife deixando livres aos seios.
      -Viu-te Bob asi? -pergunto furioso-. Te toco asi?
      Suas mos a queimavam onde quer que a colocasse. Parecia possuir uma fora primitiva que nada podia conter. Sua dignidade o impedia responder a este ato de
vingana. E inclusive enquanto a obrigava a deitar-se na cama, aproveitando sua superioridade fisica, elJa pensava na forma de evit-lo. A traicion de seu corpo
lhe pesava na alma e era dolorosa.
      No habia maneira de observar o olhar triunfal do Luke enquanto acariciava seus seios e ela sentia como seus mamilos se endurecian ante o contato daquelas
habiles mos. O a observava com dureza e crueldade.
      Esta vez no murmuro seu nome, nem trato de prolongar suas carcias. No mas profundo dela se sentia muito molesta. Luke a habia usado como se se tratasse de
um brinquedo e observava suas reaes como um doente. Seu amor se Rebelo e se imps a seus desejos.
      Esta no era a forma como queria que se desenvolvesse seu ultimo encontro. Ela quis recordar como hacian o amor com um fogo que os consumisse aos dois, uma
tremenda necessidade de unir-se como ocorresse antes e no este calculado intento de humilh-la lhe ensinando que o era o amo dela.
      -J lhe habian agradado, verdade? -inquirio Luke com desprezo-. J habra outras vezes em que seu no venha dos braos de seus amantes.
      - Vete ao inferno! -grito-lhe odiando-o por um breve momento.
      -Se for, assegurar-me de que seu v comigo. No te vou denegrir -vaticino, selvagem-, sere muito mas sutil e habil que isso.
      -Demuestraselo ao Verity -grito com Sua amargura e ela so da mesma calana e se houver algo que agradeo  no ser como vocs.
      Escuto-o partir enquanto estava todavia na planta alta. foi sem v-la sequer.
      -"Vai com o Verity", penso desesperada e imagino que nada mas habia ido decide que partisse quanto antes. No futuro, Verity o excitaria ao maximo e despues
se negaria a satisfaz-lo, Gen estava segura de que a essa mulher gostava dessas tacticas. Ento Luke a usaria como substituto, um meio de descarregar seu apetite
sexual sem sentir machuca nem amor.
      Se estremecio e tremo com uma mescla de temor e nauseia. No podia permitir que isso ocorresse, mas se ficava no habria maneira de evit-lo. Ela at amava
ao Luke e no importava que decises habia tomado a ss, assim que o veia toda sua integridade se esfumava. Por isso decidio desaparecer embora seu traioeiro corpo
desejasse as carcias.
      Ao Lucy disse que ia a Londres. O rosto da menina se torno triste quando Gen lhe explico que no a podia Ilevar. Como automata guardo suas coisas e emprego
a mala no bagageiro de sua  Mercedes. Em um impulso se volvio a abraar ao Lucy antes de subir ao carro. Mas tarde llamaria a jovencita de Londres para  lhe explicar
que no pensava retornar, sria difcil, mas no tanto como faz-lo cara a cara.
      A estrada secundria estava quase esvazia, mas Genista se concentro no caminho como sempre o para. Mas tarde refletia em que seu angel guardian de verdade
a cuidava com esmero. Ao juntar com a auto-estrada. Luke era o tinico que ocupava sua mente.
      Genista viu o menino ao mesmo tempo que ao camion. Teve sozinho uma fraccion de segundo para decidir entre a segurana do infante ou a sua. Em realidade no
habia duvida alguma. Escuto como o camion protestava com a buzina ao tempo que chiavam os aros. Sintio o impacto, golpeio-se a cabea e escuto o terrorifico rudo
de metais retorcidos, os gritos e despues. . . o unico que rompia o silncio era o agudo pranto de um nino. No seu bebe graas a Deus, agradecio aturdida enquanto
lutava contra a escurido que a invadia, mas pela primeira vez em sua vida, perdio a conscincia.

      CAPITULO  9
      E
      CABEA DE GADO uma jovem com muita sorte -brinco o medico em tanto tomava Isto pulso acontece por conduzir carros com direccion to sensvel, ao menos isso
suponho. foste muito afortunada ao no te causar um dano srio e foi muito valoroso o que fez -lhe comento mas gentil-. Uma menina de seis anos te estivesse sempre
agradecida por lhe salvar a vida.
      Genista yacia deitada na seccion de acidentados do hospital onde a ambulncia a deixasse. Uma enfermeira a reconforto lhe assegurando que no habia de que
preocupar-se. Algum se habia levado sua bolsa e sua roupa e agora estava nessa estreita cama, vestida com uma bata branca, enquanto o jovem medico a injetava e
auscultava.
      -Doutor -ante seu tom angustiante, deixo de revisar os raspes dos joelhos e os machucados da cintura onde o cinturon de segurana a deteve-. Acredito que
estava grvida. . . o menino. . .
      -De quanto tempo? -pergunto imediatamente.
      Quando Genista lhe comunico, o alvio se desenho em seu rosto.
      -Teve muita sorte, outras poucas semanas e este acidente tivesse sido causa quase segura de aborto, mas como seu embarao logo que comea no vejo razon para
que se presente algun problema. ficasse alguns dias conosco, solo para estar seguros de que no habra nenhuma complicacion posterior, asi que o melhor que pode fazer
 tranqilizar-se.
      Isso era mas facil diz-lo que faz-lo, meditava Genista meia hora despues enquanto a enfermeira arrumava a cama.
      -Tente estar acalmada -decia a moa como se fora o eco do doutor-. Seu marido estivesse aqui muito em breve, uma companheira lhe falo por telefono.
      jLuke!, seus musculos do estomago se contraram com dor. Habia esquecido que o sanatrio o localizaria por ser seu familiar mas prximo. Se daria conta de
que estava a ponto de deix-lo? E de ser asi, estaria contente? Suspeito que a bebida que lhe desse a enfermeira debia conter alguma classe de narcotico porque uns
minutos mas tarde no era capaz de abrir os olhos.
      -Trate de dormir, o hara muito bem, a voc e a sua criatura.  a mas efetiva medicina da natureza.
      Quando Genista desperto, sintio o corpo adolorido em diversas partes. Habia um biombo ao redor de sua cama e pde cheirar a fragrncia de rosas. Se volvio
com lentido amortecendo o mal-estar da coluna. Habia um grande floreiro cheio de rosas junto a sua cama e em uma cadeira se achava Luke.
      -Como se sente? -a Genista o parecio que habia estado submetido a uma grande presion.
      Sem dvida ao Verity no o habia agradado a idia de que fosse ao hospital, mas o era da classe de homens que fazem o que consideram seu obligacion.
      -A policia me disse que te salvou de milagre. Um musculo se movio em seu mandibula e isso penso que talvez o tivesse preferido outro resultado.
      -O condutor do camion no cessava de elogiar sua rapidez de reflexos. Sabe que pde morrer?
      -No podia salvar minha vida a costa da dessa pequena -lagrimas incontenibles rodaram por suas bochechas enquanto que em forma inconsciente se cubria com as
mos o ventre.
      -EI doutor me informo que estas grvida -as palavras carentes de emotion podian interpretar-se como que isso no lhe importava nem um cominho-. Entendo que
quer o ter -Luke estudava as rosas junto  cama, sem olhar a sua esposa para nada.
      "Rosas vermelhas, exatamente a classe de flores que as enfermeiras esperavam que trouxesse o marido da pobre senhora que de milagre escapo da morte e que ademas
espera seu primeiro filho".
      -Se, quero o ter -a radical mudana que tendria sua vida estava encerrado nessas trs palavras. Ao ter um filho, ela comenzaria uma vida nova.
      -OH, Deus, que confusion! -a veemncia das palavras retornaram a Genista  realidade. Luke estava palido, tnia a boca fechada para conter a ira que parecia
dirigida contra o mas que contra ela-. O doutor quer que fique no hospital para assegurar-se de que suas dores se devem sozinho s contuses e no a outra causa.
Uma vez que lhe de alta, vendre por ti para te levar a casa -como se adivinhasse o que ia dizer Gen, adiciono-:-se muito bem que querias me abandonar e conheo o
motivo, mas no vou permitir que vivas s nesse apartamento.
      Sua insistncia em que retornasse com o no era mas que outro exemplo de seu determination a fazer o que considerava correto, no importava o que tivesse que
fazer consigo ou com os demas. No era possvel que a quisesse de retorno em seu lar, Verity se pondria furiosa. E como podria ela suportar a tortura de viver com
o Luke sabendo de que o desejava estar com outra pessoa?
      -Eu posso atuar por meu mesma -protesto-.  melhor asi Luke -seus olhos se encheram de lagrimas sua voz se curto devido a um n doloroso que sintio na garganta-.
Agradeo que se sinta obrigado a me cuidar mas. . .
      -Mas seu preferirias ir com o Bob, embora seja meu filho o que tem em seu ventre, no  isso? De maneira nenhuma, Genista, vem-te comigo a casa. De outra forma
o dire ao medico que pretende viver sozinha e te obrigasse a permanecer aqui por mas tempo.
      Ela no tnia energia para discutir, era mas facil deitar-se e que o seguisse ordenando. De qualquer modo, no era verdade que no fundo subsistia todavia um
rayito de esperana? Tnia em seu ser ao filho do Luke e embora no podia pretender que a amasse como ao Verity, podria ser que. . . podria ser, que? Terminaria
sua aventura com o Verity agora que sbia que sua esposa levava a seu filho no ventre? Um momento despues esse mesmo pensamento o parecia ridiculo e brega. Que o
habia feito o amor que agora o que mas desejava era estar com o Luke?
      Quando a campainha que anunciava o final da hora de visita so, o ficou de p, olhando enigmatico a Genista, com uma estranha expresidn nos olhos. . . como
se queria toc-la. Era seu imaginacion outra vez, se repitio a moa. Seu amor a para ver o que ela desejava que acontecesse. Luke se inclino e beijo com suavidade
a bochecha feminina. Era a despedida que qualquer homem daria a sua mulher em publico, mas no a classe de beijo que Genista desejava e seus lbios tremeram por
causa da frustracion.
      Era muito difcil adaptar-se  rotina do hospital, talvez porque no estava to doente para necessitar tantos cuidados. Jilly. foi visitar a em uma ocasion
e se deixo cair na cadeira.
      -jMmm, adorveis! -exclamo enquanto faz ondas as rosas-. No h necessidade de perguntar quem lhe as trajo._ Luke estava no escritrio quando recibio a notcia
do acidente. Se quer saber como ficou imagine a algum que perdio tudo o que poseia na vida.
      Genista esboo uma debil sorriso. "Pobre Jilly, se soubesse a verdade".
      A secretria no menciono nada sobre o bebe e ela tampouco o fez. EI doutor lhe asseguro que o perigo habia passado, mas queria guardar a notcia para se.
Ignorava se volveria a ver o Jilly, despues que deixasse ao Luke, no ia ser agradvel chamar o escritrio.
      Jilly solo fico alguns minutos e uma vez que parto a garota trato de descansar. Entretanto, recibio outra visita.
      -Quero falar contigo.
      A voz e o familiar aroma de essncia do Opium lhe chegaram ao mesmo tempo. Seus olhos se abriram imediatamente e seu corazon se contraiu enquanto observava
ao Verity quem tambien a olhava. Vestia um conjunto azul de seda de duas peas. junto a ela e devido a sua enfermidade e a estar encerrada sem tomar o sol e ademas
despenteada, a pobre Gen se considero um grotesco.
      -Converteste-te em uma pequena heroina, verdade? -pergunto ironica-. Pois bem, seu sacrifcio no desse resultado. Luke te levasse de retorno a casa devido
a seu alto sentido do dever e porque  tolo. Mas no vai durar. No tem orgulho? Pode compartilhar a cama com um homem que seu bem sabe que deseja estar com outra
pessoa? Se que o ama, mas se pensar que tem uma oportunidade de ret-lo estas em um engano. Seu podras amar ao Luke, mas o ama a meu e se tivesse um pouco de respeito
por ti mesma lhe asegurarias de que no mantivera a seu lado s por convencionalismos.
      Muito tempo despues que Verity se foi, Genista olhava o teto. A mulher tnia razon, ela debia negar-se a retornar com o Luke, sria o melhor para os dois.
      O a visitava todas as tardes e enquanto a hora de visita terminava, a tension da Genista se incrementava. Se comportaria firme e fria, no ia delatar seu desejo
de ir casa com o nem com o mas minimo movimento. O recordaria que ela no habia querido casar-se e que nunca foi um verdadeiro matrimnio.
      Por fim um dia se sentia segura de persuadir o de que ela tnia a razon, mas no pde faz-lo pois o acompanhava Lucy. As notcias desta encantaram a Genista,
disse-lhe que seus pais viajarian a Londres e que pasarian o resto das frias com ela na capital inglesa.
      Podia no ser coincidncia que em presena do Lucy, Luke se mostrasse mas afvel e depravado. Brincava e o sonreia a jovencita Y. em um instante seus dedos
tocaram os dela enquanto se apoiava no leito. Genista trato de tirar a mo, mas a estreito com suavidade como se queria dissipar as dvidas de se a carcia habia
sido intencional ou no. Quando chego a hora de ir-se, levanto a mo e lhe deu um ligeiro beijo nos lbios. Despues lhe comunico que o medico autorizo sua sada
para a manh seguinte.
      -Tendras que te cuidar alguns dias, a senora Meadows esteve de acordo em ficar todo o dia at que te recupere e se sinta melhor.
      Se em realidade estava decidida, tendria que abandonar o hospital antes que Luke viesse a recolh-la. Meditava Gen despues que se habian marchado,Seria.  proveitoso
faz-lo? Por fim opto por algo; no momento no haria nada. Em uma semana mas se sentiria melhor e mas capaz de fazer o que se habia proposto.
      Luke insistio em que se sentasse na parte posterior do carro. Ao subir, recordo o acidente e por um momento creyo que ia deprimir se, mas ahi estava Luke que
a abrao e lhe deu confiana.
      -No deve preocupar-se. O doutor me acautelou de um possvel efeito traumatico quando te subisse ao vehiculo, mas  algo que tendras que enfrentar cedo ou
tarde.
      Luke era um excelente condutor e Genista se sentia muito segura. Ao menos isso pensava at que chegaram a desviacion, pois um chofer imprudente passo muito
perto deles e a grande velocidade. Apesar de estar atras, a garota no pde evitar o reflexo de frear. Luke teve que estacionar-se e entre seu nauseia a moa o -cucho
amaldioar antes de sair do carro.
      Tremia de ps a cabea quando Luke abrio a porta e se sento junto a ela. A abrao e acaricio como se fosse uma menina. Estar perto do era como encontrar-se
no cu. Genista o abrao e tremo ao sentir uma carcia ao longo da coluna. Coloco sua cara no peito de seu marido de forma inconsciente e enquanto respirava o limpo
e masculino aroma de sua pele, desejava que esse momento no terminasse nunca. Ao fim Luke a separo e lhe disse:
      -Sou um homem, no um monge. Os dois sabemos o perigo de atuar asi.

      Conduziu absolutamente silencio e ela se dedico a contemplar a paisagem do guich. "Suas palavras habrian querido dizer que tambien eu o excito?", perguntava-se
Gen. "Talvez seu reaccion seja sozinho fisica e em troca desta Verity apaixonado".
      Enquanto estacionava o carro, ela foi a habitacion que compartia com o Luke. Sua mala estava sobre a cama e vendo-a recordo tudo o que habia passado desde
que decidio ir-se. Comeo a tirar sua roupa e quando se disponia a acomod-la, seu rosto se torno livido ao ver que o guarda-roupa estava esvazio. Por volta de menos
de uma semana tnia os trajes do Luke, e agora no habia nada.
      -Tire minhas coisas de alli -explico o assim que entro-. Nas atuais circunstncias e para benefcio dos dois, decidi que era o melhor. Se me necessitar, o
unico que tem que fazer  me chamar. Confio em que apesar de tudo, faa-o em caso de que seja necessrio. De muitas coisas podre ser culpado, mas agora tenho um
genuno desejo de fazer tudo o que possa por seu bem-estar.
      -O se -respondio muito tensa enquanto olhava a grande cama onde dormissem juntos e que agora ia ocupar sozinha. Mediante um grande esforo, consigo conter
as lagrimas.
      -Por que no te deita e descansa?, te vou trazer algo de beber.
      -Estou bem -replico Gen e ento recordo que talvez o queria falar com o Verity e ela no debia obstrui-lo para nada. Despues de tudo, era muito difcil que
queria estar com ela.
      J se habia trocado e metido na cama quando Luke chego com uma taa de lhe.
      -Se quer ir ao escritrio. . . -comeo Gen para lhe dar a oportunidade de deix-la, mas o nego com a cabea.
      -O trabalho pode esperar. E o que precise fazer, arrum-lo desde aqui. No te vou deixar sozinha Genista, se no poder dormir, me chame, o doutor me deu umas
pastilhas para ti.
      -No obrigado, tornei muitas pildoras nos ultimos dias.
      No era verdade, o habian devotado pastilhas para dormir em vrias ocasies, mas ela sempre se nego pensando no menino que se gerava em seu ventre. As enfermeiras
compreenderam e j no insistiram. No recurrio a somniferos nem mesmo nessas largas noites de insnia nas que veia o amanhecer sem ter conciliado o sonho pois pensava
na vacuidade de seu futuro. O som do telefono provoco que lhe encolhesse o estomago.
      Sria Verity que chamava o Luke? Para sua surpresa s sete em ponto subio o com uma bandeja que acomodo junto  cama e uma garrafa de vinho em outra mo.
      - sozinho uma omelette -lhe explico-. No sou cozinheiro, mas a senora Meadows no se pde ficar esta noite. Voc molesta que jante aqui contigo?
      Incomod-la?, se soubesse que lhe causava grande alegria.
      O jantar esteve deliciosa e Gen bebio dois copos de vinho sem dar-se conta. Estava fascinada e rogo em silncio que Luke ficasse
      por meia hora mas quando lhe disse que j era tempo de dormir. Pouco despues que se retirasse, Gen escuto o rudo do Masserati que se afastava da casa e ela
soube que a machuca do nunca podria satisfaz-la.
      T
      cabea de gado dias mas tarde j se habia levantado e se mantenia ocupada en.el jardin, tratando de no cruzar-se no caminho do Luke. O todavia trabalhava
na casa e ela era cuidadosa ao evit-lo. Seu alegria inicial de estar outra vez em seu lar se dissipo pela tension que agora a envol'via. Vivia sob o mesmo teto
que Luke, mas o trat-lo como extrano lhe resultava at mas doloroso e insuportvel que a separacion total.
      Em seu apartamento ela podia desinhibir suas emoes, segura de que no habia testemunhas, mas aqui sentia que estava caminhando em uma corda frouxa da que
indevidamente caeria.
      A gota que derramo o copo foi uma tarde despues que Luke esteve encerrado todo o dia na biblioteca. Genista arrumo o jardin at a hora do jantar em que foi
trocar se. Seleciono seu pulver de suaves sombras verdes. aplicava-se a maquiagem quando Luke bato na porta e despues de entrar com brutalidade lhe disse:
      -Tenho que te falar -um ligeiro tremor a recorrio-. No podemos seguir asi. Se que quer ter ao menino, se tambien que  minha responsabilidade e desejo mant-lo
no aspecto economico. No ignoro que no tem necessidade de minha ajuda, mas. . .
      -Mas asi podras calar a voz de sua conscincia -Genista anadio com amargura-: No h necessidade, Luke. vou ter a meu filho porque asi o desejo.  uma decision
pessoal que no obriga a nada. Como o mcncionaste, no terreno pecunirio no surgiran problemas.  provvel que atadura o apartamento e compre uma casa pequena no
campo.
      O extranaba de que falasse de pontos que nem sequer pensasse com antecedncia, idias que enlaava de forma logica apesar de sua dor.
      -No tomasse muito tempo guardar minhas coisas e partir, sera costure de meia hora -Luke nego com a cabea-. Se hara como seu o deseje, ento.
      -Pode-te tomar o tempo que queira, tenho que sair pois h um compromisso de negcios que requer minha presena. Estiver ausente vrios dias, asi que no h
pressa. O unico que te peo  que me deixe seu direccion. . .
      -No h necessidade. por agora ficar em meu apartamento at que dita que vou fazer, e despues -ambos os sabian que esse "despues", significava "uma vez que
nascesse a criatura-. No h razon alguma para que sigamos em contato. Seu trocasse o curso de sua vida, e eu hare o mesmo com a minha.
      -Se isso for o que quer. . .
      "Se no fosse porque era to doloroso, podria haver reido", refletia Genista quando Luke partio. Soube que parto pois oyo o motor do Masserati ao afastar-se.
Habria ido com o Verity a lhe comunicar que logo estaria livre?
      Asseguro-lhe que se marcharia quase imediatamente, mas nesse momento noto que lhe faltava a energia necessria para faz-lo. Seu carro j estava reparado e
estacionado na garagem, mas no se atrevia a conduzi-lo. Esperaria at a manh seguinte, decidio ao fim. Llamaria um txi que a levasse cedo a estacion da ferrovia.
Uma vez em seu apartamento comenzaria a fazer planos para o futuro, futuro no qual no participaria Luke.
      A
       a manana seguinte, j guardadas suas coisas, comeo a percorrer as habitaes da que foi sua casa por to curto perodo de tempo, pensando na solido que
lhe proporcionava o futuro.

      Pidio o txi para as duas e meia e estava esgotada de noite terrvel que acontecer.
      um pouco antes da uma e quando j tnia todas suas coisas no portico, escuto um carro e penso que era o chofer se habia equivocado de hora. Se disponia a carregar
suas malas quando a porta se abrio e entro Luke. Os dois se olharam ao mesmo tempo e a garota se tratava de convencer de que o que veia era real e no produto de
seu imagination.
      - Luke! -o homem palidecio.
      -Se me esquecimento algo -explico depressa-. Pense que j lhe habias ido.
      -Deu-me medo conduzir, asi que espere um dia mas, o txi deve recolher s duas e meia.
      V-lo agora, quando estava a ponto de desaparecer de sua vida para sempre, era a mas cruel situacion que habia tido que suportar. Seu cabelo negro, seu corpo
dentro daquele imaculado traje, fizeram-na tremer. De subito creyo que a escada se derrubava, comeo a ver nublado e imediatamente procuro o apoio do passamanes.
Um pequeno som de protesto vigilante ao Luke e corrio para evitar que rodasse pela escada.
      -Esta bem, j estas segura, me deixe te levar a habitacion.
      Sintio como a levantava e a conducia ao quarto que habian compartilhado por to breve perodo. Habia recuperado o flego, embora se seu pulso no estava normal
esta vez no era por causa do medo. Luke se inclino para deposit-la no leito, e de repente seu expresion troco. Sua cara refletia uma dolorosa amargura que provoco
que Genista contivesse a respiracion.
      -Deus mijo, Gen! No posso deixar ir. No me pergunte por que, rogo-lhe isso. Dou-te minha palavra de que no pondre um dedo sobre ti, no hare nada que no
queira. Comearemos tudo de novo e esta vez. . .
      Ela debio emitir um som, pois de repente a solto e se dirigio  janela.
      -No retorne porque tivesse esquecido algo, vim porque tnia que ver este quarto uma vez mas para tratar de gravar na memria, sua lembrana em minha cama,
em meus braos. Deus sabe que te dei suficientes raciocine para me odiar e me desprezar, primeiro te roube a virgindade despues te embarace. Diz que vais viver sozinha
mas eu se o que sente pelo Bob, acaso no te escute quando o decias ao Lucy o que pensa do amor? Entretanto, isso no troca nada. Apaixone-me por quando te vi pela
primeira vez no apartamento do Greg Hardiman. At esse dia nunca crei no amor a primeira vista. Estava aborrecido e a ponto de partir quando de repente chegou e
a sala parecio encher-se com uma nova luz. Eu te contemple e seu me devolveu o olhar. Com arrogncia pense que sentias o mesmo.
      -Por isso me observou de uma forma que me deu vontade de te odiar, de te machucar do mesmo modo que seu me podrias machucar.
      -Despues me inteire de que sua foi a garota que segun Greg era a amante do Bob. Quase me volto louco de cimes. No podia suportar que te olhasse, que te tocasse.
Por isso decidi te afastar do e te force a te casar comigo. Disse-me que com o tempo llegarias a me amar. Aquela noite, quando te fiz o amor, pense que perderia
a razon. Meu instinto me decia que suas no tnias experincia, mas no pude confiar em meu intuicion pois eu sbia que seu e Bob eram amantes. Quando descubri a
verdade, pude me haver suicidado. . .
      Com um gesto de profunda amargura contnuo. -Talvez tivesse sido melhor que o fizesse ao menos habria morto com rapidez. Desta forma, sufri uma lenta agonia
que se tornava mas insuportvel segundo a segundo. Qualquer homem decente te tivesse deixado livre ento, mas no pude. Me prometi ser paciente e no te tocar at
que seu me amasse. Entretanto, fui incapaz de controlar o desejo que acordadas em mi. Sbia que te forando a me responder incrementaria seu dio, mas era a unica
forma de te sentir minha. Bob poseia seu corazon e me disse que possuir seu corpo era uma espccie de compensacion. No posso continuar asi. Gen, Esta Bob casado
e no pensa divorciar-se. Me concederas alguma oportunidade? Prometo-te que no pondre um dedo sobre ti, a menos que seu me pea isso Y. . .
      Genista no pde suportar por mas tempo, Luke habia falado suficiente e se conmovio quase at as lagrimas quando describia as emoes que at esse momento
ela desconocia: Luke a amava!
      O seguia de costas, por isso ela deixo a cama e caminho at o Luke sem fazer rudo. Um sexto sentido o vigilante e deu meia volta. Suas mos a tiraram dos
ombros e o impidio aproximar-se. Se no habia acreditado suas palavras, seu expresion era suficiente para convcncerse de que decia a verdade. Era a cara de um homem
que suportou uma inexprimvel agonia, e ela desejo acarici-lo para eliminar essa dor.
      -Disse que no me tocarias, a menos de que eu lhe pedisse isso -Luke retiro suas mos imediatamente e se volvio de novo.
      A garota sintio um tremor doloroso, j habian desperdiado muito tempo para continuar com o tortura.
      -Por favor Luke, me toque -ao dizer isto sotaque que seus olhos e seu amor lhe revelassem a intensidade de seus sentimentos-. me Acaricie e me faa sentir
outra vez. Porque sem ti no posso viver a plenitude. Seu me ensinou o verdadeiro significado do amor, seu me fez mulher e me mostrou coisas que nunca soube que
existian. Amo-te!
      As palavras eram sussurros. Todo seu corpo tremia enquanto a abraava com fora. Por um momento nenhum falo pois se beijavam como se queriam dizer-se nessa
larga carcia quanto se amavam. A roupa era uma barreira que nenhum duvido em remover. Genista viu como se incrementava a pasion do Luke, e ela se o unio com deleite
urgindo-o a que lhe demonstrasse que no estava sonhando.
      A carga com ternura e a deposito na cama. A beijo uma e outra vez com reverncia e admiracion que dignificavam seu condicion de mulher.
      Esta vez no houve limite. Os dois puderam atuar com absoluta liberdade pois se sabian amados. Seu corpo tremo de agradar ante as carcias do Luke e os dois
alcanaram novos pinaculos de prazer. O corpo da moa era to sensvel ao Luke que inclusive seu flego a excitava. Com as mos explorava o corpo masculi-no de
uma forma que nunca se habia permitido e com a posesion sintio um extasis que a levo a verdadeiro paraiso.
      Despues da entrega amorosa, ela yacia sobre o peito do escutando o forte pulsar do corazon sob sua orelha, e soube com segurana que o prazer que habian compartilhado
habia sido exaustivo para ambos.
      No habian sido as palavras de amor que Luke pronuncio entre suspiros e beijos, nem tampouco o pequeno grito de triunfo que habia emitido durante a posesion
o que a habian feito compreender que nunca foi, nem podia ser desejo o que motivava as aes do Luke, foi a expresion de sofrimento quando lhe confesso seu amor.
      Jilly teve razon despues de tudo. Se habia apaixonado por ela a primeira vista. O saber isto a fez sentir-se humilde e agradecida com o destino por lhe haver
dado uma segunda oportunidade de aproveitar o precioso presente da vida conjugal.
      -Eu nunca quis ao Bob, no do modo que pensou -lhe disse gentil-. Mas no tivesse ousado correr o risco de que seu fosse com o Eleine.
      Explico-lhe com rapidez o relativo a operacion da senhora e Luke se molesto consigo mesmo.
      -Eu o fiz tudo por ti, quando me informaram no hospital que estava grvida, pude ter matado ao Verity por me convencer de no estar em casa para que no obstrura
sua partida.
      - Verity! Eu creia que a amava -murmuro a jovem-. Me asseguro que seu querias te liberar de mi.
      Seus lagrimas comearam a brotar, mas Luke as absorbio com seus lbios uma a uma, at que o forno de seu pasion se volvio a acender e a explication do Luke
teve que esperar uma ocasion mas propcia.
      -Verity me Ilamo quando Phillip retorno com Marinha -lhe relatava mas tarde-. Me disse que todavia me amava e me insinuo que se no reanudabamos nosso romance,
romperia o matrimnio do Phillip e Marinha pela segunda vez. No podia me arriscar, tive que lhe seguir o jogo, inclusive quando aborrecia cada momento que estava
com ela. Agora sabe a verdade.
      -Mas em uma ocasion a amou -tnia que diz-lo, apesar de que se o rompia o corazon ao faz-lo.
      -No -replico Luke-. A desejava e muito. Mas nunca senti algo firme por ela. Verity anuncio nosso compromisso e ento, quando me negar a cooperar, dirigio
seu atencion ao Phillip; isso  algo que nunca me perdoei. Eu sbia como era, sbia a classe de depredador que . me diga que me ama -demando ansioso-. No te hei
oido diz-lo em vrios minutos.
      -Que curioso -sonrio Genista-. Pense que era bvio. A excitation do Luke emocionava  garota, que ao fim se dava conta de que solo ela despertava seu amor
e desejo. Levanto as mos para seu rosto e enquanto o acariciava-lhe decia:
      -Amo-te, Luke -o pronuncio com suavidade antes de atrair o rosto amado.
      -J no tendre que passar mas noites conduzindo como louco pelos arredores, por medo ao que meus desejos me podian obrigar a fazer contigo -confesso Luke desvanecendo
a ultima sombra de dvida na mente de sua esposa.
      E ela que sempre creyo que ia encontrar se com o Verity.
      -Quando me inteirar de que estava grvida, pense que me odiarias a meu e ao bebe. Mas o doutor me explico Io preocupada que estava pois temias perd-lo.
      - seu filho, uma parte de ti, um aviso de que seu me quer. . . ama-me. . .
      Os dois escutaram o rudo dos aros de um carro sobre o cascalho do caminho.
      -O txi! -exclamo Genista levando-as mos  boca-. Se me esquecimento por completo.
      -deixe-me isso a meu -a tranqilizo Luke enquanto procurava sua cueca-. No v. Comunicar-lhe que minha esposa fica em sua casa. Despues vou retornar e lhe
demonstrar quanto a amo, se me deixar.
      O sorriso da Genista era to radiante como um arcoiris despues da tormenta. Em tanto o baixava se recosto sobre os travesseiros e com os dedos se apalpo o
ventre que at estava piano.
      "EI filho do Luke", penso iludida e quase chorava de felicidade.
      Quando a volta, abrio seus braos ao maximo para receb-lo, o passado e a amargura estavam esquecidos, juntos se declararam uma vez mas seu amor.

      Penny Jordan - Amor comprado (Harlequn by Mariquia)
